sábado, 30 de maio de 2020

Escrituras, olhos e entendimento.


O Senhor restaura a vista do cego do capítulo 8 de Marcos e quer 
fazer o mesmo com você. A pregação do Evangelho leva os cegos a 
Jesus do mesmo modo como “algumas pessoas trouxeram um cego a 
Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele.” (Mc 8:22). 
E quando alguém é levado a Cristo, passa por um processo como 
aquele de Lucas 24, quando os discípulos que viajavam de Jerusalém 
em direção a Emaús se encontraram com o Senhor e não o reconhecem. 
Apesar de terem andado com ele, como muitos nas religiões cristãs, 
eles ainda estavam cegos espiritualmente.

Nesse encontro o Senhor abre três coisas. Primeiro, ele abre as 
Escrituras: “E começando por Moisés e todos os profetas, 
explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.” 
(Lc 24:27). Mais tarde eles iriam dizer: “Não estavam ardendo os 
nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho 
e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:32). O contato com as Escrituras 
leva Espírito Santo a incutir vida na pessoa espiritualmente cega e 
morta e, uma vez tendo vida, ela sente o peso de seus pecados e a 
necessidade de perdão e salvação.

Alguém que tenha nascido de novo pela aplicação da água da Palavra 
pelo Espírito não quer mais ficar longe de Jesus. Por isso os dois 
homens “insistiram muito com ele: ‘Fique conosco, pois a noite já 
vem; o dia já está quase findando’. Então, ele entrou para ficar 
com eles. Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, 
partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o 
reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.” (Lc 24:29-31). 
Primeiro as Escrituras lhes foram abertas, agora Jesus abriu seus 
olhos para o reconhecerem.

O que acontece em seguida? O Senhor desaparece! Eles já não 
precisavam ver para crer, pois agora podiam andar por fé. Os mesmos 
que disseram a Jesus para ficar com eles, porque era tarde e viajar 
à noite seria perigoso, voltam correndo para Jerusalém mesmo sendo 
noite. Era lá que o Senhor havia marcado um encontro depois que 
ressuscitasse. Eles estão contando do encontro que tiveram com Jesus, 
quando o próprio Senhor aparece no meio deles e tira deles todo temor, 
ao dizer: “Paz seja com vocês”. Ali ele abre uma terceira coisa: 
“Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender 
as Escrituras.” (Lc 24:36, 45).

São estas as etapas pelas quais passa um pecador salvo por Cristo, 
quando lhe são abertas as Escrituras, os olhos da fé e o entendimento.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Teria sido possivel no Antigo Testamento alguem guardar toda a Lei?


Seria possível alguém no Antigo Testamento guardar todos os mandamentos 
da Lei, ou como diz a passagem, andar "sem repreensão em todos os 
mandamentos e preceitos do Senhor", como é dito de Zacarias e Isabel 
em Lucas 1:6. Não, a Palavra de Deus deixa muito claro que ninguém era 
capaz de guardar a Lei toda, pois se falhasse em um ponto era culpado 
de todos. "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só 
ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não 
cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres 
adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei." (Tg 2:10-11).

Mas Deus podia sim justificar o ímpio e considerá-lo justo pela fé, como 
se estivesse quites para com Deus. E foi exatamente neste ponto que o 
apóstolo Paulo compreendeu sua impossibilidade de ser justificado pela 
lei: "eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: Não 
cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim 
toda a concupiscência: porquanto sem a lei estava morto o pecado" 
(Rm 7:7-8). E a situação fica mais grave ainda quando vemos que, pelo 
que o Senhor disse em Mateus 5:21-22, 27-28, qualquer mandamento pode 
ser transgredido só em pensamento.

O que acontece com passagens como a que leu em Lucas 1:6, onde é dito 
que Zacarias e Isabel andavam "sem repreensão em todos os mandamentos 
e preceitos do Senhor" é que aquela era a opinião que Deus tinha deles, 
pois ele é o Deus que justifica o ímpio que crê, e não o que guarda a 
Lei. Paulo explica melhor em sua carta aos Romanos:

"Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 
Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, 
mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, 
e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra 
não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. 
Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, 
a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara 
bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, 
dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos 
pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa 
o pecado." (Rm 4:1-8).

Se você ler Hebreus 11 verá uma série de pessoas cuja fé é mencionada, 
mas se ler sobre a vida delas no Antigo Testamento verá que todas 
cometeram pecados e transgrediram a Lei. Até mesmo Ló, que teimosamente 
foi morar em Sodoma em meio à corrupção, é chamado de justo por Deus 
no Novo Testamento: "E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta 
dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia 
todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras 
injustas)." (2 Ep 2:7-8).

Também descobrimos que o profeta Elias, tão poderosamente usado por Deus 
no Antigo Testamento, é chamado de homem sujeito às mesmas paixões que 
nós, ou seja, falho e suscetível de pecar. "Elias era homem sujeito às 
mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três 
anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu 
deu chuva, e a terra produziu o seu fruto." (Tg 5:17-18).

O caso de Cornélio também entra nessa categoria de alguém que tinha vida 
nova e era visto como justo aos olhos de Deus.

