quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

 

CÉU


CÉU – A Escritura fala do “terceiro céu” como sendo a morada de Deus (2 Co 12:2). Como não pode haver nada acima disso, concluímos que existem três céus:
  • Os céus criados – (Gn 1:1, 8; Sl 19:1 etc.). São os céus físicos onde as estrelas brilham (Gn 22:17) e onde os pássaros voam (Jr 4:25). (Alguns veem o espaço aéreo e o espaço exterior como sendo dois céus diferentes, mas a Escritura não os distingue – Gn 1:14-17, 20.)
  • O reino da atividade espiritual (Ef 1:3, 20, 2:6, 3:10, 6:12 – “os lugares celestiais”). Os Cristãos estão assentados em Cristo nessa esfera com suas bênçãos espirituais (Ef 1:3, 2:6). Satanás também se move nessa esfera e trabalha para impedir o gozo do crente de suas bênçãos (Ef 2:2), e assim há um conflito espiritual lá (Ef 6:11-12).
  • A morada ou a habitação de Deus – “o céu dos céus” (Dt 10:14; Js 2:11; 2 Cr 2:6; Sl 11:4 etc.). É onde Cristo está (Lc 24:51), e onde a alma e o espírito dos redimidos estão com Cristo (Lc 23:43; 2 Co 5:6-8; Fp 1:23). Paulo se refere a ele como “o terceiro céu” (2 Co 12:2).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

 Quando eu for velho

Senhor, Tu sabes, melhor do que eu, que os anos estão se passando, e logo serei um velho. Quando isto acontecer, guarda-me de tornar-me um tagarela, e guarda-me principalmente do terrível hábito de pensar que devo sempre dar a minha opinião a respeito de todo assunto e em qualquer ocasião.

Livra-me do extremo desejo de pôr em ordem os negócios alheios. Conserva minha mente livre de ficar recitando detalhes sem fim e, em qualquer conversa, dá-me asas para voar direto ao ponto que interessa.

Rogo por graça suficiente para ouvir as histórias das dores de meu próximo. Ajuda-me a suportá-las com paciência. Mas não permita que saia de meus lábios nenhuma palavra acerca de meus próprios sofrimentos e de minhas dores. Estas estão aumentando e meu prazer em ficar falando delas aos outros aumenta à medida em que os anos passam.

Não ouso rogar por uma memória eficaz, mas peço que cresça em mim a humildade e diminua minha oposição às gloriosas lições que tenho a aprender nas ocasiões em que eu possa estar errado.

Conserva-me sensível e amável. Não quero me tornar um velho mal-humorado, o que é uma das obras-primas do diabo. Dá-me seriedade, mas não permita que eu me torne rabugento; torna-me prestativo, mas não permita que eu fique "mandão". Com a "vasta bagagem de sabedoria" que acumulei, pode até me parecer um desperdício não usá-la a todo momento, mas Tu sabes, Senhor, que eu gostaria de terminar minha vida tendo, pelo menos, alguns amigos...

Dá-me a habilidade para enxergar coisas boas onde for menos provável, e talentos naqueles de quem menos espero. E dá-me, Senhor, a graça de dizer isto a eles. Amém.

Autor Desconhecido - The Christian Newsletter

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

 Depois da morte - F. G. Patterson

O que dizem as Escrituras quanto ao estado da alma do crente após a morte, e antes da vinda do Senhor? Porventura aqueles que "dormem" em Jesus podem vê-Lo agora, ou não poderão fazê-lo até que o corpo e a alma sejam reunidos?

"Morrer é ganho" disse o apóstolo em Filipenses 1:21. Portanto o crente leva vantagem com a morte do corpo. Se o estado de separação do corpo e da alma fosse meramente um sono da alma, como poderia o apóstolo ter usado tal expressão? Certamente ele teria então preferido mais permanecer e trabalhar para o seu Senhor no corpo, do que cair no sono enquanto aguardasse por Sua volta.

