Escrituras, olhos e entendimento.
O Senhor restaura a vista do cego do capítulo 8 de Marcos e quer
fazer o mesmo com você. A pregação do Evangelho leva os cegos a
Jesus do mesmo modo como “algumas pessoas trouxeram um cego a
Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele.” (Mc 8:22).
E quando alguém é levado a Cristo, passa por um processo como
aquele de Lucas 24, quando os discípulos que viajavam de Jerusalém
em direção a Emaús se encontraram com o Senhor e não o reconhecem.
Apesar de terem andado com ele, como muitos nas religiões cristãs,
eles ainda estavam cegos espiritualmente.
Nesse encontro o Senhor abre três coisas. Primeiro, ele abre as
Escrituras: “E começando por Moisés e todos os profetas,
explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.”
(Lc 24:27). Mais tarde eles iriam dizer: “Não estavam ardendo os
nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho
e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:32). O contato com as Escrituras
leva Espírito Santo a incutir vida na pessoa espiritualmente cega e
morta e, uma vez tendo vida, ela sente o peso de seus pecados e a
necessidade de perdão e salvação.
Alguém que tenha nascido de novo pela aplicação da água da Palavra
pelo Espírito não quer mais ficar longe de Jesus. Por isso os dois
homens “insistiram muito com ele: ‘Fique conosco, pois a noite já
vem; o dia já está quase findando’. Então, ele entrou para ficar
com eles. Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças,
partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o
reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.” (Lc 24:29-31).
Primeiro as Escrituras lhes foram abertas, agora Jesus abriu seus
olhos para o reconhecerem.
O que acontece em seguida? O Senhor desaparece! Eles já não
precisavam ver para crer, pois agora podiam andar por fé. Os mesmos
que disseram a Jesus para ficar com eles, porque era tarde e viajar
à noite seria perigoso, voltam correndo para Jerusalém mesmo sendo
noite. Era lá que o Senhor havia marcado um encontro depois que
ressuscitasse. Eles estão contando do encontro que tiveram com Jesus,
quando o próprio Senhor aparece no meio deles e tira deles todo temor,
ao dizer: “Paz seja com vocês”. Ali ele abre uma terceira coisa:
“Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender
as Escrituras.” (Lc 24:36, 45).
São estas as etapas pelas quais passa um pecador salvo por Cristo,
quando lhe são abertas as Escrituras, os olhos da fé e o entendimento.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
Teria sido possivel no Antigo Testamento alguem guardar toda a Lei?
Seria possível alguém no Antigo Testamento guardar todos os mandamentos
da Lei, ou como diz a passagem, andar "sem repreensão em todos os
mandamentos e preceitos do Senhor", como é dito de Zacarias e Isabel
em Lucas 1:6. Não, a Palavra de Deus deixa muito claro que ninguém era
capaz de guardar a Lei toda, pois se falhasse em um ponto era culpado
de todos. "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só
ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não
cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres
adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei." (Tg 2:10-11).
Mas Deus podia sim justificar o ímpio e considerá-lo justo pela fé, como
se estivesse quites para com Deus. E foi exatamente neste ponto que o
apóstolo Paulo compreendeu sua impossibilidade de ser justificado pela
lei: "eu não conheceria a concupiscência se a lei não dissesse: Não
cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim
toda a concupiscência: porquanto sem a lei estava morto o pecado"
(Rm 7:7-8). E a situação fica mais grave ainda quando vemos que, pelo
que o Senhor disse em Mateus 5:21-22, 27-28, qualquer mandamento pode
ser transgredido só em pensamento.
O que acontece com passagens como a que leu em Lucas 1:6, onde é dito
que Zacarias e Isabel andavam "sem repreensão em todos os mandamentos
e preceitos do Senhor" é que aquela era a opinião que Deus tinha deles,
pois ele é o Deus que justifica o ímpio que crê, e não o que guarda a
Lei. Paulo explica melhor em sua carta aos Romanos:
"Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar,
mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus,
e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra
não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.
Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio,
a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara
bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras,
dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos
pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa
o pecado." (Rm 4:1-8).