"E havia em Cesareia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte 
chamada italiana, piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual 
fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à 
hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se 
dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e 
muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações 
e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus." (At 10:1-4).

A menos que você entenda a justificação pela fé explicada em Romanos 4 
irá considerar uma incoerência em Atos dizer que Cornélio era "piedoso 
e temente a Deus", considerando que em Romanos 3 diz que ninguém teme 
a Deus:

"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que 
entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e 
juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. 
A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam 
enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; cuja boca 
está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar 
sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o 
caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos." (Rm 3:10-18).

Texto Original - Mario Persona - https://www.respondi.com.br/

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Existe purgatório na Bíblia?

Não, o purgatório não existe na Bíblia. A Bíblia fala sobre o Céu 
e o inferno, mas nunca fala sobre um lugar intermediário. Não há 
razão para acreditar no purgatório.

O que é o purgatório?
Segundo a tradição católica, o purgatório é o lugar de pagamento 
pelos pecados não confessados. Apenas as pessoas salvas vão para 
o purgatório, onde sofrem castigo pelos pecados que cometeram 
depois de se converterem. Depois de serem castigados, podem entrar 
puros no Céu.

A tradição católica ensina que podemos ajudar as almas a sair do 
purgatório mais cedo, ajudando-as a pagar o preço dos pecados. 
Isso pode ser feito rezando pelas almas, encomendando missas ou 
oferecendo dinheiro à igreja.

O purgatório e a Bíblia
A noção do purgatório surgiu porque a Bíblia diz que nada impuro 
pode entrar no Céu (Apocalipse 21:27). Mas a Bíblia também diz que 
Jesus morreu para nos purificar de todos os nossos pecados! Jesus 
pagou o preço por todos os nossos pecados, passados e futuros. 
Quem aceitou Jesus como seu salvador não tem mais condenação 
(Romanos 8:1-2; Tito 2:14).

Isso não significa que podemos continuar pecando, sem consequências. 
Arrependimento não é apenas ficar triste com o pecado; implica uma 
decisão de mudar. Quem está realmente arrependido não quer pecar 
mais, porque quer agradar a Deus.

Quem é salvo ainda peca. Mas quem confessa seu pecado a Deus recebe 
perdão (1 João 1:8-9). Mesmo assim, nossos atos têm consequências 
ainda nesta vida. Alguns pecados têm consequências como perda da 
confiança das pessoas ou pena de prisão e ainda temos de passar 
pela morte.

A Bíblia diz que as obras dos salvos serão provadas pelo fogo. 
As boas obras sobrevivem ao fogo e serão recompensadas; as más 
obras serão destruídas mas a pessoa ainda será salva 
(1 Coríntios 3:13). 
A Bíblia também diz que o servo que desobedece será castigado 
(Lucas 12:47-48). Mas em nenhuma passagem diz que o castigo será 
depois da morte.

Em Jesus, quando morremos o que resta de nossa natureza pecaminosa 
morre com nosso corpo. Na ressurreição receberemos corpos puros e 
estaremos completamente livres do pecado (1 Coríntios 15:51-53). 
A Bíblia não diz que temos de passar pelo purgatório primeiro. 
O purgatório não é necessário, Jesus pagou o preço por todos os 
seus pecados.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Pai Nosso.

Orar é se reconhecer fraco, incapaz e dependente de Deus. Nada disso 
agrada o ser humano que desde criança é ensinado a ser independente e, 
quando cresce, consome livros de auto-ajuda. Portanto, a oração é a 
negação da auto-suficiência.

Jesus ensina que orar não é ficar repetindo palavras como fazem os pagãos. 
Não é entoar sons hipnóticos como os mantras tibetanos ou usar de palavras 
mágicas ou fórmulas secretas para liberar algum tipo de energia cósmica. 
A oração não é Shazam ou o Abracadabra do cristão. Orar é comungar com 
Deus nossas necessidades, sentar-se ao lado dele e conversar sobre elas.

Mas por que orar se Deus sabe de antemão o que precisamos ou vamos pedir? 
Porque Ele quer enxergar dependência em nós e porque gosta quando 
conversamos com Ele. Orar é fazer o caminho inverso do homem no Éden, 
que quis ser independente de Deus, auto-suficiente e dono de seu próprio 
nariz. A oração nos põe de volta em nosso devido lugar.

Antes de ensinar a oração conhecida como "Pai Nosso" Jesus condenou a 
mera repetição de palavras, portanto o "Pai Nosso" não é uma oração 
para ser repetida. Trata-se de um modelo de como devemos orar. Não é 
"o que", mas "o como".

Primeiro vem o reconhecimento da posição que Deus ocupa, no céu, acima 
de nós, e de sua santidade, que significa separação do mal. Equivale 
reconhecer que os nossos interesses particulares podem não ser os 
interesses de Deus, que vê o cenário todo de cima e sabe o que é 
melhor para nós.

