segunda-feira, 31 de agosto de 2020

 

A igreja de Deus nos dias de hoje

Sem dúvida alguma, os cristãos de hoje estão confundidos acerca da Igreja. Existem centenas de denominações em todo o mundo, e todas presumindo ser a igreja verdadeira. O popular slogan "vá à igreja que mais lhe agrade" aceita esta condição e supõe que a Palavra de Deus seja falha em nos dar uma provisão adequada para estes tempos, guiando-nos em meio à confusão que reina na cristandade.

Mas, será que o Senhor Jesus queria deixar Seus seguidores sinceros em um tal estado de confusão? Vamos diretamente às Escrituras para mostrar o que Deus nos diz a respeito de Sua Igreja nos dias de hoje.

A primeira epístola a Timóteo apresenta a "Casa de Deus" (1 Tm 3:15) de acordo com o pensamento de Deus. A segunda epístola apresenta "a Casa" quando esta foi arruinada pelo fracasso do homem e, em sua ruína, ficou semelhante a uma "grande casa" na qual "não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra" (2 Tm 2:20).

O crente que uma vez tenha visto a verdade da Igreja ou assembléia como a Casa de Deus, tal como ensinam as Escrituras, talvez não encontre nada ao seu redor que corresponda ou se ajuste a esta verdade. O que mais vemos na cristandade é uma "grande casa" na qual há vasos, uns para honra e outros para desonra. Será que a Palavra de Deus dá instruções para o Seu povo em condições como estas? Sim, ela mesma nos dá a resposta.

Se desejamos andar neste mundo de acordo com o propósito de Deus, devemos aprender que, por maior que seja nossa inteligência natural, por mais que nossa mente tenha sido instruída, por maior que seja nosso conhecimento das Escrituras, e por mais sinceros que sejam nossos desejos, se confiarmos em nossa inteligência não poderemos achar a senda de Deus para o Seu povo, em meio à confusão reinante na cristandade. Não somos capazes de encontrar o caminho por nós mesmos em meio às crescentes dificuldades, tamanha é a contínua oposição à verdade, ou de nos desembaraçarmos das várias questões e dificuldades que continuamente surgem.

Após reconhecermos claramente nossa total incompetência, poderemos aprender que não cabe a nós encontrar nosso caminho como melhor possamos fazê-lo, e que Deus nunca esperou de nós que tivéssemos alguma sabedoria ou capacidade em nós mesmos para andar de acordo com os Seus pensamentos. Bem podia o Senhor dizer a nosso respeito: "Sem Mim nada podeis fazer" (Jo 15:5).  

Deus tem feito provisão 
para que conheçamos a Sua vontade. Há três coisas que devemos recordar:  

1. 
Temos uma Cabeça no céu: Cristo na glória é a Cabeça de Seu Corpo, a Igreja; e toda a sabedoria está na Cabeça. Não temos nenhuma sabedoria em nós mesmos. É de extrema importância deixarmos nossas próprias "cabeças" e olharmos para Cristo como "a Cabeça" que nos guia. Se confiarmos em nossas próprias "cabeças", não estaremos, na prática, "ligados à Cabeça" (Cl 2:19).  

2. 
O Espírito Santouma Pessoa divina, está na Terra. O Senhor sabia que o Seu povo não seria capaz de manter-se, por si mesmo, em um mundo do qual Ele estaria ausente. Antes de partir, Ele disse: "E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade... Esse vos ensinará todas as coisas" (Jo 14:16,17,26). A defesa e a manutenção desta verdade não dependem dos crentes, mas da presença contínua do Espírito de verdade.  

3. 
Temos a Santa Escritura que, "divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Tm 3:16,17), e que nos mostra "como convém andar na Casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3:15). Mas, numa época em que a Casa de Deus foi convertida em uma ruína e quando já não temos mais a realidade da verdade, o homem de Deus ainda pode recorrer à infalível autoridade das Escrituras, por meio das quais pode verificar todas as coisas.   Contudo, em hipótese alguma a ruína do cristianismo, qualquer que seja o seu grau, poderá alterar a Cristo, ao Espírito Santo, ou as Escrituras.

Cristo 
continua sendo a Cabeça no céu, com toda a sabedoria necessária para o Seu povo, tanto para estes últimos tempos, como o foi nos primeiros dias da cristandade. O Espírito Santo habita entre os que crêem com inalterável poder para guiar e reger. As Sagradas Escrituras permanecem com sua autoridade suprema e inalterável.   Não obstante, a cristandade, como um todo, tem posto de lado a Cristo, ao Espírito Santo e as Escrituras.

Os grandes sistemas religiosos dos homens têm retido o nome de Cristo, enquanto têm abolido a Cristo como Cabeça no céu, nomeando-se cabeças terrenas. Roma tem seu Papa; a igreja grega, seu Patriarca; as igrejas protestantes, seus reis, arcebispos, presidentes ou moderadores. Por conseguinte, nesses grandes sistemas, pouco ou nenhum lugar é deixado ao Espírito. A máquina religiosa e os artifícios carnais do homem têm excluído o Espírito. E finalmente, os homens têm lançado o mais implacável ataque contra as Escrituras, manipulando-as a seu bel-prazer, até ao ponto de não restar quase nenhuma seita na cristandade que mantenha certo grau de reconhecimento de que TODA a Escritura é "divinamente inspirada" (2 Tm 3:16).  

O que devemos fazer? 
As Escrituras nos respondem definitivamente o que nós devemos manter e como devemos atuar sobre dois grandes princípios:  

1Separação de tudo o que é contrário à verdade de Deus - Tudo quanto seja uma negação da verdade da Igreja; tudo quanto negue a Cristo como sendo a única Cabeça de Sua Igreja; tudo quanto negue ao Espírito Santo como sendo nosso todo suficiente guia, e tudo quanto negue as Escrituras como sendo nossa absoluta autoridade, a qual permanece imutável.  

2. 
Associação com tudo quanto está de acordo com Deus - Depois de termos nos apartado do mal, as Escrituras insistem neste outro ponto igualmente importante. Em poucas palavras, "cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem" (Is 1:16,17).  

O que nos dizem as Escrituras quanto à separação do mal? 
Todos devemos admitir que a separação deste mundo ímpio foi sempre necessária para o povo de Deus em todos os tempos; todavia neste tempo em que a cristandade encontra-se corrompida, temos instruções especiais para uma separação em três aspectos:  

1. 
Separação de todo sistema religioso, que é uma negação da verdade de Cristo e da Igreja. "Saiamos, pois, a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério" (Hb 13:13). O arraial (ou acampamento) era o sistema judaico estabelecido originalmente por Deus. Era composto de um povo em um relacionamento exterior com Deus, com uma ordem terrena de sacerdotes. É evidente que os sistemas religiosos da cristandade foram formados sob o modelo do arraial ou acampamento. Geralmente são compostos de uma mistura de convertidos e inconversos. Tais sistemas são, definitivamente, de um apelo ao homem natural, pois têm seus santuários terrenos, seu ritual e sua ordenação humana de sacerdotes ou líderes que se colocam entre o povo e Deus. E assim, imitando o arraial ou acampamento, os cristãos puseram de lado a Cristo como a Cabeça, ao Espírito Santo como guia, e as Escrituras como autoridade. Se quisermos dar a Cristo o Seu verdadeiro lugar, devemos, em obediência à Palavra de Deus, sair "a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério" (Hb 13:13).  

2. As Escrituras também nos ensinam, de uma maneira muito clara, a separação da má doutrina. "Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade" (2 Tm 2:19). Todo aquele que confessa o nome do Senhor, por sua profissão de fé, identifica-se com o Senhor, e é responsável de apartar-se da iniqüidade. Está bem claro que esta passagem está se referindo à "iniqüidade" como sendo más doutrinas. Não devemos associar a iniqüidade com o nome de Cristo. Pode ser que seja muito custoso agora nos separarmos da iniqüidade, mas qual é a estima que temos de Cristo?  

3. 
Estas mesmas Escrituras nos pedem para nos separarmos de pessoas más. 2 Timóteo 2:20 nos fala de "vasos para honra e vasos para desonra", e o versículo seguinte diz que devemos nos purificar dos vasos para desonra, para sermos vasos para honra, "santificado e idôneo para uso do Senhor" (2 Tm 2:21). Aqui está se referindo às pessoas e não meramente a doutrina. Em outras palavras, à medida que nos separamos destes vasos - pessoas, não apenas suas doutrinas - somos santificados e feitos úteis para uso do Senhor. Não é suficiente o não apoiar suas doutrinas, pois só pelo fato de se estar associado a eles há contaminação com o mal. Todos os esforços possíveis têm sido feitos, na cristandade, para debilitar a força desta passagem.  