Se você ler Hebreus 11 verá uma série de pessoas cuja fé é mencionada,
mas se ler sobre a vida delas no Antigo Testamento verá que todas
cometeram pecados e transgrediram a Lei. Até mesmo Ló, que teimosamente
foi morar em Sodoma em meio à corrupção, é chamado de justo por Deus
no Novo Testamento: "E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta
dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia
todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras
injustas)." (2 Ep 2:7-8).
Também descobrimos que o profeta Elias, tão poderosamente usado por Deus
no Antigo Testamento, é chamado de homem sujeito às mesmas paixões que
nós, ou seja, falho e suscetível de pecar. "Elias era homem sujeito às
mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três
anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu
deu chuva, e a terra produziu o seu fruto." (Tg 5:17-18).
O caso de Cornélio também entra nessa categoria de alguém que tinha vida
nova e era visto como justo aos olhos de Deus.
"E havia em Cesareia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte
chamada italiana, piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual
fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à
hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se
dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e
muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações
e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus." (At 10:1-4).
A menos que você entenda a justificação pela fé explicada em Romanos 4
irá considerar uma incoerência em Atos dizer que Cornélio era "piedoso
e temente a Deus", considerando que em Romanos 3 diz que ninguém teme
a Deus:
"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que
entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e
juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam
enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; cuja boca
está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar
sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o
caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos." (Rm 3:10-18).
Texto Original - Mario Persona - https://www.respondi.com.br/
Existe purgatório na Bíblia?
Não, o purgatório não existe na Bíblia. A Bíblia fala sobre o Céu
e o inferno, mas nunca fala sobre um lugar intermediário. Não há
razão para acreditar no purgatório.
O que é o purgatório?
Segundo a tradição católica, o purgatório é o lugar de pagamento
pelos pecados não confessados. Apenas as pessoas salvas vão para
o purgatório, onde sofrem castigo pelos pecados que cometeram
depois de se converterem. Depois de serem castigados, podem entrar
puros no Céu.
A tradição católica ensina que podemos ajudar as almas a sair do
purgatório mais cedo, ajudando-as a pagar o preço dos pecados.
Isso pode ser feito rezando pelas almas, encomendando missas ou
oferecendo dinheiro à igreja.
O purgatório e a Bíblia
A noção do purgatório surgiu porque a Bíblia diz que nada impuro
pode entrar no Céu (Apocalipse 21:27). Mas a Bíblia também diz que
Jesus morreu para nos purificar de todos os nossos pecados! Jesus
pagou o preço por todos os nossos pecados, passados e futuros.
Quem aceitou Jesus como seu salvador não tem mais condenação
(Romanos 8:1-2; Tito 2:14).
Isso não significa que podemos continuar pecando, sem consequências.
Arrependimento não é apenas ficar triste com o pecado; implica uma
decisão de mudar. Quem está realmente arrependido não quer pecar
mais, porque quer agradar a Deus.
Quem é salvo ainda peca. Mas quem confessa seu pecado a Deus recebe
perdão (1 João 1:8-9). Mesmo assim, nossos atos têm consequências
ainda nesta vida. Alguns pecados têm consequências como perda da
confiança das pessoas ou pena de prisão e ainda temos de passar
pela morte.
A Bíblia diz que as obras dos salvos serão provadas pelo fogo.
As boas obras sobrevivem ao fogo e serão recompensadas; as más
obras serão destruídas mas a pessoa ainda será salva
(1 Coríntios 3:13).
A Bíblia também diz que o servo que desobedece será castigado
(Lucas 12:47-48). Mas em nenhuma passagem diz que o castigo será
depois da morte.
Em Jesus, quando morremos o que resta de nossa natureza pecaminosa
morre com nosso corpo. Na ressurreição receberemos corpos puros e
estaremos completamente livres do pecado (1 Coríntios 15:51-53).
A Bíblia não diz que temos de passar pelo purgatório primeiro.
O purgatório não é necessário, Jesus pagou o preço por todos os
seus pecados.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/
Pai Nosso.