Daí o "venha a nós o teu reino" e não o contrário. Os interesses do 
céu devem prevalecer sobre os da terra. É só após reconhecermos o que 
Deus é, e que ele tem a primazia, que vêm os pedidos, que são basicamente 
para o suprimento das necessidades físicas e de proteção, intercalados 
com um pedido de perdão.

Esse perdão não é o perdão judicial de nossos pecados, que recebemos 
por graça e pela fé em Jesus. Aqui é um perdão parental, relativo. 
É a condição momentânea para recebermos o que pedimos.

Mas como perdoar? Com o perdão de quem já foi perdoado. Aí sim, o perdão 
judicial, absoluto. Para entender melhor isso, veja como o apóstolo Paulo 
coloca o perdão em sua carta aos colossenses: "Assim como Cristo perdoou 
vocês, perdoem também os outros". Do ponto de vista judicial, só consigo 
perdoar porque fui perdoado.

Você já foi perdoado de todos os seus pecados? Esse perdão pleno e 
absoluto você só obtém porque Jesus pagou o preço em seu lugar morrendo 
na cruz e ressuscitando. Deus quer perdoar. 
Esta é a primeira oração que você deve fazer.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

terça-feira, 26 de maio de 2020

O que é o Sheol (Seol), segundo a Bíblia?

A palavra Sheol ou Seol apresenta significados variáveis na Bíblia. 
Em alguns contextos aparece como: morte; sepultura, profundezas, pó, 
poço, cova, buraco, mundo dos mortos ou inferno. Algumas traduções 
bíblicas mantém a sua forma no original hebraico, o que torna pouco 
preciso o seu significado literal na tradução para outras línguas.

Ocorrências de Sheol na Bíblia
No Antigo Testamento o termo Sheol aparece 65 vezes e é traduzida de 
formas diferentes, como por exemplo:

Inferno: (Deuteronômio 32:22)
Sepultura: (Gênesis 37:35)
Pó: (Salmos 9:17)
Ao estudar as ocorrências de Sheol na Bíblia, precisamos estar atentos 
ao contexto em que a passagem está inserida já que são muitas as 
possibilidades de interpretação dessa palavra. Considerando o texto e 
seu contexto, será mais fácil compreender qual o sentido da palavra 
em conexão com outros trechos da Bíblia.

A partir de alguns versículos notamos que Sheol pode ser compreendido 
a partir de alguns grupos de ideias, tais como:

Morte como condição destinada a todos seres humanos
Seu sentido muitas vezes remete à morte natural, física (Salmos 86:13), 
noutros casos parece expressar a ideia da morte como afastamento 
espiritual de Deus (Oséias 13:14).

A sepultura, buraco, poço, como lugar físico onde os mortos são sepultados
Muitas vezes a sepultura/cova aparece como o lugar específico onde os 
corpos sem vida são depositados. Em alguns casos aparece como figura 
para morte. (Salmos 16:10), (Isaias 28:15).

 - O mundo dos mortos, lugar ocupado pelas almas, espaço dos mortos
Parece ser um espaço destinado a todos que morrem, onde aguardam o 
julgamento de Deus. Mesmo os justificados pela fé, como Jacó, 
consideravam ir para este lugar. (Gênesis 37:35)

 - Terra de sombras e escuridão, lugar de inatividade e tristeza, sem vida
Em alguns textos Sheol é apresentado como o lugar de trevas 
(Salmos 143:3), onde não há atividade proveitosa (Eclesiastes 9:10). 
Jó o descreve como "o lugar do qual não se tem mais retorno, terra das 
sombras e densas trevas, a terra tenebrosa como a noite, terra de 
trevas e de caos onde até mesmo a luz é escuridão" (Jó 10:21-22).

 - Lugar de silêncio, ausência de comunicação
O ser humano tem em vida a oportunidade para expressar a Deus o seu amor, 
louvor, ações, arrependimento e fidelidade. Depois da morte, no Sheol, 
parece não haver mais esta possibilidade. (Salmos 143:3), (Salmos 115:17)

 - Lugar de estadia não permanente para os justos
No imaginário judaico parece haver uma esperança (compreensão) que o 
Sheol não seria permanente para os fiéis, mas uma condição passageira 
ou intermediária, até estarem eternamente com o Seu Deus. (Salmos 49:14-15)

 - Lugar de punição ou sofrimento para os ímpios, inferno
Em alguns textos, parece haver a ideia de que a justiça será aplicada 
através do Sheol (Jó 24:19), que os maus receberão as consequências dos 
seus atos com a sua morte e no pós morte. (Deuteronômio 32:22)

 - Deus mantém o Seu total controle e domínio sobre o Sheol
Deus é soberano sobre tudo e todos, no Céu, na terra, no Sheol e em 
todo o universo. É Ele quem controla a vida e a morte. Tem todo o domínio, 
inclusive no Sheol. Diferentemente do que muitos acreditam, que seria 
satanás o dominador da morte e do inferno, é Deus o Senhor de todo o 
universo que domina sobre tudo. (Jó 26:6), (Salmos 139:8)

Na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, a palavra Sheol 
foi traduzida como “Hades”, que também aparece no Novo Testamento como 
inferno.