No mesmo capítulo encontramos que "estar com Cristo" é a condição de alguém cujo corpo dorme no pó. "É ainda muito melhor." A expressão "em Jesus dormem" não dá o sentido correto de 1 Tessalonicenses 4:14 que é "dormem por meio de Jesus".

A própria morte nos pertence, pois Jesus a anulou para nós. Nós já morremos na Sua Pessoa. Quando, por conseguinte, o corpo morre, nos é dito apenas que ele foi posto a dormir por meio de Jesus. Deixamos o nosso tabernáculo terrestre e o resultado é habitar com o Senhor pois "temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5:8). Certamente tal pensamento jamais seria compatível com um mero dormir. "Habitar com o Senhor" é, com certeza, ganho. O crente, estando já morto e ressuscitado (juntamente com Cristo - Ef 2:6), tem agora a morte como sua amiga.

Quanto a vermos o Senhor enquanto estivermos fora do corpo, lemos no registro do rico e Lázaro (Lucas 16) que aquele "viu ao longe Abraão", e essa linguagem foi usada pelo Senhor ao falar do estado da alma separada do corpo. Paulo diz, "Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso?" (1 Co 9:1). Por que iria então sua passagem para fora do corpo impedi-lo de ver ao Senhor? O Senhor teve que abrir os olhos de Seus discípulos para que O reconhecessem após haver ressuscitado. Ainda que nosso corpo pudesse impedir que enxergássemos um Jesus ressuscitado, acaso seria preciso um corpo transformado para que pudéssemos vê-lo agora? Todavia o Senhor não achou apropriado dar todas as respostas. Sendo assim, busquemos ter, diante de nossas almas, a Ele e Sua vinda como nossa esperança e gozo.

F. G. Patterson - Christian Treasury Dez/1990

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/



segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

 