Orar é se reconhecer fraco, incapaz e dependente de Deus. Nada disso
agrada o ser humano que desde criança é ensinado a ser independente e,
quando cresce, consome livros de auto-ajuda. Portanto, a oração é a
negação da auto-suficiência.
Jesus ensina que orar não é ficar repetindo palavras como fazem os pagãos.
Não é entoar sons hipnóticos como os mantras tibetanos ou usar de palavras
mágicas ou fórmulas secretas para liberar algum tipo de energia cósmica.
A oração não é Shazam ou o Abracadabra do cristão. Orar é comungar com
Deus nossas necessidades, sentar-se ao lado dele e conversar sobre elas.
Mas por que orar se Deus sabe de antemão o que precisamos ou vamos pedir?
Porque Ele quer enxergar dependência em nós e porque gosta quando
conversamos com Ele. Orar é fazer o caminho inverso do homem no Éden,
que quis ser independente de Deus, auto-suficiente e dono de seu próprio
nariz. A oração nos põe de volta em nosso devido lugar.
Antes de ensinar a oração conhecida como "Pai Nosso" Jesus condenou a
mera repetição de palavras, portanto o "Pai Nosso" não é uma oração
para ser repetida. Trata-se de um modelo de como devemos orar. Não é
"o que", mas "o como".
Primeiro vem o reconhecimento da posição que Deus ocupa, no céu, acima
de nós, e de sua santidade, que significa separação do mal. Equivale
reconhecer que os nossos interesses particulares podem não ser os
interesses de Deus, que vê o cenário todo de cima e sabe o que é
melhor para nós.
Daí o "venha a nós o teu reino" e não o contrário. Os interesses do
céu devem prevalecer sobre os da terra. É só após reconhecermos o que
Deus é, e que ele tem a primazia, que vêm os pedidos, que são basicamente
para o suprimento das necessidades físicas e de proteção, intercalados
com um pedido de perdão.
Esse perdão não é o perdão judicial de nossos pecados, que recebemos
por graça e pela fé em Jesus. Aqui é um perdão parental, relativo.
É a condição momentânea para recebermos o que pedimos.
Mas como perdoar? Com o perdão de quem já foi perdoado. Aí sim, o perdão
judicial, absoluto. Para entender melhor isso, veja como o apóstolo Paulo
coloca o perdão em sua carta aos colossenses: "Assim como Cristo perdoou
vocês, perdoem também os outros". Do ponto de vista judicial, só consigo
perdoar porque fui perdoado.
Você já foi perdoado de todos os seus pecados? Esse perdão pleno e
absoluto você só obtém porque Jesus pagou o preço em seu lugar morrendo
na cruz e ressuscitando. Deus quer perdoar.
Esta é a primeira oração que você deve fazer.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
O que é o Sheol (Seol), segundo a Bíblia?
A palavra Sheol ou Seol apresenta significados variáveis na Bíblia.
Em alguns contextos aparece como: morte; sepultura, profundezas, pó,
poço, cova, buraco, mundo dos mortos ou inferno. Algumas traduções
bíblicas mantém a sua forma no original hebraico, o que torna pouco
preciso o seu significado literal na tradução para outras línguas.
Ocorrências de Sheol na Bíblia
No Antigo Testamento o termo Sheol aparece 65 vezes e é traduzida de
formas diferentes, como por exemplo:
Inferno: (Deuteronômio 32:22)
Sepultura: (Gênesis 37:35)
Pó: (Salmos 9:17)
Ao estudar as ocorrências de Sheol na Bíblia, precisamos estar atentos
ao contexto em que a passagem está inserida já que são muitas as
possibilidades de interpretação dessa palavra. Considerando o texto e
seu contexto, será mais fácil compreender qual o sentido da palavra
em conexão com outros trechos da Bíblia.
A partir de alguns versículos notamos que Sheol pode ser compreendido
a partir de alguns grupos de ideias, tais como:
Morte como condição destinada a todos seres humanos
Seu sentido muitas vezes remete à morte natural, física (Salmos 86:13),
noutros casos parece expressar a ideia da morte como afastamento
espiritual de Deus (Oséias 13:14).