É importante reconhecer todas essas possibilidades de interpretação e 
usá-las em benefício da compreensão e da aplicação desse ensino para as 
nossas vidas.

O Sheol aparece no Novo Testamento?
Sendo Sheol uma palavra hebraica, ela não ocorre no Novo Testamento que 
foi escrito em grego e aramaico. No entanto, a sua correspondente no 
grego é a palavra “Hades”. Aqui aparecem também outras palavras como 
Gehenna e Tártaro com significado aproximados.

Então qual a diferença entre Hades, e Gehenna e Tártaro?
Hades (grego): é o lugar onde não se vê, considerado o mundo invisível. 
Apresenta significado semelhante a Sheol: sepultura, terra das sombras, 
das trevas, a morada dos mortos, mundo dos mortos, inferno. Pode ser 
considerado como o lugar onde os mortos aguardam o Juízo final. Hades 
aparece 10 vezes no NT em: Mateus 11:23; 16:18; Lucas 16:23; 
Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14 (I Cor. 15:55).
Gehenna (grego): Origina-se do hebraico Ge' Ben-Hinnom, vale dos filhos 
de Hinom, ou vale de Hinom somente, localizado nas imediações de 
Jerusalém. Era um lugar conhecido onde se faziam sacrifícios abomináveis 
de crianças recém-nascidas no fogo ao ídolo pagão Moloque. Posteriormente, 
este local tornou-se um grande depósito de lixo da cidade de Jerusalém, 
onde eram jogados cadáveres de pessoas (criminosas, malfeitores) e de 
animais, além de todo tipo de imundície para ser queimado em fogo. As 
chamas eram mantidas constantemente acesas com adição de enxofre. Este 
termo foi usado por Jesus como alegoria para o lugar de castigo, de 
tormento e punição eterna. Ocorre 12 vezes no Novo Testamento 
(Mateus 5:22,29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Marcos 9:43,45,47; 
Lucas 12:5; Tiago 3:6).

Tártaro (grego)- Palavra originada do grego, significava o lugar mais 
baixo do Hades. Para os gregos era considerado o pior lugar, no abismo 
do inferno onde os piores inimigos e maus recebiam o castigo e punição 
eterna pelos seus delitos. Ocorre uma única vez no Novo Testamento: 
(II Pedro 2:4)

Jesus conta uma história sobre o inferno:

O rico e Lázaro é a parábola mais conhecida sobre o inferno no Novo 
Testamento. Nesta história Jesus ilustra ensinamentos importantes 
sobre o problema da avareza, da realidade da morte, da existência 
do inferno e de um lugar de descanso depois da morte. De acordo com 
o que lemos, a morte física acontece a todos os tipos de pessoas, 
boas, más, ricas ou pobres.

Mas a situação após a morte é diferente, de acordo com o modo de 
vida daquele que morreu. Segundo o texto (Lucas 16:19-31), o rico 
vivia esbanjando riquezas e desprezava aquele que sofria bem perto 
de si. Enquanto Lázaro, mendigo, faminto e doente padecia à porta 
daquele homem rico.

Na sequência, ambos morrem, o rico vai para o inferno onde é atormentado 
e, Lázaro vai para o seio de Abraão, onde é consolado. No fim, há um 
diálogo entre o homem rico e Abraão. Através desta conversa podemos 
compreender alguns ensinamentos:

1 - A vida não termina com a morte aqui nesta terra. Há uma existência 
consciente depois da morte física.
2 - Não há possibilidade de contato ou comunicação dos vivos com os que 
já morreram. O rico desejava voltar para avisar aos seus irmãos sobre 
o inferno mas, é impossível.
3 - Haverá consolo e conforto para alguns após a morte, assim como haverá 
tormento e castigo para outros.
4 - O inferno é real. Toda a Bíblia (Antigo e Novo Testamento) alerta para 
esta realidade de tormento e punição. Abraão diz que os irmãos tinham 
que ouvir "Moisés e os profetas", i.e., as Escrituras do AT.
5 - A riqueza, poder, status, religião ou influência nesta vida não poderão 
garantir benefícios depois da morte.

Embora ainda possam haver muitos pormenores ou outras abordagens 
específicas sobre o inferno e sobre a vida após da morte, vemos que a 
Bíblia relata o suficiente para estarmos conscientes desta realidade.

Há muita especulação e muitos mitos sobre o inferno em que não há 
sustentação bíblica. Devemos compreender que a Bíblia não apresenta um 
tratado específico sobre o Sheol, Hades, Gehenna ou Tártaro. O objetivo 
central das Escrituras não é esgotar este assunto mas sim, apresentar 
a Cristo o Salvador, alertando para o perigo da condenação.

A Palavra de Deus traz a todos boas notícias de salvação e a possibilidade 
de fuga da ira vindoura. Temos então em Jesus Cristo, o tema central da 
Bíblia, a resposta e o caminho que conduz a Deus e livra do inferno e da 
condenação eterna.

Mas a decisão, como já sabemos, é pessoal. E tem que ser feita nesta 
vida, antes que seja tarde demais.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Da Lei para a graça.