Assim, as Escrituras nos ensinam, com toda evidência, a separação dos sistemas os quais são uma negação da verdade; das falsas doutrinas, que negam a verdade, e dos vasos para desonra, pessoas que não praticam a verdade.   A separação, ainda que necessária, é sempre negativa, mas deve ter também algo que seja positivo. Isto nos leva ao segundo e grande princípio: associação com o bem. Devemos seguir "a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor" (2 Tm 2:22).  

Primeiro deve haver a justiça ou retidão. Qualquer que seja a profissão de fé que o homem faça, se não há nenhuma evidência de justiça prática, não pode estar de acordo com Deus. Mas a justiça não é bastante; o que é justo e o que é injusto não são suficientes para determinar o caminho do cristão. Ele deve, por princípio, fazer o que é justo, mas para andar com desembaraço no caminho do Senhor se requer fé. Portanto, com a justiça, deve haver a fé. E a justiça e a fé preparam caminho para o amor. Se o amor não é garantido pela justiça e pela fé, se degenerará em mero afeto humano, o qual será usado como desculpa para não se atuar com firmeza e para passar por alto o mal. Logo estas qualidades conduzem à paz - não a uma paz desonrosa que faz compromisso com o mal, com a incredulidade e com a inimizade, mas uma paz honrosa, que resulta da justiça, da fé e do amor.  

Se seguirmos assim estas preciosas qualidades, encontraremos outros fazendo o mesmo - aqueles "que, com um coração puro, invocam o Senhor" - com os quais devemos nos associar. A separação não significa o isolamento. As Escrituras nos mostram que sempre haverá aqueles com os quais poderemos estar associados ou reunidos.

Portanto, estas passagens das Escrituras fornecem, ao povo de Deus, instruções precisas para os dias de hoje. 
Não nos sugerem, nem uma só vez, que saiamos fora da Casa de Deus. Para fazê-lo, teríamos que sair totalmente fora deste mundo. Mas do mesmo modo que não podemos sair da Casa, somos responsáveis de nos apartarmos do mal que há dentro da Casa. Não nos é dito que voltemos a construir a Casa.  

É, portanto. nossa responsabilidade, andarmos na luz do que foi no princípio, e que aos olhos de Deus ainda existe, e isto apesar de todo o fracasso do homem. Estas três coisas são necessárias:

O reconhecimento de Cristo como "a Cabeça".

O governo e guia do Espírito Santo.

O atuar de acordo com as Escrituras.  

"Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25). Querido leitor, está o seu coração pronto para corresponder a isto?   [Este texto é uma porção resumida e adaptada de "The Church in a day of ruin", um capítulo de "Perspectives on the True Church" por Hamilton Smith.] 
  

sábado, 29 de agosto de 2020

 

Servir ao Senhor ajudando outros

Teremos notado alguma vez o importante trabalho de um irmão chamado Onesíforo? Podemos aprender dele uma lição muito proveitosa, em especial nestes dias em que há muitos filhos de Deus isolados, sendo-lhes muito difícil, senão impossível, reunirem-se com outros crentes para comunhão com o povo do Senhor.

Paulo, escrevendo a respeito de tal servo, disse: "Onesíforo... muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias, antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou" (2 Tm 1.16-18)Resumindo, temos esta referência dos bons e oportunos serviços desse irmão em favor do apóstolo e algo muito sugestivo para os que tiverem o coração repleto de Cristo.

"Quanto me ajudou." Vemos que este estimado homem de Deus, qual brisa matinal, fresca e suave, confortou o coração do grande apóstolo. Se alguma vez Paulo pôde sentir-se contristado e abatido, ali estava esse irmão para o confortar, com amor, enquanto reanimava o espírito do apóstolo, solidarizando-se com ele nas suas prisões.

Teremos nós consolado algum irmão que traga coração abatido? Teremos procurado reanimá-lo a fim de poder continuar no caminho? Se assim for, devemos continuar a fazê-lo sempre que possível.

Vejamos como Paulo trata com pormenores aquilo que Onesíforo lhe fez: "Com muito cuidado me procurou e me achou" (vers. 17). Irmãos, existem hoje inúmeros filhos de Deus espalhados por toda a parte, os quais podemos buscar e achar. É possível que eles necessitem ser procurados e achados. Tal serviço será considerado por Aquele que foi a encontro da mulher samaritana junto ao poço de Sicar. Ele conhece-os, e não deseja esquecê-los. Mais do que isto, Ele deseja ver-nos saindo à procura deles, fazendo-os recordar dos laços que nos unem uns aos outros e todos nós a Cristo, na Sua glória.

Onesíforo ajudou o apóstolo tanto em Roma como em Éfeso. De que maneira não sabemos. Mas o Senhor o sabia. E qualquer serviço realizado pelos Seus servos era precioso, como o próprio Senhor testifica disso na Sua Palavra, dizendo: "Quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" (Mt 25.40). Queira Deus que estejamos sempre preparados, com corações desejosos de O servir, enquanto ajudamos aqueles que são Seus.
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/  - [autor desconhecido]

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

 

A expectativa - H. Witherby

Amado, paremos um pouco para considerar quanto tempo ainda nos resta até que vejamos a face do Senhor! Sua face, Sua própria face, Aquele que é "o mais distinguido entre dez mil" (Ct 5.10 V. Atualizada), o "totalmente desejável" (Ct 5.16) - Jesus, nosso Senhor. Alguns de nós ainda são jovens; outros já estão velhos, mas mesmo que Ele não venha nos buscar no tempo de vida que nos resta aqui, Ele não tardará. Se for este o caso, ainda assim é certo que no máximo em pouquíssimos anos já estaremos vendo Jesus.



Não será de nenhum proveito, amado, apenas permanecer imóvel em seu quarto a meditar naquele encontro que está tão próximo. Pode ser o caso de você se encontrar deitado em seu leito, o corpo perecendo à medida em que se aproximam os seus últimos momentos. Então seriam momentos nos quais sua alma deveria tão somente estar se esforçando para vislumbrar a Sua Pessoa. Ele iria sorrir para você, enquanto seus amigos iriam poder notar a beleza do Senhor refletindo em seu semblante, e testemunhariam de seu sorriso de saudação correspondendo ao dEle, à medida em que seu espírito se apressasse para estar para "sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).

O que é esta vida? É um vapor que surge por um pouco de tempo, e então se desvanece (Tg 4.14). Sim, é certo, mas trata-se do tempo que você dispõe para conhecer o Senhor e passar a ansiar por vê-Lo. Volte, irmão, ao amor de Jesus. Sim, pois muitas de nossas primaveras já se passaram. Acaso não é igualmente certo que aquela antiga doçura de dedicada afeição que tínhamos para com Ele já se foi? Será que não O amamos mais como antes? Será que a medida de nosso amor para com Ele, assim como a qualidade deste amor, diminuiu? Ele conhece todas as coisas; deixemos que Ele responda e acatemos isso em silêncio.

Muito embora o frescor de outrora tenha se acabado, assim como o vigor de nossa infância já não se encontra em nosso rosto, estamos ganhando em anos, e cada ano que passa nos declara: - Estamos mais perto do lar, mais perto do Senhor Jesus! Aqueles que já viveram até à meia-idade, já viveram o suficiente para ter seus corações partidos. Parece ser esta uma das maiores razões de sermos deixados a viver por vários anos na escola da vida. Pudemos presenciar nossos pais morrendo, pudemos ver o espírito de nossos filhos subindo para o Lar, e pudemos sentir a presença do Senhor à beira do leito de morte, tanto de velhos como de jovens. Já vivemos o suficiente para que, por muitas vezes, nosso coração fosse sarado por Sua mão, à medida em que fomos sendo quebrantados pelas tristezas da vida. E, a cada ano que passa, o céu não somente fica mais perto, mas também mais precioso ao nosso coração; mais tesouros são depositados lá à medida em que os anos vão passando, e cada época de nossa vida nos ensina coisas acerca de Jesus que nunca teríamos imaginado se não fossem as tristezas.