A sepultura, buraco, poço, como lugar físico onde os mortos são sepultados
Muitas vezes a sepultura/cova aparece como o lugar específico onde os
corpos sem vida são depositados. Em alguns casos aparece como figura
para morte. (Salmos 16:10), (Isaias 28:15).
- O mundo dos mortos, lugar ocupado pelas almas, espaço dos mortos
Parece ser um espaço destinado a todos que morrem, onde aguardam o
julgamento de Deus. Mesmo os justificados pela fé, como Jacó,
consideravam ir para este lugar. (Gênesis 37:35)
- Terra de sombras e escuridão, lugar de inatividade e tristeza, sem vida
Em alguns textos Sheol é apresentado como o lugar de trevas
(Salmos 143:3), onde não há atividade proveitosa (Eclesiastes 9:10).
Jó o descreve como "o lugar do qual não se tem mais retorno, terra das
sombras e densas trevas, a terra tenebrosa como a noite, terra de
trevas e de caos onde até mesmo a luz é escuridão" (Jó 10:21-22).
- Lugar de silêncio, ausência de comunicação
O ser humano tem em vida a oportunidade para expressar a Deus o seu amor,
louvor, ações, arrependimento e fidelidade. Depois da morte, no Sheol,
parece não haver mais esta possibilidade. (Salmos 143:3), (Salmos 115:17)
- Lugar de estadia não permanente para os justos
No imaginário judaico parece haver uma esperança (compreensão) que o
Sheol não seria permanente para os fiéis, mas uma condição passageira
ou intermediária, até estarem eternamente com o Seu Deus. (Salmos 49:14-15)
- Lugar de punição ou sofrimento para os ímpios, inferno
Em alguns textos, parece haver a ideia de que a justiça será aplicada
através do Sheol (Jó 24:19), que os maus receberão as consequências dos
seus atos com a sua morte e no pós morte. (Deuteronômio 32:22)
- Deus mantém o Seu total controle e domínio sobre o Sheol
Deus é soberano sobre tudo e todos, no Céu, na terra, no Sheol e em
todo o universo. É Ele quem controla a vida e a morte. Tem todo o domínio,
inclusive no Sheol. Diferentemente do que muitos acreditam, que seria
satanás o dominador da morte e do inferno, é Deus o Senhor de todo o
universo que domina sobre tudo. (Jó 26:6), (Salmos 139:8)
Na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta, a palavra Sheol
foi traduzida como “Hades”, que também aparece no Novo Testamento como
inferno.
É importante reconhecer todas essas possibilidades de interpretação e
usá-las em benefício da compreensão e da aplicação desse ensino para as
nossas vidas.
O Sheol aparece no Novo Testamento?
Sendo Sheol uma palavra hebraica, ela não ocorre no Novo Testamento que
foi escrito em grego e aramaico. No entanto, a sua correspondente no
grego é a palavra “Hades”. Aqui aparecem também outras palavras como
Gehenna e Tártaro com significado aproximados.
Então qual a diferença entre Hades, e Gehenna e Tártaro?
Hades (grego): é o lugar onde não se vê, considerado o mundo invisível.
Apresenta significado semelhante a Sheol: sepultura, terra das sombras,
das trevas, a morada dos mortos, mundo dos mortos, inferno. Pode ser
considerado como o lugar onde os mortos aguardam o Juízo final. Hades
aparece 10 vezes no NT em: Mateus 11:23; 16:18; Lucas 16:23;
Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14 (I Cor. 15:55).
Gehenna (grego): Origina-se do hebraico Ge' Ben-Hinnom, vale dos filhos
de Hinom, ou vale de Hinom somente, localizado nas imediações de
Jerusalém. Era um lugar conhecido onde se faziam sacrifícios abomináveis
de crianças recém-nascidas no fogo ao ídolo pagão Moloque. Posteriormente,
este local tornou-se um grande depósito de lixo da cidade de Jerusalém,
onde eram jogados cadáveres de pessoas (criminosas, malfeitores) e de
animais, além de todo tipo de imundície para ser queimado em fogo. As
chamas eram mantidas constantemente acesas com adição de enxofre. Este
termo foi usado por Jesus como alegoria para o lugar de castigo, de
tormento e punição eterna. Ocorre 12 vezes no Novo Testamento
(Mateus 5:22,29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Marcos 9:43,45,47;
Lucas 12:5; Tiago 3:6).