CONFISSÃO


CONFISSÃO – A Escritura indica que há dois tipos de confissão entre os homens. Uma delas é a confissão de “Jesus como Senhor” e está relacionada com a salvação inicial da alma (Rm 10:9-10) e a outra é a confissão de pecados, que está relacionada com a restauração de um crente que falhou (1 Jo 1:9).
Muitos Cristãos evangélicos pensam que, para que alguém seja verdadeiramente salvo, deve fazer uma confissão pública de sua fé em Cristo. Romanos 10:9 é usado para apoiar essa ideia. Diz: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus [a Jesus como Senhor – TB], e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo”. Como resultado, os pregadores evangélicos muitas vezes impelem confissões públicas em suas reuniões e comícios evangélicos. Eles fazem um “chamado ao altar” ao seu público, pedindo àqueles que querem ser salvos para irem à frente fazer uma declaração pública de sua fé. No entanto, se fizermos da confissão da fé em Cristo perante os homens uma condição de sua salvação eterna, então a bênção do evangelho não seria unicamente no princípio da fé, mas teria como base a fé e as obras! E isso é contrário aos fundamentos do evangelho (Rm 3:26-31, 4:4-5; Ef 2:8-9). Além disso, significaria que uma pessoa não poderia ser salva se estivesse sozinha em algum lugar deserto – porque não teria ninguém para quem confessar! De acordo com essa ideia, poderia haver “arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus” (At 20:21 – TB), mas não seria suficiente! Há uma condição adicional – deveria haver confissão de fé a alguém. Mas e se ela morresse antes de ter uma chance de dizer a alguém de sua fé em Cristo? De acordo com esse ensinamento, estaria perdida! Não é necessário dizer que essa ideia equivocada não está de acordo com a Escritura.
“Confessar” em Romanos 10:9 significa “concordar” (Concordância de Strong) ou “expressar acordo” (“homologeo” em grego). A questão é: expressar concordância com quem? A. Roach disse que, à luz de Filipenses 2:11, “toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” e de Romanos 14:11 “toda a língua confessará a Deus”, é claro que essa confissão deve ser feita a Deus, não aos homens. O crente reconhece diante de Deus que “Jesus Cristo é o Senhor”. H. A. Ironside disse: “A confissão aqui não é, naturalmente, a mesma quando nosso Senhor diz: ‘Portanto, qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos céus’. Essa é antes a confissão da alma ao próprio Deus que ele recebe Jesus como Senhor” (Lectures on Romans, págs. 130-131).
Paulo menciona a “boca” antes de o “coração” (que é a ordem encontrada em Deuteronômio 30:14), mas em Romanos 10:10, ele inverte essa ordem, dando a verdadeira ordem que ocorre quando uma pessoa é salva. Assim, a recepção interna da Palavra por fé resulta em uma expressão externa da fé de alguém na confissão de que “Jesus Cristo é o Senhor”.
Em condições normais, um crente verdadeiro fará uma confissão de sua fé em Cristo diante daqueles de seu convívio. Isso deve acontecer de forma bastante natural, pois as boas novas da salvação são muito boas para que sejam guardadas apenas para nós mesmos. Confissão de nossa fé diante dos homens é bom, e se um crente não confessar Cristo diante dos homens, lhe serão negadas uma recompensa e uma menção honrosa perante o Pai no dia vindouro (Mt 10:32-33) – mas essa não é uma condição pela qual ele é salvo eternamente. Um novo crente pode hesitar em confessar Cristo no início, mas seu bem-estar eterno não depende disso. Paulo ensinou que a bênção da salvação é unicamente sob “o princípio da fé” (Rm 1:17, 3:30, 4:16, 5:1 – todos da JND). Ele estaria contradizendo-se em Romanos 10:9, se estabelecesse a condição de confissão diante dos homens como base da salvação de uma pessoa.
O segundo tipo de confissão tem a ver com pecados, mas é em conexão com um crente sendo restaurado à comunhão com Deus. 1 João 1:9 diz: “Se (nós) confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. O “nós” neste versículo se refere aos filhos na família de Deus – os Cristãos. Um crente que falhou, tendo permitido o pecado em sua vida, precisa voltar ao seu caminho em arrependimento até o ponto de partida de seu desvio do Senhor e confessar esses pecados a Deus Pai. Ao fazer isso, ele julga a si mesmo e chega ao fundo da causa de seu desvio. Alguém perguntou a J. N. Darby sobre uma situação em que alguém se afastou, mas não pode pensar em nenhum pecado em particular que tenha sido a causa desse afastamento de Deus. Ele disse que nesse caso, a pessoa poderia confessar seu mau estado.

Muitos têm a ideia de que pecadores arrependidos que vêm a Cristo para a salvação devem confessar seus pecados. Mas a Escritura não diz isso. Se fosse necessário fazer isso para ser salvo, então ninguém seria salvo! Qual pecador pode lembrar-se de todos os seus pecados? Especialmente quando consideramos que “a lâmpada (dos pensamentos) dos perversos é pecado” (Pv 21:4 – TB) e “O pensamento do tolo é pecado” (Pv 24:9). Nesse caso, nossos pecados devem ser milhares – talvez milhões! Seria uma tarefa impossível para um pecador confessar tudo isso. Felizmente, Deus não coloca isso como condição da salvação de nossa alma. O pecador que busca a salvação deve reconhecer (ou confessar) que é um pecador, e ao crer, deve confessar Jesus como Senhor. Mas Deus não exige que ele tenha de confessar cada pecado que cometeu em sua vida para ser salvo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 

Sepultar ou cremar os mortos? - C. Buchanan

O costume entre os Israelitas era de sepultar os mortos, havendo até mesmo instruções na lei quanto ao sepultamento de um criminoso (Dt 21:23). A importância do sepultamento é acentuada em Eclesiastes 6:3"Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele".