Ele é tão real, como alguém que é o mais amado em nosso coração; tão perto quanto um amigo que se fez mais próximo do que um irmão. Portanto, paremos para avaliar qual o maior espaço de tempo que ainda possamos ter que ficar aqui até que vejamos Sua face. Sabemos qual é o menor espaço de tempo que ainda pode nos restar: "um momento, um piscar dos olhos"; sim, podemos subir para o lar antes mesmo do próximo "tic" do relógio, pois Ele virá e não tardará. Mas pensemos no maior espaço de tempo, quanto poderia ser? Fique um pouco a sós com o Senhor e considere o que será Sua saudação, e seu encontro com Ele, podendo olhar bem nos Seus olhos!

O que é a vida? É um momento privilegiado para glorificarmos o Senhor neste mundo. Somos deixados aqui para andarmos como Ele andou - para brilharmos como luzes no mundo, e isto por Ele - para sermos Sua carta, conhecida e lida por todos os homens. E quanto mais pensamos em vê-Lo, mais iremos desejar agradá-Lo. Seria demais dizer que muitos dos que pertencem ao Senhor possuem uma barreira entre suas afeições e o coração do Senhor? Existe um obstáculo. Não estão brilhando. Tais pessoas têm paz por meio do sangue de Cristo, mas Sua paz não está preenchendo seus corações. Não há proveito algum em esconder a verdade - muitos do povo de Deus não estão, neste exato momento, em comunhão pessoal com Cristo. Falta expressão às suas feições espirituais. Possuem características próprias do cristianismo, mas o olho espiritual carece de brilho; Jesus não Se encontra próximo àquelas almas; Cristo não está habitando naqueles corações pela fé. Para essas pessoas não está sendo o céu na terra e tampouco há um anseio por Cristo. Inteligência espiritual não é o mesmo que afeição espiritual, e sem o amor que move esta afeição, a lâmpada fica obscurecida.

Volto a dizer, fique a sós com o Senhor; medite naquele momento que se seguirá à nossa vida neste mundo, quando iremos ver Sua face. Que bálsamo é isto para a presente aflição espiritual! Alguns sugerem uma determinada cura para a condição da alma, outros sugerem outra, mas todas falham a não ser esta: Jesus, e somente Ele. Damos graças a Deus pelas doutrinas, e agradecemos mais ainda por ser cada doutrina uma porta que se abre para a presença do Senhor. Estaremos nós do lado de fora destas portas? Muitos de nós estão! Sabem muito bem como são tais portas. Existe a porta de madeira de acácia, a de prata, a de ouro - o conhecimento de Sua humanidade sem mácula, Seu sangue redentor e a glória do Pai por meio dEle. Experimente abrir a porta de Sua humanidade, e contemple-O! Diante de você está o Homem perfeito. Abra a porta de prata da redenção e veja Suas feridas, outrora se esvaindo em sangue. Abra a porta de ouro e olhe para Ele, no lugar onde Ele mesmo Se encontra em glória nas alturas. Nossos corações precisam tão somente de Jesus; busquemos mais Sua bendita companhia. Sua presença irá derramar santo esplendor sobre nosso ser. Um pouco mais e caminharemos junto a Ele em alvas vestes. Hoje mesmo nossas palavras estariam expressando a única língua do céu, se apenas nos deixássemos estar em Sua presença.

Que mudança ocorreria em nós se nosso coração estivesse conformado a Cristo. As contendas de palavras cessariam, o orgulho se desvaneceria, o pecado seria confessado, e os homens reconheceriam que havíamos "estado com Jesus" (At 4.13).
Texto Original:  https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [H. Witherby - Christian Treasury Jan/1987]

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

 