Tártaro (grego)- Palavra originada do grego, significava o lugar mais
baixo do Hades. Para os gregos era considerado o pior lugar, no abismo
do inferno onde os piores inimigos e maus recebiam o castigo e punição
eterna pelos seus delitos. Ocorre uma única vez no Novo Testamento:
(II Pedro 2:4)
Jesus conta uma história sobre o inferno:
O rico e Lázaro é a parábola mais conhecida sobre o inferno no Novo
Testamento. Nesta história Jesus ilustra ensinamentos importantes
sobre o problema da avareza, da realidade da morte, da existência
do inferno e de um lugar de descanso depois da morte. De acordo com
o que lemos, a morte física acontece a todos os tipos de pessoas,
boas, más, ricas ou pobres.
Mas a situação após a morte é diferente, de acordo com o modo de
vida daquele que morreu. Segundo o texto (Lucas 16:19-31), o rico
vivia esbanjando riquezas e desprezava aquele que sofria bem perto
de si. Enquanto Lázaro, mendigo, faminto e doente padecia à porta
daquele homem rico.
Na sequência, ambos morrem, o rico vai para o inferno onde é atormentado
e, Lázaro vai para o seio de Abraão, onde é consolado. No fim, há um
diálogo entre o homem rico e Abraão. Através desta conversa podemos
compreender alguns ensinamentos:
1 - A vida não termina com a morte aqui nesta terra. Há uma existência
consciente depois da morte física.
2 - Não há possibilidade de contato ou comunicação dos vivos com os que
já morreram. O rico desejava voltar para avisar aos seus irmãos sobre
o inferno mas, é impossível.
3 - Haverá consolo e conforto para alguns após a morte, assim como haverá
tormento e castigo para outros.
4 - O inferno é real. Toda a Bíblia (Antigo e Novo Testamento) alerta para
esta realidade de tormento e punição. Abraão diz que os irmãos tinham
que ouvir "Moisés e os profetas", i.e., as Escrituras do AT.
5 - A riqueza, poder, status, religião ou influência nesta vida não poderão
garantir benefícios depois da morte.
Embora ainda possam haver muitos pormenores ou outras abordagens
específicas sobre o inferno e sobre a vida após da morte, vemos que a
Bíblia relata o suficiente para estarmos conscientes desta realidade.
Há muita especulação e muitos mitos sobre o inferno em que não há
sustentação bíblica. Devemos compreender que a Bíblia não apresenta um
tratado específico sobre o Sheol, Hades, Gehenna ou Tártaro. O objetivo
central das Escrituras não é esgotar este assunto mas sim, apresentar
a Cristo o Salvador, alertando para o perigo da condenação.
A Palavra de Deus traz a todos boas notícias de salvação e a possibilidade
de fuga da ira vindoura. Temos então em Jesus Cristo, o tema central da
Bíblia, a resposta e o caminho que conduz a Deus e livra do inferno e da
condenação eterna.
Mas a decisão, como já sabemos, é pessoal. E tem que ser feita nesta
vida, antes que seja tarde demais.
Texto Original: https://www.respostas.com.br/
Da Lei para a graça.
Aproxima-se o momento em que Jesus se despedirá de seus discípulos para
subir aos céus. Ele lhes diz: “‘Foi isso que eu lhes falei enquanto
ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a
meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’.
Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as
Escrituras.” (Lc 24:44-45). A Lei, os profetas e os Salmos representavam
todo o Antigo Testamento, porém nem os discípulos, que andaram por três
anos com Jesus, seriam capazes de compreender as Escrituras se o Senhor
não lhes abrisse o entendimento.