No Novo Testamento vemos que quando Herodes decapitou a João, os discípulos deste "levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus" (Mt 14:12). Profeticamente, foi escrito acerca do Senhor Jesus que esteve "com o rico na sua morte" (Is 53:9). Vemos isto ternamente cumprido por José de Arimatéia e Nicodemos. "Tomaram pois o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus" (Jo 19:40-42).

Tendo iniciado o período cristão no livro de Atos, notamos que as primeiras três pessoas que morreram foram sepultadas. As duas primeiras foram Ananias e Safira (At 5:6,10). Então, em Atos 8:2, vemos que "uns varões piedosos foram enterrar Estêvão". Vemos, portanto, que a prática cristã é sepultar, e não cremar, os mortos.

Em agudo contraste a isso, o versículo em Amós 2:1 chama nossa atenção: "Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal". Essa extrema expressão de ódio de um contra o outro atraiu o castigo de Deus. Vemos também que o próprio Deus, no julgamento final da besta, a entrega para ser queimada (Daniel 7:11; Apocalipse 19:20).

Todo crente pertence a Deus, pois a Palavra diz: "Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6:19-20).

A esperança do crente é a vinda do Senhor para nós enquanto ainda estamos vivos. Todos os crentes que morreram serão ressuscitados e nós seremos transformados, conforme nos é dito em Filipenses 3:20-21"Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas".

Aprendemos, então, que este corpo que Deus nos deu para viver é precioso para Deus - pertence a Ele - e deveremos tratá-lo cuidadosamente e respeitosamente, tanto enquanto vivermos, como também na morte.

Os ímpios tentam, com freqüência, fugir de Deus e do juízo vindouro ao recomendar que seus corpos sejam queimados e as cinzas sejam espalhadas pelo oceano. Tudo em vão. Nosso Salvador, como Filho do Homem, é apresentado no primeiro capítulo de Apocalipse como Juiz. Nos versículos 17 e 18 Ele diz: "Eu sou... o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte (o lugar onde está o corpo) e do inferno (hades, o lugar dos espíritos que partiram)". Ele usará essas chaves primeiro na ressurreição do justo e então, mais tarde, na ressurreição do injustos (At 24:15).

Não estamos sob a lei, mas sob a graça. Deus nos tem revelado o Seu pensamento tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A maneira apropriada de se tratar o corpo é o sepultamento, e não a cremação.

C. Buchanan - Christian Treasury - Dez/1990



sábado, 5 de dezembro de 2020

 

A cruz e a gloria - E. H. Chater

No Novo Testamento Deus nos revelou duas verdades maravilhosas - a cruz e a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Que assunto solene e bendito para ocupar nosso coração - a morte do Filho de Deus sobre a cruz do Calvário neste mundo, e Sua glorificação à mão direita da Majestade nas alturas. Quão pouco nossas almas penetram nestas coisas tão preciosas, embora a glória de Deus e o destino eterno de toda a raça de Adão dependam delas. Sem a morte de Cristo não teria havido salvação; sem a ressurreição, a Sua morte teria sido em vão.

A morte de Cristo foi o ato voluntário de um Homem santo, perfeito e sem pecado. A morte não tinha poder sobre Ele pois a morte é o salário do pecado, e nEle não há pecado (1 Jo 3:5). E a morte é o poder de Satanás (Hb 2:14 Versão Almeida Atualizada), mas Satanás não tinha poder algum sobre Ele. "Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). Jesus entregou Sua vida para a glória do Pai, para a salvação do que era Seu, e para a redenção da criação. O fundamento de tudo isso foi perfeitamente embasado em Sua morte. Deus foi infinitamente glorificado, e o juízo pelo pecado foi carregado pelo Santo de Deus. Ele clamou, "Está consumado!", e entregou o espírito.