Resumo profetico - C.E. Lunden

 Relação dos principais acontecimentos proféticos envolvendo a Igreja e Israel: a ressurreição dos salvos, o arrebatamento, a volta dos judeus à sua terra, o Império Romano revivido, a grande tribulação, o anticristo, a besta, a derrocada da cristandade professa, o reino milenial, Armagedom, a vinda de Cristo, o juízo final etc.
  1. A volta de Judá e Benjamim à sua terra natal nos coloca em tempos proféticos. (Is 17,18). Sua volta é sem que creiam na Palavra de Deus e isso os levará a um desesperador infortúnio. (Is 17.9-11). 
  2. Esperamos para qualquer momento a vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar os crentes para os céus, para estarmos Consigo. (1 Ts 4.15-18). Esse evento será a primeira parte da primeira ressurreição dos santos, incluindo tanto aqueles que estão vivos como aqueles que morreram na fé desde os dias do Éden. (1 Co 15).
  3. O Espírito de Deus faria antes com que os nossos corações se fixassem no Assunto principal: o Filho do homem, Cristo; Aquele que irá reger todas as nações no Seu tempo determinado, com o qual estarão os santos arrebatados. Ele será o Centro de toda a glória e isto será notório a todos. (Ap 12.5).
  4. O Senhor Jesus, o Filho do homem, se assentará nos céus, em Seu trono de juízo, em conformidade com Seus atributos de Criador e Redentor. (Ap 4.11; 5.7-10).
  5. O início da angústia, tribulação e dor de Jacó (Judá), por ocasião do arrebatamento da Igreja, incluirá muitos eventos tais como invasões, terremotos, guerras civis, fome, pestes e morte. O dinheiro não terá nenhum valor e será desprezado. A agricultura em moldes primitivos substituirá os métodos modernos. (Is 7.21-25).
  6. O príncipe do povo Romano (ou líder dos povos ocidentais) fará uma aliança por sete anos para proteção de Judá, porém a romperá na metade dos sete anos, deixando-os indefesos contra o ataque do inimigo. (Dn 9.27).
  7. Uma guerra nos céus entre os anjos fará com que Satanás seja lançado fora dos céus em direção à terra, trazendo grande tribulação. A "hora da tentação" na Europa ocidental e a grande tribulação para Judá irão ocorrer de forma generalizada e simultaneamente. (Ap 3.10). Sabendo que o seu tempo se abrevia, Satanás introduzirá falsos profetas com seus sinais e maravilhas para enganar, se possível fora, os próprios eleitos. (Ap 12.7-9; Mt 24.24).
  8. Durante esse período haverá indizível sofrimento sob uma compulsória idolatria, com a apostasia debilitando a civilidade e tornando a vida pública e privada intolerável; pais e filhos se denunciando mutuamente e despedaçando o lar. (Mc 13.12). O comércio será imensamente afetado, resultando em profunda instabilidade no mundo dos negócios. (Ap 8.9).
  9. O evangelho do reino será pregado a todas as nações sobre a terra. (Mt 24.14).
  10. Entre os Judeus, o amor para com Deus se esfriará, mas o verdadeiro remanescente que crer no evangelho do reino permanecerá. (Mt 24.13). Todas as doze tribos serão seladas antes que se dê início ao tempo de tribulação. (Ap 7.1-12).
  11. Os homens ricos que juntaram tesouros para si próprios experimentarão as conseqüências na grande tribulação, mas os santos oprimidos serão confortados pela esperança da vinda do Senhor em Seu reino. (Tg 5.1-6; Ap 9.4).
  12. A mulher, ou Catolicismo, se colocará em uma posição imperial, controlando o império Romano, uma comunidade de nações ocidentais, compelindo à idolatria as massas de súditos Romanos. (Ap 8.8,9). Desta maneira ela estará "assentada sobre uma besta". (Ap 17.3-7).
  13. Um Cordeiro será visto sobre o Monte Sião reunindo o remanescente de Judá para o reino vindouro. Os cento e quarenta e quatro mil, um número simbólico, serão preservados durante o juízo e nesse ínterim aprenderão os cânticos dos céus por meio dos santos celestiais. (Ap 14.1-5).
  14. O evangelho eterno será pregado, chamando os homens a se lembrarem de seu Criador, a temerem a Deus e darem glória a Ele, pois a hora do Seu juízo está para chegar. (Ap 14.6,7).
  15. O império Romano será encabeçado pela besta, o imperador. Dez poderes, chamados de dez chifres, receberão poder da besta por uma hora e, havendo se tornado reis, entregarão seu poder e forças à besta. Unidos, eles odiarão a prostituta e, tornando-a desolada e nua, comerão a sua carne e por fim a queimarão no fogo. Esses eventos mostram que essa mulher que estava montada na besta, controlando-a, tornar-se-á nojenta aos dez chifres que se empenharão em derrubá-la. (Ap 17.3-6, 16).
  16. Embora seja permitido que os propósitos enganadores de Satanás amadureçam, a mulher finalmente será julgada por Deus por intermédio dos propósitos dos dez reis. (Ap 19.2).
  17. (A história de Acabe e Jezabel ilustra de uma maneira figurada a conexão entre a besta e a mulher. 1 Rs 21).
  18. Após a ascensão da primeira besta, descrita acima, em seu caracter diabólico (a besta pessoal), uma segunda besta se levantará em Jerusalém, onde a apostasia gentílica e judaica estarão centralizadas, que será chamada de homem de pecado ou Anticristo. A adoração do Anticristo, imposta a todos, trará indizível angústia sobre as consciências dos Judeus, não em suas circunstâncias, porém em suas mentes e corações. Esse será o primeiro "ai". (Ap 9.1-12).
  19. O segundo "ai" cairá sobre a besta, na forma de um incontável exército de guerreiros montados em cavalos que cruzarão o Eufrates vindos do oriente para matar e espalhar falsas doutrinas - ateísmo, islamismo, etc. - pela Europa oriental. (Ap 9.12-21).
  20. Babilônia, a grande cidade, antes conectada com a mulher e com a Cristandade degenerada, cairá na mais baixa degradação e se tornará num covil de demônios, os agentes ativos do Anticristo, para enganar e apostatar completamente as nações. (Ap 18.2).
  21. (Os céus se encherão de alegria, como nunca antes, por ocasião das bodas do Cordeiro. Ap 19.7,8.) Os homens serão forçados pelo Anticristo a adorarem a besta. Como resultado eles receberão sua "marca" que trará servidão por toda a terra. (Ap 13.16-18).
  22. O império Romano (veja Dn 7), com uma fúria e crueldade inigualáveis, sujeitará toda a terra sob sua tirania. (Dn 7.7,8). Essa terrível e medonha besta, extremamente poderosa, devorará e esmigalhará a terra profética, além de pisar o restante (aqueles que se encontram fora da terra profética) com seus pés. (Dn 7.7).
  23. Naquele tempo se dirá: "Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?" (Ap 13.4).
  24. Enquanto isso, Deus irá empregar os Assírios como Sua vara de juízo para que passem através da terra de Judá e invadam o Egito, um antigo inimigo. Os aliados dos Assírios saquearão Jerusalém. (Dn 11.40-45).
  25. Em Jerusalém e cercanias metade das pessoas será tomada pelo juízo e a outra metade deixada para o reino. (Zc 14.1-3). Por toda a terra dois terços serão mortos e um terço poupado. (Zc 13.8,9).
  26. Os últimos mártires, fiéis ao Senhor e que não aceitaram a marca da besta, serão mortos, o que trará as sete últimas pragas. Então a segunda ou última parte da primeira ressurreição fechará a porta dos céus para sempre. (Ap 20.4; 15.1,2).
  27. Quando os céus estiverem completos, com todos os convidados presentes, a ceia das bodas do Cordeiro terá lugar. (Ap 19.9).
  28. A paz nos céus estará assegurada (Hb 12.22,23) antes que Cristo venha para estabelecer a justiça e trazer paz sobre a terra. (Lc 19.38).
  29. Os navios de Quitim (marinha ocidental) afligirão a Assíria e a Pérsia. (Nm 24.24).
  30. O reino da besta cairá em desordem e confusão quando Satanás for acorrentado, dando início ao dia do Senhor. (Ap 20.1,2).
  31. A besta e o Anticristo serão vencidos em Armagedom e lançados vivos no lago de fogo. (Ap 19.20).
  32. Em Armagedom as quatro monarquias de Daniel 7 cairão juntas. Aqueles reinos que mantiveram Israel cativo por muitos anos encontrarão seu fim na destruição do império Romano, e o remanescente fiel de Judá será libertado. (Dn 2.35,45; Jl 2.18,19).
  33. A destruição chegará até a Europa e suas colônias, e irão perecer pela espada, não deixando vivos nem mesmo aqueles que poderiam sepultar os mortos por todo o império Romano. (Jr 25.29-33).
  34. O Senhor porá os Seus pés sobre o Monte das Oliveiras. (Zc 14.4). O arrependimento das duas tribos por haverem se apartado de Jeová, e o fato de o Senhor estabelecer o Seu reino em Judá anunciarão um novo dia para Israel. (Zc 12.7).
  35. As dez tribos perdidas retornarão, chorando, à sua terra nativa de Israel. (Jr 50.4).
  36. O assédio das tribos pagãs contra Israel continuará por quarenta e cinco dias, durante os quais Israel aprenderá a confiar totalmente no Senhor como Aquele que os guardará do mal. (Zc 12.2; Is 27.2,3).
  37. Gogue (Rússia, a grande Assíria) e todas as suas hostes marcharão em direção a Josafá (o vale do juízo) onde no lagar do dia do Deus Todo-Poderoso serão esmagados. É ali, sobre as montanhas de Israel, que os exércitos de Gogue serão exterminados e sepultados. Gogue será lançado no lago de fogo. (Ap 16.14; Ez 38; Is 30.31-33).
  38. Esta será a humilhação de todas as nações, e todo olho verá Jeová quando Ele vem dos céus com todos os Seus santos para por fim à disputa de Sião. (Is 34.8; Ez 38).
  39. O lagar significa juízo que se estende por cerca de trezentos e vinte quilômetros de Megido até Edom, o último campo de batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. (Ap 14.19,20).
  40. O Senhor separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são aqueles de todas as nações que cuidaram dos servos do Senhor. (Mt 25.33).
  41. Após o completo livramento, Israel, família por família, chorará por seus pecados e desobediência como nação. Esse será um arrependimento nacional. (Ez 20.43; Zc 12.12-14).
  42. O Filho do homem Se assentará no Seu trono de glória por sobre a terra para reinar em justiça em Sião que tanto amou (Jr 23.5). "Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração". Sl 94.15. (Veja também Sl 99).
  43. O dia milenial trará uma nova ordem na divisão das tribos de Israel quando se assentarem em sua própria terra. (Ez 40-48).
  44. Os sacrifícios serão restabelecidos, não para salvação, mas para levar os olhos a contemplarem a poderosa redenção já consumada, que salvou Israel do eterno "ai". (Ez 40-48).
  45. No final Satanás será solto e guiará homens ao ataque contra a amada cidade de Jerusalém. Fogo vindo dos céus destruirá os rebeldes que haviam participado da bênção milenial. (Ap 20.7-10).
  46. Satanás encontrará o seu destino no lago de fogo. (Ap 20.10).
  47. O grande trono branco, o último tribunal, encerrará os desígnios de Deus sobre a terra. Todos os que permaneceram em suas sepulturas, rejeitadores do testemunho de Deus quanto ao sacrifício, dentre todas as eras, serão ressuscitados para serem julgados e serem lançados no lago de fogo. (Ap 20.11.15).
  48. Aqueles que foram poupados, ainda vivendo sobre a terra por ocasião do juízo de fogo sobre os rebeldes, serão colocados em uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra serão queimados com grande estrondo. (2 Pd 3.10 Trad.JND; Ap 21.1).                                                                                                                           Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ -  [C.E. Lunden - Christian Treasury Fev. 1990]

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

 

Dispensacões 

Uma das coisas mais interessantes e úteis para qualquer cristão é ver ou traçar um resumo da profecia. Deus é um Deus de ordem. Isto é surpreendentemente demonstrado em Seu universo. Tudo está colocado, é sustentado, e se move de acordo com Deus.

O plano de Deus no tempo e por toda a eternidade não podia ser diferente. Há uma ordem perfeita determinada em Seus propósitos para que Seu Filho - o Filho do homem - seja exaltado nos céus e na terra com as Suas criaturas ao Seu redor para Sua glória e louvor.

É aqui que entram as dispensações. A última dispensação é chamada dispensação da plenitude dos tempos. Será o reino de 1.000 anos que nos é revelado em Apocalipse 20. Isto nos dá uma idéia dos períodos de tempo no artigo de J.T. Armet que você acabou de ler. Um dia é como mil anos para o Senhor (2 Pd 3.8).

Os tempos ou dispensações são os vários testes com os quais Deus provou o primeiro homem. Cada teste que se sucedia era mais favorável ao homem, mas em cada um deles o homem mostrava ser um completo fracasso. Procurou-se fazer da consciência um modo de ajudá-lo, e de fato nos ajuda de uma certa forma em nosso comportamento. A consciência permaneceu e à ela foi adicionado o governo, o qual continua conosco e se faz necessário.