O apóstolo Paulo deixa isso claro, ao dizer que “o homem natural não
compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura;
e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”
(1 Co 2:14). Isto significa que o mais sábio incrédulo nunca será capaz
de entender uma vírgula sequer da Bíblia, enquanto o mais iletrado crente
absorve naturalmente os mistérios de Deus quando guiado pelo Espírito Santo.
Entendeu agora a razão de não existir nada para você aprender em livros,
filmes e novelas com temas bíblicos produzidos por incrédulos?
Os discípulos aqui são vistos ainda no caráter de um remanescente judeu e
no contexto do reino a ser estabelecido na terra. Ainda não são membros
do corpo de Cristo, a Igreja, que só seria formada no capítulo 2 do livro
de Atos. Mas as palavras de Jesus inauguram o evangelho da graça de Deus,
que se resume nesta frase: “O Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos
mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento
para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lc 24:46-48).
João escreveu que “a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a
verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17), e Paulo pregou
aos Coríntios a boa nova de “que Cristo morreu pelos nossos pecados,
segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia,
segundo as Escrituras” (1 Co 15:1-4). Este evangelho de Lucas, que começou
com uma cena tipicamente judaica e terrena, com o sacerdote Zacarias
ocupado com a Lei e os serviços do Templo, termina abrindo os céus e
inaugurando o evangelho da graça de Deus. A partir daí os discípulos não
mais sairão pregando preceitos da Lei, mas a salvação pela fé em Cristo,
que morreu e ressuscitou. E você, será que está entre aqueles que ainda
pregam a Lei e uma salvação baseada em obras?
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
Salvador ou Juiz?
O capítulo 6 de Marcos começa com Jesus voltando à sua cidade, Nazaré
“acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a
ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados.
‘De onde lhe vêm estas coisas?’, perguntavam eles. ‘Que sabedoria é
esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o
carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão?
Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por
causa dele.” (Mc 6:1-3).
Eles não podem negar a sublimidade de suas palavras, mas sequer
cogitam reconhecer que ele não é um homem comum. Para incrédulos,
Jesus não passa de um carpinteiro, um artesão que cria obras de madeira.
Para seus discípulos “todas as coisas foram feitas por intermédio dele;
sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:3). Para a religião
humana ele não passa do “filho de Maria”, mas para os que creem nele
“o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele
que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu
Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.”
(1 Jo 5:20).
Os indiferentes à obra que Jesus veio consumar só enxergam como seus
irmãos “Tiago, José, Judas, Simão” e “as suas irmãs”. Ignoram os milhões
que ele salvou e agora aguardam “a bendita esperança: a gloriosa
manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.
Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar
para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas
obras... Pois aqueles que de antemão conheceu, [Deus] também os
predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que
ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Tt 2:13-14; Rm 8:29).
A atitude de seus concidadãos entristece Jesus, que diz: “Só em sua
própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um
profeta não tem honra” (Mc 1:4). Curiosamente Nazaré, e sua população,
eram reputados como desprezíveis pelos outros judeus. Tanto que quando
Jesus chamava seus discípulos e Filipe se alegrava de que tinham
encontrado “aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito
de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”,
Natanael comentou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”(Jo 1:45-46).
Não importa o nível em que o ser humano se encontre, ele sempre irá
considerar Jesus um homem qualquer. E você, o que pensa de Jesus?
Sua opinião sobre ele é o que determina se ele é seu Salvador ou será
seu Juiz.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
O Fim.
Jesus é levado para fora da cidade e pregado numa cruz. A profecia de Isaías se
cumpre quanto aos seus parceiros na morte: "Foi contado entre os transgressores"
(Is 53:12). Pilatos manda pregar sobre a cruz a ficha criminal de Jesus, escrita
em grego, latim e hebraico, com o motivo da condenação: "JESUS NAZARENO, O REI
DOS JUDEUS". A execução é universal.
O grego é a língua da cultura, da ciência, das artes, dos esportes e do comércio
global. O latim, do invasor romano, é o idioma do poder civil, militar e judiciário.
Até hoje o direito romano é ensinado nas escolas. O hebraico é a língua da religião
do homem em seu estado natural. Toda a civilização participa da execução; e é
executada por ela.