Se, no entanto, tudo terminasse ali, a cruz demonstraria tão somente que o homem manifestou sua própria vontade contra o Cristo de Deus, e Satanás teria tido a vitória. Mas onde está o Senhor agora? Ele foi colocado na sepultura, porém Deus O ressuscitou de entre os mortos, e Lhe deu glória. A maior vitória do inimigo provou ser a sua maior derrota. A cruz está vazia, a sepultura está vazia, e Cristo está ressuscitado! A ressurreição de Cristo é o triunfo completo e eterno sobre todo o poder do inimigo. Toda a questão de pecado, pecados, Satanás, morte, julgamento e inferno, encontrou resposta na cruz. A ressurreição é o testemunho de Deus para todo o universo do fato que os Seus santos requisitos foram todos perfeitamente satisfeitos, de uma vez para sempre, e que Ele Se encontra infinitamente glorificado na obra de Seu Filho. Ele exaltou, à Sua destra, o bendito Homem que fez tal obra. Aquele que foi crucificado é agora Aquele que está glorificado. A cruz foi trocada pelo trono. Jesus foi feito ambos: Senhor e Cristo. Bem cedo, toda criatura inteligente celebrará o Seu louvor e O reconhecerá por digno como Homem em Seu lugar exaltado.

Nunca devemos separar a glória da cruz. Se me ocupar somente com Cristo na cruz, e com minha morte com Ele ali, ficarei muito aquém de desfrutar a bênção e o privilégio que me pertencem como cristão. Se me encontrar ocupado com Cristo na glória, e com minha associação com Ele ali, e esquecer-me da cruz, irei me tornar altivo, e tanto meu andar como minha maneira de ser ficarão fora da realidade. O conhecimento do evangelho da glória de Cristo envolve a responsabilidade correspondente. Se Cristo, o Amado na glória, for a medida de minha aceitação diante de Deus, Cristo, e Cristo somente, será o padrão e o modelo para meu andar e para meu proceder. Que Deus possa, em Sua rica graça, nos capacitar a penetrarmos mais e mais na maravilhosa posição que temos diante de Deus, e a andarmos, em nossa vida e circunstâncias diárias, de modo digno de nosso elevado chamamento, até que contemplemos nosso Salvador face a face.
E.H.Chater - Christian Truth Dez/84

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

 

ESPERANÇA


ESPERANÇA – Na Escritura, esperança não é usada da mesma maneira que no idioma comum – a linguagem de hoje. Usamos a palavra em nossos dias para nos referir a algo que gostaríamos de ver acontecer, mas não temos garantia de que isso aconteça. Na Bíblia, a esperança é uma certeza adiada; ela tem expectativa conectada com segurança.
Em Romanos 5:2, Paulo fala da “esperança da glória de Deus”, que tem a ver com a futura glorificação do crente na vinda do Senhor (o Arrebatamento). É algo que o crente espera com certeza. Isso definitivamente acontecerá – apenas não sabemos quando. Esse fim glorioso de estar com Cristo e de ser como Cristo é a esperança do Cristão. Quando primeiro cremos no evangelho e recebemos o Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador, fomos colocados na esperança de nossa final glorificação. Paulo se refere a isso em Romanos 8:24, afirmando que “em esperança somos salvos”. Isso significa que quando inicialmente cremos em Cristo como nosso Salvador, foi com a ideia de obter este último aspecto da redenção. Assim, quando fomos “salvos”, foi “em esperança” da realidade completa e final que está se aproximando.
          Conhecendo o glorioso futuro que nos espera, somos sustentados no caminho, porque o que esperamos é firme e seguro. Em esperança fomos salvos, e em seu poder vivemos. Isso nos dá “paciência” para esperá-lo (Rm 8:25). Foi dito que  e esperança são bons companheiros de viagem para o Cristão em seu caminho pelo deserto neste mundo, e isso é verdade. Mas na vinda do Senhor (Arrebatamento), nos separaremos desses companheiros e entraremos no céu com o Senhor, onde o amor permanecerá exclusivo. Não precisaremos de fé e esperança lá.