Uma nação escolhida - Israel - foi testada por um determinado período (dispensação) sob a lei. Começou e terminou como um teste (Rm 10.4). Desde que Cristo completou a obra redentora, Deus está reunindo um povo para os céus por meio da pregação do evangelho.

Muitos profetas previram eventos no Antigo Testamento. Enquanto o povo celestial está sendo agora reunido, o tempo não está sendo considerado profeticamente. Quando Cristo vier e levar Seus santos celestiais para fora deste mundo, a profecia reassumirá o seu curso.

O Resumo Profético coloca diante de nós, em ordem, muito daquilo que Deus revelou concernente ao futuro. Consideremos bem o que Deus nos desvendou em Sua Palavra acerca de dispensações e profecia. Isto confirma a fé em certeza e solidez, além de nos firmar em Cristo, o qual é o fundamento de todos os propósitos e desígnios de Deus.
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - C. Buchanan

terça-feira, 25 de agosto de 2020

 

A verdade dispensacional 

A Verdade Dispensacional é aquela que tem a ver com as diferentes dispensações. O período cíclico de tempo é tido como 7.000 anos: 4.000 anos antes de Cristo e 3.000 anos depois de Cristo. Antes disso havia a eternidade; depois disso haverá mais uma vez o estado eterno.

Deus sempre existiu. Talvez não possamos entender isto, mas cremos pois a Palavra de Deus nos diz. Jeová significa O Eterno. Ele é infinito. Ele não precisa nos explicar todas as coisas. Se entendêssemos tudo seríamos iguais a Ele. Mas somos finitos; Deus é infinito. O que é maravilhoso em tudo isso é que Deus se compraz em ter junto de Si um grupo de redimidos por toda a eternidade. Mas é necessário que sejam redimidos (Jo 3.16). Deus terá um povo celestial e terá também um povo terrenal; por isso é necessário compreendermos as dispensações.

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - J. T. Armet

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

 

Andar com Deus

"E andou Enoque com Deus..." (Gn 5.22). "Noé andava com Deus" (Gn 6.9). Andar com Deus exige que se gaste tempo com Deus. Enoque e Noé desfrutaram deste santo privilégio. No entanto, podemos argumentar que eles viviam em uma época bem diferente da nossa, sem tantos afazeres como hoje temos.

Mas, por outro lado, devemos lembrar que tanto Enoque como Noé eram homens casados, com esposa e filhos para cuidar, e ainda exerciam um ministério para Deus. Noé até mesmo empreendeu a construção de um grande barco, e isso em uma época em que não podia contar com eletricidade, automóveis, supermercados, computadores, fornos de microondas ou máquinas de lavar. Talvez a culpa da dificuldade que encontramos para andarmos com Deus não esteja no tempo em que vivemos, mas antes em quanto tempo queremos investir neste santo privilégio. 
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [ S. McEachem ]

sábado, 22 de agosto de 2020

 

Guardai-vos dos Ídolos

Temos que examinar nossa vida para vermos se não temos ídolos! Não me refiro a ídolos feitos com madeira ou pedra; não, os ídolos de hoje são diferentes em sua forma, mas não são menos perigosos em suas consequências. Eles podem ter quatro rodas e todos os acessórios, ou talvez ser uma conta bancária bem suprida. Talvez seja um negócio que esteja consumindo todas as horas produtivas de nossa semana. Ou pode ser a tela de uma TV a roubar nosso tempo com suas imagens bruxuleantes. Acaso entrou um ídolo em sua vida? Livre-se dele e sirva o Deus vivo de todo o seu coração.

Existirá algo, sob o sol, a brilhar,
Que atrapalhe a minha comunhão com Teu Ser?
Oh! Livre-me disto e fiques a reinar,
Pois só Tu, Senhor,
És a razão do meu viver!
Texto Original:  https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [ S. McEachem ]

 

O prego

Na parede de uma cozinha havia um prego onde estavam penduradas algumas canecas. -- Oh! -- disse a menor delas. -- Sou tão pequena e feia que acho que vou cair. -- Sou tão grande e pesada que estou certa que vou despencar daqui -- temeu a maior delas. A caneca de lata suspirou -- Se eu fosse como a caneca de ouro, nunca teria medo de cair...

A caneca de ouro que, pendurada no mesmo prego a tudo escutava, disse -- Não é pelo fato de eu ser uma caneca de ouro que estou segura, mas sim por causa do prego! -- Se o prego caisse, todas nós cairíamos juntas! -- continuou. -- Não importa se a caneca é de ouro ou de lata; enquanto o prego estiver firme todas as canecas estarão a salvo! (Is 22.23,24)
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [ autor desconhecido ]

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

 

O fim de uma jornada

O poema abaixo foi encontrado entre as anotações de um homem que viveu somente em busca do sucesso e da fama neste mundo. As palavras falam por si só, pairando como um solene aviso a todos os que colocam este mundo em primeiro lugar, andando na senda da ambição.

Por que trabalhar por honra humana, E por que a glória e fama buscar? Existe razão pra ter tanta gana, Na busca de um nome famoso a zelar? Fama! Fama! Ah! O que é a tal fama? Senão uma bolha -- uma palavra só, Um canto enganoso que do lixo chama, Ou vil esperança que chega a dar dó; O extremo desejo de um coração, Que foge de tudo que é digno e real; Ao qual se reserva a decepção, Após ser covil do orgulho e do mal.

"Ò fama e à fortuna!", bem alto bradei,
Jornada iniciei rumo à ruína,
Sim, creiam-me, muito aqui me esforcei;
Fiz tudo o que pude pra chegar lá em cima.
"Ò fama, à fama!"; logo descobri
Que é tarde o momento em que ela vem;
Suas teias imundas que prendem-me aqui,
Acaso estarão comigo no Além?
Me esforcei muito no fátuo caminho;
Foi esta a razão do meu triste ser,
Tudo eu busquei no mundo mesquinho,
E UM TÚMULO É TUDO O QUE AGORA HERDEI!.


Estas linhas não carecem de comentário e gostaríamos de deixá-las de lado a fim de nos ocuparmos com um trecho tirado dos últimos escritos de alguém que renunciou a uma carreira das mais ambiciosas para levar sua cruz e seguir o Senhor Jesus no caminho da rejeição.

Ao final de sofrimentos e tribulações que poucos puderam experimentar, ele foi lançado numa masmorra romana. Quase todos os seus amigos neste mundo o abandonaram; teve que se apresentar diante do cruel tirano Nero para, à sua ordem, ser lançado aos leões ou ter experimentado alguma outra tortura diabólica. Este era um "fim de jornada" que tinha tudo para ser temido.

Mas que prêmio ele herdou! Não havia nenhum túmulo em seus pensamentos quando escreveu para seu jovem amigo Timóteo: "Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda." 2 Timóteo 4.6-8.

Considere agora o fim destes dois homens e lembre-se de que você não pode servir a dois senhores -- deve ser Cristo ou seu ego. "Escolhei hoje a quem sirvais." Josué 24.15. Deus deseja que você seja sábio. "Ouve o conselho... para que sejas sábio nos teus últimos dias." Provérbios 19.20. "Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte." Jeremias 21.8. "Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua semente." (Deuteronômio 30.19)
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [ Echoes of Grace Nov/84 ]

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

 

A ultima trombeta - F. G. Patterson

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro." 1 Tessalonicenses 4.16

O Exército do Senhor espera por uma ordem apenas -- uma preciosa e gloriosa palavra! Aquele que outrora fez ouvir Sua voz neste mundo em humilde graça, e que agora fala no céu com graça jamais alterada pelo pecado do homem, irá em breve dar a "Sua palavra de ordem" (1 Ts 4.16) dirigida aos que são Seus. Apenas estes a conhecem, e será ouvida somente por aqueles que já tiverem conhecido a voz do Pastor; num piscar de olhos tudo será transformado (1 Co 15.52), e estaremos "para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).