Ao mesmo tempo a cruz anuncia que o único crime pelo qual Jesus está sendo condenado
é o de ser quem ele realmente é: o Rei dos judeus. Porém os judeus lhe dão uma cruz
em lugar de trono, e espinhos por coroa. Um dia ele voltará para reinar por mil anos
sobre o mesmo povo de Israel que o rejeitou e todos os gentios que estiverem na terra.
Mas sua missão aqui não se limita a ser o Messias e Rei dos judeus. Jesus está prestes
a cumprir uma obra de valor eterno: tirar o pecado do mundo e salvar o pecador.
A primeira carta de Pedro o chama de "o cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido
antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos".
Antes que o mundo existisse, ou que Adão fosse criado e arruinado pelo pecado, Jesus
já estava preparado como o Cordeiro a ser sacrificado. O remédio para o pecado estava
pronto antes mesmo da chegada da epidemia.
Mesmo assim as pessoas ainda procuram por uma salvação em coisas que só vieram a existir depois da criação do mundo. Quais? Religião é uma delas.
A religião é a tentativa de religar o homem a Deus por meio de esforços humanos de
compensação pelo pecado. Caridade, boas obras ou penitências são alguns de seus
recursos. Outra tentativa é buscar a salvação em uma instituição, seja ela chamada
igreja ou com outro nome, ou em algum homem ou ídolo. A pergunta é simples: estas
coisas existiam antes da criação do mundo? Então não servem.
Deus não quer religar coisa alguma e nem nos fazer voltar ao estado de Adão. Deus
quer pôr um fim no primeiro homem, Adão, e inaugurar uma nova criação em Jesus.
"Se alguém está em Cristo, é nova criação" (2 Co 5:17). Na cruz Deus encerra uma
etapa. Não é só Jesus que está sendo crucificado ali -- com ele morrem o homem,
o mundo e o pecado. A cruz é o ponto final onde a velha criação dá lugar à nova.
Por isso na cruz ele diz: "Está consumado".
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
O que a Bíblia diz sobre traição no casamento?
O sétimo Mandamento é “não adulterarás” (Deuteronômio 5:18).
A traição no casamento é um pecado muito sério, que destrói famílias.
O casamento é uma aliança sagrada onde duas pessoas prometem
ser fiéis um ao outro até a morte, perante Deus e os homens. A traição
quebra essa aliança e desrespeita o cônjuge, os filhos e Deus. É um ato
detestável a Deus.
Eu traí, que devo fazer?
Quem comete adultério precisa se arrepender e parar de trair.
O que fez foi muito errado e poderá ter muitas consequências negativas.
Mas Deus perdoa quem se arrepende e dá uma segunda chance
(1 João 1:9).
Quando uma pessoa se arrepende de sua traição, o mais correto será
pedir perdão ao seu cônjuge (e à pessoa com quem adulterou). Sempre que
possível, é bom procurar reconciliação com o cônjuge, especialmente se
tiverem filhos.
Isso é muito difícil e doloroso mas é a coisa mais correta a fazer.
Fui traído, que faço?
O mais importante é perdoar. Uma traição é uma coisa terrível que nunca
deveria acontecer e a pessoa traída tem todo direito de se sentir triste
e zangada. Mas se a pessoa guardar rancor, isso só vai destruir sua vida.
Liberar perdão é muito importante para seguir em frente.
O casamento é muito importante. Se a pessoa que traiu se arrepende e
quer consertar o relacionamento, é bom dar uma segunda chance. Mas se
realmente não der certo, Deus permite o divórcio em caso de infidelidade.
Ele não quer ver ninguém preso dentro de um relacionamento humilhante
e dolorosa, mas quer consolar e restaurar sua vida (Isaías 61:1-3).
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Quem era Jezabel na Bíblia?
Jezabel foi a esposa do rei Acabe, rei de Israel. Ela foi uma rainha
muito ruim, que promoveu a idolatria e matou muitos profetas. Jezabel
foi condenada por Elias e outros profetas.