Aproxima-se o momento em que Jesus se despedirá de seus discípulos para 
subir aos céus. Ele lhes diz: “‘Foi isso que eu lhes falei enquanto 
ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a 
meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’. 
Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as 
Escrituras.” (Lc 24:44-45). A Lei, os profetas e os Salmos representavam 
todo o Antigo Testamento, porém nem os discípulos, que andaram por três 
anos com Jesus, seriam capazes de compreender as Escrituras se o Senhor 
não lhes abrisse o entendimento.

O apóstolo Paulo deixa isso claro, ao dizer que “o homem natural não 
compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; 
e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 
(1 Co 2:14). Isto significa que o mais sábio incrédulo nunca será capaz 
de entender uma vírgula sequer da Bíblia, enquanto o mais iletrado crente 
absorve naturalmente os mistérios de Deus quando guiado pelo Espírito Santo. 
Entendeu agora a razão de não existir nada para você aprender em livros, 
filmes e novelas com temas bíblicos produzidos por incrédulos?

Os discípulos aqui são vistos ainda no caráter de um remanescente judeu e 
no contexto do reino a ser estabelecido na terra. Ainda não são membros 
do corpo de Cristo, a Igreja, que só seria formada no capítulo 2 do livro 
de Atos. Mas as palavras de Jesus inauguram o evangelho da graça de Deus, 
que se resume nesta frase: “O Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos 
mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento 
para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 
Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lc 24:46-48).

João escreveu que “a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a 
verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17), e Paulo pregou 
aos Coríntios a boa nova de “que Cristo morreu pelos nossos pecados, 
segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, 
segundo as Escrituras” (1 Co 15:1-4). Este evangelho de Lucas, que começou 
com uma cena tipicamente judaica e terrena, com o sacerdote Zacarias 
ocupado com a Lei e os serviços do Templo, termina abrindo os céus e 
inaugurando o evangelho da graça de Deus. A partir daí os discípulos não 
mais sairão pregando preceitos da Lei, mas a salvação pela fé em Cristo, 
que morreu e ressuscitou. E você, será que está entre aqueles que ainda 
pregam a Lei e uma salvação baseada em obras?
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

sábado, 23 de maio de 2020

Salvador ou Juiz?


O capítulo 6 de Marcos começa com Jesus voltando à sua cidade, Nazaré 
“acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a 
ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. 
‘De onde lhe vêm estas coisas?’, perguntavam eles. ‘Que sabedoria é 
esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o 
carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? 
Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por 
causa dele.” (Mc 6:1-3).

Eles não podem negar a sublimidade de suas palavras, mas sequer 
cogitam reconhecer que ele não é um homem comum. Para incrédulos, 
Jesus não passa de um carpinteiro, um artesão que cria obras de madeira. 
Para seus discípulos “todas as coisas foram feitas por intermédio dele; 
sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:3). Para a religião 
humana ele não passa do “filho de Maria”, mas para os que creem nele 
“o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele 
que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu 
Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” 
(1 Jo 5:20).

Os indiferentes à obra que Jesus veio consumar só enxergam como seus 
irmãos “Tiago, José, Judas, Simão” e “as suas irmãs”. Ignoram os milhões 
que ele salvou e agora aguardam “a bendita esperança: a gloriosa 
manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. 
Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar 
para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas 
obras... Pois aqueles que de antemão conheceu, [Deus] também os 
predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que 
ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Tt 2:13-14; Rm 8:29).


A atitude de seus concidadãos entristece Jesus, que diz: “Só em sua 
própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um 
profeta não tem honra” (Mc 1:4). Curiosamente Nazaré, e sua população, 
eram reputados como desprezíveis pelos outros judeus. Tanto que quando 
Jesus chamava seus discípulos e Filipe se alegrava de que tinham 
encontrado “aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito 
de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”, 
Natanael comentou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”(Jo 1:45-46)
Não importa o nível em que o ser humano se encontre, ele sempre irá 
considerar Jesus um homem qualquer. E você, o que pensa de Jesus? 
Sua opinião sobre ele é o que determina se ele é seu Salvador ou será 
seu Juiz.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

sexta-feira, 22 de maio de 2020

O Fim.

Jesus é levado para fora da cidade e pregado numa cruz. A profecia de Isaías se 
cumpre quanto aos seus parceiros na morte: "Foi contado entre os transgressores" 
(Is 53:12). Pilatos manda pregar sobre a cruz a ficha criminal de Jesus, escrita 
em grego, latim e hebraico, com o motivo da condenação: "JESUS NAZARENO, O REI 
DOS JUDEUS". A execução é universal.

O grego é a língua da cultura, da ciência, das artes, dos esportes e do comércio 
global. O latim, do invasor romano, é o idioma do poder civil, militar e judiciário. 
Até hoje o direito romano é ensinado nas escolas. O hebraico é a língua da religião 
do homem em seu estado natural. Toda a civilização participa da execução; e é 
executada por ela.

Ao mesmo tempo a cruz anuncia que o único crime pelo qual Jesus está sendo condenado 
é o de ser quem ele realmente é: o Rei dos judeus. Porém os judeus lhe dão uma cruz 
em lugar de trono, e espinhos por coroa. Um dia ele voltará para reinar por mil anos 
sobre o mesmo povo de Israel que o rejeitou e todos os gentios que estiverem na terra.