Que som emocionante será para aquele que já está cansado; que tem estado a trilhar um humilde caminho nas fileiras do Senhor! Pode até ser que já tenha reclinado sua cabeça no seio do Senhor e, embora seu espírito já se encontre com o Senhor, seu corpo permaneça agora "dormindo" (1 Ts 4.13) até que chegue aquele dia. Pode ser que seja um dos que se encontram entre "nós, os vivos, os que ficarmos" (1 Ts 4.17), e quando a voz de Jesus soar, Este o encontrará em seu posto, como alguém que espera por seu Senhor. Nos milhões de circunstâncias da vida, Sua voz irá encontrar aquele que Ele ama, e irá levá-lo para a casa do Seu Pai nas alturas. O poderoso exército do Senhor irá subir, em silêncio e segredo, como ocorreu na ressurreição do próprio Senhor. Ele irá juntar o pó do Seu povo, preservado cuidadosamente até então por Seu poder vivificador. Os quatro ventos dos céus talvez o tenha espalhado, mas a terra deverá devolver sua presa. O mar dará aqueles que são de Cristo e que talvez tenham encontrado ali um jazigo anônimo. O túmulo lacrado, a silenciosa câmara da morte, deverá ter recolhido o seu precioso pó. Tanto o solo que esconde uma sepultura há muito intocada, até o recém fechado jazigo, terão que admitir que Aquele que saiu da sepultura, antes lacrada, na presença dos adormecidos vigias -- Aquele que deixou os lençóis de Sua mortalha no local onde estivera Seu corpo -- ordenou que com o mesmo silêncio, na mesma quietude, posto que em extremo poder, "os que morreram em Cristo" ressuscitem. Eles irão deixar seus lugares do mesmo modo como Ele, "as primícias", o fez. O exército dos vivos, que ainda estiver aqui, ouvirá Sua voz, e então o que é corruptível será revestido da incorruptibilidade, o que mortal será revestido da imortalidade, e se ouvirá a exultante canção da Igreja em resposta ao Seu poderoso chamado -- "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1 Co 15). "E verão o Seu rosto, e nas suas testas estará o Seu nome." (Ap 22.4). Assim como aconteceu com Enoque, não serão achados, pois Deus os terá trasladado (Gn 5.24).

Que incentivo é esta esperança para o tempo em que ainda estamos aqui, a qual pode gerar em nós sinceridade de propósito em servir Aquele por Quem esperamos. O terror do Senhor para aqueles que não são de Cristo deve pesar consideravelmente no coração de Seus soldados enquanto aqui (Lc 21.26), que sabem que a Igreja adormecida já teve o seu grito da meia-noite (Mt 25.1-13). Sabem o quanto a Sua volta tem estado esquecida e até mesmo negligenciada. Sabem como muitos que O amam caíram no engano do servo infiel que disse: "Meu Senhor tarda em vir" (Lc 12.45). Tornaram a ouvir Sua voz e prepararam suas lâmpadas, indo se encontrar com Ele, pois estão cientes de quão solene é o momento em que vivem. Sentem que o raiar do dia se aproxima; estão a olhar por entre astrevas a fim de virem o Esposo da Igreja -- a "Resplandecente Estrela da Manhã" (Ap 22.16). Sentem que toda a confusão do momento presente caracteriza o estado das pobres virgens tolas. Conhecem também o solene lamento que irá cair sobre esta Terra, onde se professa o cristianismo mas onde Cristo é totalmente desconhecido -- "Senhor, Senhor, abre-nos", será o lamento quando a porta se tiver fechado para sempre! Deveras, que solene momento de terror há de ser!

Oh! que momento de brilho e esplendor será para aqueles que pertencem à "primeira ressurreição" (Ap 20.5,6), que são ressuscitados ou transformados por Seu tremendo poder como uma prova e testemunho de sua completa aceitação no Amado. Sua ressurreição foi uma prova da perfeição e glória da Sua Pessoa quando esteve aqui. Nossa ressurreição será a prova da perfeição de Sua obra na qual estamos. Certamente devemos então nos consolar "uns aos outros com estas palavras".

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." 1 Coríntios 15.58
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [ F.G.Patterson ]

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

 Notas sobre o Salmo 22

O Salmo 22 nos foi dado por Deus para nossa devoção e adoração. O capítulo 53 de Isaías é um diálogo sobre os sofrimentos de Cristo entre Jeová, o profeta e o remanescente judeu fiel. O capítulo 2 de Jonas trata dos sofrimentos do Senhor descritos por Ele após ter passado por eles ou prevendo a libertação quando em meio a eles.

Mas este Salmo é mais tocante - trata-se do próprio Senhor Jesus expressando Seus próprios sofrimentos ao mesmo tempo em que os experimenta. Portanto, nele o Senhor expressa Suas percepções, sentimentos e emoções do sofrimento, tanto exterior como moral, durante aquelas seis horas, em seu caráter expiatório, governamental e moral tendo em vista sua justiça pessoal.

São registrados para nós sete aspectos de Seus sofrimentos neste belíssimo Salmo. A palavra “Amor” não é mencionada nele. Não é necessário fazê-lo quando lemos de sofrimentos tão profundos. Esses sofrimentos não estão registrados aqui em ordem cronológica, mas o primeiro lugar em importância é dado à expiação.

A expiação é a primeira coisa que é colocada diante de nós e de forma detalhada nos versículos 1 a 5. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” O Senhor justifica a Deus nisso. Deus é santo. Em cada provação Ele nos apresenta os sentimentos mais profundos. Este é o registro do segundo período de três horas - trevas e um silêncio quase total.

“Opróbrio dos homens” (vers. 6). Refere-se à rejeição perpetrada pelos gentios.

“E desprezado do povo” (vers. 6). A nação recusou seu Rei, e declarou “Não queremos que este reine sobre nós” Lc 19:14.

Em seguida temos os líderes de Israel (vers. 11-15). São dados alguns detalhes aqui, e repare que Ele entra em seu profundo sofrimento ao se voltar a Deus em oração (vers. 11) - “Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude. Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam”, refere-se a esses líderes.

Os soldados romanos (vers. 16-19) são agora colocados diante de nós. Os sofrimentos do Senhor nas mãos desses soldados cruéis e brutais ganhou o seu lugar nos escritos sagrados. É algo digno de nota. Mais uma vez o Senhor ora e repete “não te alongues de mim”, mas acrescenta, de forma significativa, um “Força minha”. “Pois me rodearam cães” e as palavra proféticas do Senhor a respeito desses homens trazem uma riqueza de detalhes e precisão que confirma a autoridade divina e indestrutível delas, apesar de se tratar de um assunto tão triste.

(vers. 20) “Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão”. Temos aqui o poder imperial romano. Deus inicialmente estabeleceu o governo neste mundo por meio de Noé para conter o mal, e mais tarde tirou de Israel o governo em virtude de seu fracasso. O governo foi entregue aos gentios, os quais, de forma fatal e cabal, revelaram o que realmente eram na forma do poder imperial romano representado por Poncius Pilatos lavando suas mãos na presença de um condenado, uma vítima inocente, e entregando o Filho de Deus nas mãos de seus assassinos.

Finalmente, “Salva-me da boca do leão” (vers. 21). Isto é sua morte. Três coisas eram essenciais para a expiação - que Ele fosse abandonado, que morresse e que Seu sangue fosse derramado. Trata-se de uma completa obra divina determinada por uma Pessoa divina, e não algo que tenha ficado sujeito a arrogantes desígnios. Ele lidou ali, diante de Deus, com a culpa e a degradação, em princípio e na sua totalidade. Mas seguiram-se ainda outras consequências do pecado do homem, como sofrimento, miséria, doença, dor e lágrimas. Ele “moveu-se muito em espírito, e perturbou-se” João 11:33. Trata-se do Senhor entrando em todo aquele pecado e em tudo o que significavam suas consequências, e talvez tenha sido isso que levou o autor de Hebreus, quando citou o Salmo 40, a omitir as palavras “Deleito-me”.

Bem podia o bendito Senhor dizer “Salva-me da boca do leão”, e também “se é possível, passe de mim este cálice. Todavia, Ele cumpriu a vontade de Deus e foi até a morte. E então, com um tom triunfante, as últimas palavras do Salmo são “porquanto Ele o fez”. 

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - [autor desconhecido]


terça-feira, 18 de agosto de 2020

 

Para que servem os milagres? - W. Fereday

Vivemos em uma época de incredulidade. Os homens dizem não acreditar mais em milagres. Isto é dito não apenas entre ateus ou céticos, mas na própria Cristandade, onde o evangelho derrama sua luz. Só falta a Cristandade dar mais um passo em sua senda de incredulidade: repudiar o próprio Deus. Este passo será dado muito em breve quando o homem se endeusar na pessoa do filho da perdição, o Anticristo, que é encontrado nas Escrituras (2 Tessalonicenses 2.3,4). Quando isso acontecer, não haverá mais lugar para Deus e Seu Filho. Por incrível que possa parecer, nessa ocasião os homens estarão novamente crendo em milagres. "Sinais e prodígios de mentira" irão se manifestar e serão cridos. Não é somente o céu que produz maravilhas -- o inferno também as manifesta. Isto foi testemunhado por Moisés em sua época e será testemunhado novamente no dia do Anticristo.

A infidelidade, seja ela religiosa ou não, pode criticar os registros dos milagres de nosso Senhor, não obstante os milagres terem realmente sido feitos. O fato de pelo menos três dos evangelhos haverem sido escritos num espaço de poucos anos após a ascensão de nosso Senhor, quando ainda poderiam ter sido facilmente desmentidos pelos opositores, é suficiente para estabelecer a sua credibilidade, mesmo dentro de critérios puramente humanos. Mas quando levamos em conta o magnífico fato (no qual toda alma reverente crê) de que o Espírito de Deus é o autor dos evangelhos, qualquer dúvida é deixada de lado.

Mas por que os milagres foram feitos? O próprio Salvador nos diz: "As obras que o Pai me deu para realizar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou" (Jo 5.36; 10.25). Os milagres foram assim graciosamente concedidos como um auxílio à fé na Sua Pessoa e missão. É por isso que o Senhor disse a Filipe, "crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras" (João 14.11). É por isso também, que o Salvador lamenta em João 15.24: "Se eu entre eles não fizesse tais obras, quais nenhum outro tem feito, não teriam pecado; mas agora viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai". Por serem os milagres auxílios dados à fé, eram, sem exceção, atos de misericórdia; atos que deveriam ter motivado os sentimentos de todos os interessados, por revelarem o coração de Deus em favor do homem.

Teria sido tão tolo superestimar o valor dos milagres quanto mostrar desprezo por eles. Um auxílio à fé não deve ser confundido com o alicerce da fé. Uma fé alicerçada em milagres é de tão pouco valor que o próprio Salvador, quando foi procurado por tal classe de pessoas, Se negou a confiar nelas (João 2.23-25). A verdadeira fé está alicerçada na Palavra de Deus (Romanos 10.17). Simão, o mago, foi atraído pelos milagres, e provou ser uma fraude; Sérgio Paulo desejou escutar a Palavra de Deus, e assim tornou-se um verdadeiro discípulo (Atos 8.13; 13.7,12)
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - (W.Fereday)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

 

O falso messias - W. Scott

Uma determinada pessoa, um homem judeu e apóstata, é o Anticristo que encontramos nas profecias das Escrituras. Há aqueles que costumam apresentar o Anticristo como o líder civil do Império Romano, mas não é verdade. O Anticristo é o falso messias,o ministro de Satanás para com os judeus em Jerusalém, operando sinais e fazendo maravilhas por meio de um poder vindo diretamente de Satanás. Ele se assenta no templo de Deus, que estará construído em Jerusalém, e exige ser adorado como Deus. A Besta (Roma),o falso profeta ou Anticristo, e também o dragão (Satanás) são deificados e adorados, numa imitação da adoração que é devida ao Pai, Filho e Espírito Santo. A nação apóstata de Israel aceita o Anticristo como seu rei.

Ele definitivamente não se trata de um grande poder político. É verdade que exerce influência sobre a Cristandade, mas no seu aspecto religioso, e não politicamente. O governo do mundo Ocidental, civil e político, está nas mãos do grande chefe gentio. É ele, cujo trono se encontra em Roma, quem rege politicamente sob o comando de Satanás. O Anticristo tem seu trono em Jerusalém enquanto que o líder do domínio gentio o tem em Roma. Os dois homens são ministros de Satanás, aliados em iniqüidade. Um é judeu, o outro gentio. Ambos estão presentes por ocasião da vinda do Senhor em juízo, e ambos são lançados vivos no lago de fogo -- uma sentença eterna.

O termo Anticristo é usado apenas pelo escritor do Apocalipse, o que faz por quatro vezes, em 1 João 2.18,22; 4.3 e 2 João 7, uma delas no plural (1 Jo 2.18). Destas passagens tiramos muitas coisas importantes: 1- O surgimento de anticristos é uma marca clara do "fim dos tempos" e eles são apóstatas; 2- O Anticristo se coloca em direta oposição àquilo que é vital ao Cristianismo, a saber, a revelação do Pai e do Filho, e também à verdade distinta do Judaísmo -- Jesus, o Cristo (1 Jo 2.22). 3- A Santa Pessoa do Senhor é também objeto do ataque satânico. Tudo isso atinge o seu clímax no Anticristo que vem; nele toda sorte de mal religioso chega ao seu mais alto grau.

Paulo, em uma de suas mais antigas e breves epístolas (2 Tessalonicenses), apresenta o esboço de uma personalidade caracterizada pela impiedade, insubordinação e arrogância, a qual supera em muito tudo aquilo que o mundo já viu. Um caráter claramente idêntico ao do Anticristo citado por João. Em ambos os casos trata-se da mesma pessoa.

É evidente que Paulo instruiu pessoalmente os cristãos tessalonicenses acerca do assunto solene que é a chegada da apostasia, ou o público abandono do cristianismo, e conseguinte à apostasia, a revelação do homem de pecado (2 Ts 2.3). Sua carta é um complemento à sua admoestação verbal.

São usados três adjetivos para o Anticristo: 1- o iníquo; 2- o homem do pecado; 3- O filho da perdição. O primeiro sugere que ele se coloca em direta oposição a toda autoridade divina e humana. O segundo estabelece que ele é a personificação de toda forma e classe de mal -- o pecado personificado. O terceiro demonstra ser ele o apogeu da manifestação do poder de Satanás, e, como tal, tem a perdição e o juízo como sua porção. Esse medonho caráter usurpa o lugar de Deus sobre a terra, assentando-se no templo então edificado em Jerusalém, exigindo a honra e adoração que é devida a Deus (2 Ts 2.4).

Sua influência religiosa -- pois ele não é, de modo algum, um político -- domina as massas de cristãos professos e judeus. Eles caem na armadilha de Satanás. Eles, que já haviam abandonado a Deus e renunciado publicamente à fé cristã e à verdade essencial do judaísmo, agora recebem do Senhor, em justa retribuição, a horrível operação do erro de receberem o homem do pecado enquanto crêem ser ele o verdadeiro Messias (2 Ts 2.11). Que engano! O Anticristo recebido e crido no lugar do Cristo de Deus!

Quando se compara 2 Tessalonicenses 2.9 com Atos 2.22, fica evidente um notável paralelo. Os mesmos termos -- poder, sinais e maravilhas -- são encontrados em ambos os textos. Por estes sinais Deus iria credenciar a missão e o serviço de Jesus de Nazaré (Atos 2.22). Pelas mesmas credenciais Satanás apresenta o Anticristo ao mundo apóstata (2 Ts 2.9,10).

O próprio Senhor faz referência ao Anticristo e à sua aceitação por parte dos judeus como seu messias e profeta (Jo 5.43). No livro dos Salmos ele é descrito proféticamente em seu caráter de "homem que é da terra" (Sl 10.18), e também como o "homem sanguinário e fraudulento" (Sl 5.6). Estes adjetivos descritivos são, em si mesmos, uma característica do ímpio em geral na grande crise que se aproxima, embora exista uma pessoa, e somente uma, à qual se aplicam no seu mais completo significado. É o caráter do Anticristo que se encontra diante de nós nestes e em outros salmos.

Daniel, no capítulo 11 de sua profecia, faz referência a três reis: o rei do Norte (Síria), o rei do Sul (Egito), e o rei na Palestina (o Anticristo). As guerras, alianças familiares e intrigas, detalhadas tão minuciosamente nos primeiros trinta e cinco versículos deste interessante capítulo, tiveram um cumprimento histórico exato na história dos reinos da Síria e do Egito, formados após a ruína do poder do império Grego.

No versículo 36 um rei é repentinamente introduzido na história. Esse rei é o Anticristo cujo reinado na Palestina precede o reino do verdadeiro Messias, do mesmo modo como o Rei Saul precedeu o Rei Davi; o primeiro prefigurando o rei anti-cristão e o segundo prefigurando Cristo, o verdadeiro Rei de Israel. Esta parte do capítulo (v. 36-45) fala de um tempo futuro, levando-nos até o tempo do fim (v. 40). O rei se exalta e se eleva acima de todo homem e de todo deus. O orgulho do diabo está personificado nesse terrível personagem judeu. Somente o lugar que é devido a Deus pode satisfazer sua ambição. Que contraste com o verdadeiro Messias, Jesus, que Se humilhou até à morte, e morte de cruz (Fp 2.5-8).