Mas sua missão aqui não se limita a ser o Messias e Rei dos judeus. Jesus está prestes 
a cumprir uma obra de valor eterno: tirar o pecado do mundo e salvar o pecador. 
A primeira carta de Pedro o chama de "o cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido 
antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos".

Antes que o mundo existisse, ou que Adão fosse criado e arruinado pelo pecado, Jesus 
já estava preparado como o Cordeiro a ser sacrificado. O remédio para o pecado estava 
pronto antes mesmo da chegada da epidemia. 
Mesmo assim as pessoas ainda procuram por uma salvação em coisas que só vieram a existir depois da criação do mundo. Quais? Religião é uma delas.

A religião é a tentativa de religar o homem a Deus por meio de esforços humanos de 
compensação pelo pecado. Caridade, boas obras ou penitências são alguns de seus 
recursos. Outra tentativa é buscar a salvação em uma instituição, seja ela chamada 
igreja ou com outro nome, ou em algum homem ou ídolo. A pergunta é simples: estas 
coisas existiam antes da criação do mundo? Então não servem.

Deus não quer religar coisa alguma e nem nos fazer voltar ao estado de Adão. Deus 
quer pôr um fim no primeiro homem, Adão, e inaugurar uma nova criação em Jesus. 
"Se alguém está em Cristo, é nova criação" (2 Co 5:17). Na cruz Deus encerra uma 
etapa. Não é só Jesus que está sendo crucificado ali -- com ele morrem o homem, 
o mundo e o pecado. A cruz é o ponto final onde a velha criação dá lugar à nova. 
Por isso na cruz ele diz: "Está consumado".
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

quinta-feira, 21 de maio de 2020

O que a Bíblia diz sobre traição no casamento?

       O sétimo Mandamento é “não adulterarás” (Deuteronômio 5:18)
       A traição no casamento é um pecado muito sério, que destrói famílias. 
       O casamento é uma aliança sagrada onde duas pessoas prometem 
ser fiéis um ao outro até a morte, perante Deus e os homens. A traição 
quebra essa aliança e desrespeita o cônjuge, os filhos e Deus. É um ato 
detestável a Deus.

Eu traí, que devo fazer?
       Quem comete adultério precisa se arrepender e parar de trair. 
       O que fez foi muito errado e poderá ter muitas consequências negativas. 
       Mas Deus perdoa quem se arrepende e dá uma segunda chance 
(1 João 1:9).

       Quando uma pessoa se arrepende de sua traição, o mais correto será 
pedir perdão ao seu cônjuge (e à pessoa com quem adulterou). Sempre que 
possível, é bom procurar reconciliação com o cônjuge, especialmente se 
tiverem filhos. 
       Isso é muito difícil e doloroso mas é a coisa mais correta a fazer.

Fui traído, que faço?
       O mais importante é perdoar. Uma traição é uma coisa terrível que nunca 
deveria acontecer e a pessoa traída tem todo direito de se sentir triste 
e zangada. Mas se a pessoa guardar rancor, isso só vai destruir sua vida. 
       Liberar perdão é muito importante para seguir em frente.

       O casamento é muito importante. Se a pessoa que traiu se arrepende e 
quer consertar o relacionamento, é bom dar uma segunda chance. Mas se 
realmente não der certo, Deus permite o divórcio em caso de infidelidade. 
       Ele não quer ver ninguém preso dentro de um relacionamento humilhante 
dolorosa, mas quer consolar e restaurar sua vida (Isaías 61:1-3).
Texto Original: https://www.respostas.com.br/

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Quem era Jezabel na Bíblia?

Jezabel foi a esposa do rei Acabe, rei de Israel. Ela foi uma rainha 
muito ruim, que promoveu a idolatria e matou muitos profetas. Jezabel 
foi condenada por Elias e outros profetas.

Jezabel era uma princesa, filha de Etbaal, rei dos sidônios. 
Ela convenceu seu marido Acabe a adorar o deus Baal e foi responsável 
por promover o culto de deuses pagãos em Israel (1 Reis 21:25-26). 
Jezabel sustentava 850 profetas dos deuses Baal e Aserá. Esses profetas 
faziam rituais detestáveis, provocando a ira de Deus (1 Reis 18:18-19).

Jezabel também tentou destruir quem era fiel a Deus. Ela mandou matar 
todos os profetas de Deus e poucos sobreviveram (1 Reis 18:4). 
Os profetas de Deus condenaram Jezabel por sua maldade e idolatria.

Jezabel não tinha escrúpulos. Quando um homem chamado Nabote se recusou 
a vender sua vinha a Acabe, o rei ficou amuado na cama. Então Jezabel 
tomou a iniciativa e conspirou para matar Nabote. 
Ela mandou acusar Nabote falsamente de amaldiçoar a Deus e ao rei e ele 
foi apedrejado. Depois da morte de Nabote, Acabe tomou sua vinha 
(1 Reis 21:15-16).

A morte de Jezabel
Elias profetizou contra Jezabel, por causa do que fez com Nabote. 
Ele avisou que Jezabel teria uma morte sangrenta e que os cachorros iriam 
comer seu cadáver (1 Reis 21:23).

Depois da morte de Acabe, um homem chamado Jeú se rebelou e matou o rei 
Jorão, filho de Jezabel. Quando Jeú chegou ao palácio, Jezabel o desafiou. 
Por ordem de Jeú, alguns oficiais pegaram em Jezabel e a atiraram da 
janela e Jeú a atropelou com seus cavalos (2 Reis 9:30-33).
Jeú entrou no palácio e comeu, depois deu ordem para sepultar Jezabel. 
Mas quando foram sepultá-la, só encontraram seu crânio, seus pés e suas 
mãos (2 Reis 9:34-35). Os cachorros tinham comido tudo o resto. 
A profecia de Elias foi cumprida.

Jezabel morreu por ser cruel e idólatra. Ela tinha muita iniciativa mas 
usou seus talentos de forma errada. Jezabel não se preocupava com o que 
é certo e errado. Ela manipulou e matou para conseguir o que queria. 
Era egoísta e não temia a Deus.

Jezabel no Novo Testamento
Jezabel se tornou símbolo de crueldade, egoísmo e manipulação. 
Apocalipse 2:20-23 condena uma mulher chamada Jezabel, que dizia ser 
profetiza e que promovia a idolatria e a imoralidade sexual. Jezabel 
provavelmente não era o nome verdadeiro dela mas ela tinha as 
caraterísticas de Jezabel.

Quando as pessoas falam de “espírito de Jezabel”, significa alguém que 
manipula para conseguir o que quer. Essa pessoa ensina coisas erradas 
e desvia pessoas do evangelho, promovendo o pecado. É uma pessoa perigosa 
e destrutiva. Provavelmente está debaixo da influência de um demônio.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/

terça-feira, 19 de maio de 2020

O que a Bíblia ensina sobre satanás?

A Bíblia ensina que satanás é real e é um ser espiritual dedicado ao mal. 
Satanás é nosso adversário e quer nos destruir.No entanto, Deus é muito 
mais forte que satanás!

Satanás significa adversário. Ele é o adversário de Deus e de tudo que 
Deus criou. Por isso, ele também é nosso adversário. Na Bíblia, satanás 
também é chamado de:

Diabo – que significa “acusador”
Maligno – não há nada de bom nele
Belial – que significa "imprestável"

A origem de satanás
Satanás foi criado por Deus mas ele se tornou orgulhoso e se rebelou 
contra seu Criador (1 Timóteo 3:6). Ele rejeitou a Deus e aos caminhos 
de Deus, se dedicando ao mal. Junto com outros anjos rebeldes, satanás 
lutou contra Deus mas perdeu a batalha.

Satanás foi expulso do Céu e lançado à terra. Agora ele e suas forças 
andam pela terra, procurando fazer o máximo de danos, porque sabem que 
falta pouco para sua derrota final (Apocalipse 12:7-9).

O que satanás faz?
A Bíblia diz que o objetivo de satanás é matar, roubar e destruir 
(João 10:10). Nenhum de seus planos é bom. Ele quer destruir tudo que 
pode da criação de Deus, antes de receber seu castigo.

Satanás se disfarça, engana e finge ser algo bom ou oferecer caminhos 
agradáveis, mas na verdade é uma armadilha. Tudo que satanás oferece 
acaba em destruição e sofrimento. Ele é um mestre do engano e a Bíblia 
o chama de “pai da mentira” (João 8:44).

Satanás promove o pecado e a rebelião contra Deus. Ele e seus demônios 
procuram nos influenciar para nos afastar de Deus. Por causa do pecado, 
satanás recebeu autoridade sobre o mundo, para fazer muitas coisas ruins. 
Na Bíblia ele também é chamado de o “príncipe deste mundo” (João 12:31-32).

O destino de satanás
O destino de satanás já está selado. No fim dos tempos, ele será jogado no 
lago de fogo, onde sofrerá condenação eterna (Mateus 25:41). 
Satanás sabe disso, por isso tenta causar o máximo de estragos antes de 
acontecer.

No fim dos tempos, satanás juntará um grande para lutar contra o povo 
de Deus. No entanto, quando o exército estiver reunido, Jesus voltará e 
destruirá todos os seus inimigos. Satanás, seus demônios e todos os seus 
seguidores serão castigados por toda a eternidade no lago de fogo 
(Apocalipse 20:9-10). Deus restabelecerá a justiça e o bem e não haverá 
mais dor nem sofrimento!

Como resistir a satanás?
Quem ama Jesus pode resistir a satanás e seus demônios entregando sua 
vida completamente a Deus. Satanás é poderoso mas não é tão poderoso 
quanto Deus. Na cruz, Jesus venceu satanás completamente, destruindo 
seu poder.

Quando nos submetemos a Deus, obedecendo aos seus mandamentos e 
rejeitando o pecado, ficamos protegidos da ação das forças de satanás em 
nossa vida (Tiago 4:7). Satanás apenas tem poder quando lhe damos 
autoridade sobre nossa vida. Se entregamos toda a autoridade a Deus, 
estamos seguros.