Por meio de Daniel 11.37 fica evidente que o Anticristo é descendente de judeus, o que também pode ser deduzido do fato de que se assim não fosse ele não poderia nem reivindicar, mesmo entre os judeus apóstatas, o direito ao trono de Israel. O rei,ou Anticristo, é atacado do Norte e do Sul, ficando a sua terra, a Palestina, entre dois fogos. Ele é incapaz, mesmo com o auxílio de seu aliado, o poderoso líder Ocidental, de se livrar dos repetidos ataques de seus inimigos do Norte e do Sul. O primeiro é o mais amargo e determinado deles. A Palestina é invadida pelos exércitos conquistadores vindos do Norte, mas seu rei, o Anticristo, escapa da vingança do grande opressor do Norte, prefigurado pela infame memória de Antíoco Epifânio (rei da Síria a partir do ano 175 A.C.). O Anticristo é alvo do juízo do Senhor na Sua vinda dos céus (Ap 19.20).

Em Apocalipse 13, duas Bestas são contempladas em uma visão. A primeira é o poder romano com sua cabeça blasfema sob o controle direto de Satanás (v. 1-10). A segunda Besta é a pessoa do Anticristo (v. 11-17). A primeira é caracterizada por força bruta e trata-se do poder político daqueles dias, e daquele a quem Satanás "deu o seu poder, e o seu trono, e grande poderio" (Ap 13.2). A segunda Besta está claramente subordinada ao poder da primeira (v. 12) e seu caráter é religioso; não tem pretensões políticas. Sua pretensão religiosa é amparada pelo poder e força da Roma apóstata, e assim as duas Bestas agem juntas sob seu grande líder, Satanás. Os três são igualmente adorados.

A segunda Besta, ou Anticristo, é idêntica ao falso profeta, citado nos capítulos 16.13; 19.20 e 20.10 de Apocalipse. As respectivas cabeças da rebelião contra Cristo, em Seus direitos reais e proféticos, são dois homens diretamente controlados e revestidos de poder pelo próprio Satanás. Trata-se de uma espécie de trindade do mal. O Dragão deu seu poder exterior à primeira Besta (Ap 13.2). Ò segunda ele dá seu espírito, para que possa falar como um dragão (v. 11). Finalmente, Zacarias se refere ao Anticristo como pastor inútil que acaba por abandonar o rebanho (Israel) sobre o qual exerce poder de rei, sacerdote e profeta. Mas sua alardeada autoridade (seu braço) e sua altiva inteligência (seu olho direito), por meio das quais sustenta suas pretensões na terra, são totalmente arruinadas. E ele próprio é lançado vivo na morada da miséria eterna, o lago de fogo (Zc 11.15-17; Ap 19.20).

Ao nosso ver, a estrela caída por ocasião do primeiro "ai" é, sem dúvida alguma, o Anticristo (Ap 8.10,11; 9.12). A que outro personagem do Apocalipse poderia se aplicar tal descrição? As reivindicações espirituais e pretensões religiosas de Satanás são sustentadas e cumpridas pelo Anticristo, enquanto que sua soberania temporal sobre o mundo é estabelecida no reinado e na pessoa do príncipe Romano. A agonia que se segue é agonia da alma e da consciência, e não agonia física. O Anticristo parece ser o instrumento escolhido pelo diabo para aflição da alma e da consciência, enquanto que, para o sofrimento do corpo, a força bruta da Besta recebe total liberdade de ação, satisfazendo-se com cenas de crueldade e derramamento de sangue, atormentando os corpos dos seres humanos.
Texto Original:https://manjarcelestial.blogspot.com/ -  (W. Scott)

sábado, 15 de agosto de 2020

 

Segurança eterna

Existem cinco coisas que deveriam acontecer antes que um salvo perca a sua salvação. Porém, são coisas impossíveis de acontecer!

1) Alguém teria que nos tirar da mão do próprio Deus. "Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai" (Jo. 10:29).

2) Alguém teria que quebrar o selo de propriedade que nos tornou propriedade particular de Deus. "Fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da vossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da Sua glória" (Ef. 1:13, 14).

3) Alguém teria que expulsar o Espírito Santo de Deus que habita em nós. "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co. 3:16). "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo. 14:16).

4) Alguém teria que nos separar do amor de Cristo. "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm. 8:31-39).

5) Alguém teria que apagar o nome do crente do Livro da Vida do Cordeiro. "Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus" (Lc. 10:20). "...cujos nomes estão escritos no livro da vida" (Fp. 4:3). "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap. 20:15). "Os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro" (Ap. 21:27).

Nossos nomes, das palmas de Suas mãos,
A eternidade não conseguirá apagar;
Impressos no coração de Deus já estão,
Com a indelével tinta da graça sem par;

E nós, até o fim viver poderemos,
Na solene certeza que nos é dada;
Já seguros, mas sempre mais serenos,
Tendo nos céus o final da jornada.

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/ - Christian Treasury

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

 

Por seus frutos

Normalmente uma árvore é conhecida pelos seus frutos. Muitas pessoas que dificilmente conseguiriam diferenciar uma árvore de outra, são capazes de fazê-lo quando vêem o fruto. Existem muitos mestres religiosos cujos lábios podem nos enganar, e cujas pretensões quase que nos fazem cultivar um grande respeito por eles, mas o Senhor não nos disse que deveríamos julgá-los pelo que falavam. Não existiam mestres religiosos mais rigorosos, e nem mais presunçosos, do que os Fariseus, mas Jesus os julgou por seus frutos. Deveríamos fazer este teste em nós mesmos em nossa vida diária.

Façamo-nos passar pelo mesmo teste. Somos aquilo que fazemos. Os homens não colhem uvas de espinheiros, ou figos dos abrolhos. Não podemos cultivar um espinheiro de modo a fazer dele uma videira, ou transformarmos um abrolho numa figueira, assim como ninguém poderá ser treinado a se tornar um verdadeiro cristão. O verdadeiro cristão é aquele que é nascido de novo; nele habita o Espírito Santo, e pelo Espírito ele é capacitado a produzir os frutos que são aceitáveis a Deus.

Algumas das árvores do pomar do Senhor não produzem tantos frutos quanto outras, mas todas produzem algum fruto -- algumas, trinta, outras sessenta, outras uma centena. Considere a grande quantidade de mangas que são produzidas por uma única mangueira. Aquela mangueira foi também, um dia, uma solitária manga. Conforme os anos foram se passando, ela brotou, cresceu, criou galhos, e estes, nas épocas apropriadas, produziram frutos. Pense nos milhares e milhares de frutos que uma única mangueira pode produzir. Em algumas épocas as árvores produzem mais abundantemente que em outras, e o mesmo ocorre com o cristão, embora esta palavra seja sempre válida: "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto" (Jo. 15:8).

Os frutos de uma árvore não surgem todos de uma só vez. O processo é, geralmente, lento. Porém, embora o desenvolvimento seja lento ou comparativamente rápido, a árvore, em sua totalidade, está ordenada de forma a produzir fruto. E este princípio é igualmente verdadeiro no que diz respeito ao cristão. Ele não vive mais para si mesmo, mas para a glória de Deus, e se não produz fruto, sua vida está sendo desperdiçada.

Existe somente uma maneira de se produzir fruto, e esta maneira nos é mostrada por Jesus em suas palavras registrada no capítulo 15 do evangelho de João. É somente estando nEle, permanecendo nEle, ou vivendo em Sua companhia que produzimos fruto. Quando o coração está familiarizado com Cristo, os pensamentos, palavras e ações do crente são aceitáveis diante de Deus Pai. Não somos os melhores juízes do caráter dos frutos que produzimos, embora devessemos viver em constante juízo-próprio. Os outros irão concluir o que somos pelos nossos modos e por nossas palavras.

Nossa influência é a parte mais importante de nossa vida. Nunca subestime sua influência, e nunca se esqueça: você não pode evitar exercer influência sobre outros.

"O fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." (Gl. 5:22,23)

Estas coisas são mais valiosas que todas as jóias que o mundo pode exibir, e é pelos seus frutos que o mais humilde seguidor do Senhor Jesus é conhecido.
Texto Original: 
https://manjarcelestial.blogspot.com/ - Young Christian