Mesmo assim, satanás vai tentar nos influenciar e destruir. Por isso, 
precisamos nos manter vigilantes e ficar firmes em Jesus (1 Pedro 5:8-9). 
Quanto mais nos aproximamos de Deus, menos podemos ser influenciados 
pelo inimigo.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Crendice ou fé real?


       Jesus “viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava 
contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; 
e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar, 
pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto 
e ficam aterrorizados.” (Mc 6:48-50).

       Depois de terem andado com Jesus por um bom tempo e testemunhado
muitos milagres, seus discípulos ainda não conseguem reconhecê-lo em uma 
circunstância que foge à compreensão humana. Um pouco antes eles tinham 
visto Jesus transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente 
para no mínimo quinze mil pessoas. Alguém calculou que isso equivaleria a 
algumas toneladas e seria preciso uma carreta de dois ou três eixos para 
transportar tanto alimento assim.

       Ora, o que é andar sobre as águas para alguém que criou as águas, o vento 
e as ondas? Mesmo assim eles gritam de terror pensando ser um fantasma. 
Jesus coloca a fé deles à prova, pois “estava já a ponto de passar por 
eles” (Mc 6:48). Todos os dias Jesus passa por nós e prova nossa fé. 
Estaríamos dispostos a clamar por ajuda em nossas necessidades, ou será 
que o veríamos como o fantasma de um morto?

       Quando o cego Bartimeu, “ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: 
‘Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!’” (Mc 10:47). Bartimeu não 
viu, só ouviu que Jesus passava, e o ouvir foi suficiente para crer que 
Jesus podia curar sua visão. A fé vem pelo ouvir e a capacidade de ouvir 
nos é dada pela Palavra de Deus, conforme ela própria atesta: “De sorte 
que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17).

       Jesus se identifica para os discípulos: “‘Coragem! Sou eu! Não tenham medo!’ 
Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram 
atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações 
estavam endurecidos.” (Mc 6:50-52). Um coração endurecido não irá crer, 
mesmo diante de um milagre inexplicável. Uma fé baseada em sinais e milagres 
é mera crendice ou superstição.

“Muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em 
seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. 
Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, 
pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

O que voce pensa de Cristo?


       Em Marcos 7 vemos Jesus, o Filho de Deus e Criador de todas as coisas, 
entrar sem alarde numa casa dos arredores de Tiro e Sidom, querendo 
permanecer incógnito. Mas ele é logo abordado por “certa mulher, cuja 
filha estava com um espírito imundo, [ela] veio e lançou-se aos seus pés. 
       A mulher era grega, siro-fenícia de origem, e rogava a Jesus que 
expulsasse de sua filha o demônio.” Jesus diz a ela: “Deixe que primeiro 
os filhos comam até se fartar, pois não é correto tirar o pão dos filhos 
e lançá-lo aos cachorrinhos” (Mc 7:25-27).

       Alguém poderia interpretar sua resposta como se ele dissesse “Você sabe 
com quem está falando?” ou “Ponha-se no seu lugar, mulher!”. Mas pensar 
assim do Senhor é não conhecer o seu caráter. Sua resposta não é uma 
negativa, mas um teste para ver se ela reconhece a missão daquele que 
“veio para o que era seu” (Jo 1:11), isto é, para os judeus. A bondade 
não pode atropelar a verdade, e nem o poder deixar de revelar a caridade.

       Verdade e poder estavam prestes a ser trazidos à tona pela reação da 
mulher, uma gentia que não podia contar com os privilégios oferecidos 
aos judeus. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos, 
debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.”. Jesus lhe diz: 
“Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha.”. 
       Ela voltou à sua casa e encontrou a filha liberta do demônio que a afligia. 
(Mc 7:28-30).

       Nunca se esqueça da frase: “Por causa desta resposta, você pode ir; 
o demônio já saiu da sua filha.”. O que significa? Que a mulher não 
queria furar fila e nem atropelar os planos do Senhor. Ela estava disposta 
a se considerar um mero cãozinho e ficar com migalhas do poder de Jesus. 
       Que contraste esse com aqueles que acham que o Senhor seja obrigado 
atender a todos os seus caprichos de prosperidade, saúde e poder!

       Na parábola das minas, em Lucas 19, foi a opinião que o servo tinha de 
seu senhor que o condenou. Ele havia recebido uma mina para negociar, 
obter juros e ser recompensado. Porém, a guardou e se justificou, dizendo: 
“Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o 
que não semeaste.”. O mau conceito que o servo tinha de seu senhor, e não 
de si mesmo como a mulher siro-fenícia, foi o que o condenou. 
“Eu o julgarei pelas suas próprias palavras, servo mau.” (Lc 19:21-22)
       
        E você, de que modo se aproxima do Filho de Deus? “O que vocês pensam 
a respeito do Cristo?” pergunta Jesus aos discípulos em Mateus 22:42.
Texto Original - Mario Persona - https://www.3minutos.net/