Jezabel era uma princesa, filha de Etbaal, rei dos sidônios.
Ela convenceu seu marido Acabe a adorar o deus Baal e foi responsável
por promover o culto de deuses pagãos em Israel (1 Reis 21:25-26).
Jezabel sustentava 850 profetas dos deuses Baal e Aserá. Esses profetas
faziam rituais detestáveis, provocando a ira de Deus (1 Reis 18:18-19).
Jezabel também tentou destruir quem era fiel a Deus. Ela mandou matar
todos os profetas de Deus e poucos sobreviveram (1 Reis 18:4).
Os profetas de Deus condenaram Jezabel por sua maldade e idolatria.
Jezabel não tinha escrúpulos. Quando um homem chamado Nabote se recusou
a vender sua vinha a Acabe, o rei ficou amuado na cama. Então Jezabel
tomou a iniciativa e conspirou para matar Nabote.
Ela mandou acusar Nabote falsamente de amaldiçoar a Deus e ao rei e ele
foi apedrejado. Depois da morte de Nabote, Acabe tomou sua vinha
(1 Reis 21:15-16).
A morte de Jezabel
Elias profetizou contra Jezabel, por causa do que fez com Nabote.
Ele avisou que Jezabel teria uma morte sangrenta e que os cachorros iriam
comer seu cadáver (1 Reis 21:23).
Depois da morte de Acabe, um homem chamado Jeú se rebelou e matou o rei
Jorão, filho de Jezabel. Quando Jeú chegou ao palácio, Jezabel o desafiou.
Por ordem de Jeú, alguns oficiais pegaram em Jezabel e a atiraram da
janela e Jeú a atropelou com seus cavalos (2 Reis 9:30-33).
Jeú entrou no palácio e comeu, depois deu ordem para sepultar Jezabel.
Mas quando foram sepultá-la, só encontraram seu crânio, seus pés e suas
mãos (2 Reis 9:34-35). Os cachorros tinham comido tudo o resto.
A profecia de Elias foi cumprida.
Jezabel morreu por ser cruel e idólatra. Ela tinha muita iniciativa mas
usou seus talentos de forma errada. Jezabel não se preocupava com o que
é certo e errado. Ela manipulou e matou para conseguir o que queria.
Era egoísta e não temia a Deus.
Jezabel no Novo Testamento
Jezabel se tornou símbolo de crueldade, egoísmo e manipulação.
Apocalipse 2:20-23 condena uma mulher chamada Jezabel, que dizia ser
profetiza e que promovia a idolatria e a imoralidade sexual. Jezabel
provavelmente não era o nome verdadeiro dela mas ela tinha as
caraterísticas de Jezabel.
Quando as pessoas falam de “espírito de Jezabel”, significa alguém que
manipula para conseguir o que quer. Essa pessoa ensina coisas erradas
e desvia pessoas do evangelho, promovendo o pecado. É uma pessoa perigosa
e destrutiva. Provavelmente está debaixo da influência de um demônio.
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O que a Bíblia ensina sobre satanás?
A Bíblia ensina que satanás é real e é um ser espiritual dedicado ao mal.
Satanás é nosso adversário e quer nos destruir.No entanto, Deus é muito
mais forte que satanás!
Satanás significa adversário. Ele é o adversário de Deus e de tudo que
Deus criou. Por isso, ele também é nosso adversário. Na Bíblia, satanás
também é chamado de:
Diabo – que significa “acusador”
Maligno – não há nada de bom nele
Belial – que significa "imprestável"
A origem de satanás
Satanás foi criado por Deus mas ele se tornou orgulhoso e se rebelou
contra seu Criador (1 Timóteo 3:6). Ele rejeitou a Deus e aos caminhos
de Deus, se dedicando ao mal. Junto com outros anjos rebeldes, satanás
lutou contra Deus mas perdeu a batalha.
Satanás foi expulso do Céu e lançado à terra. Agora ele e suas forças
andam pela terra, procurando fazer o máximo de danos, porque sabem que
falta pouco para sua derrota final (Apocalipse 12:7-9).
O que satanás faz?
A Bíblia diz que o objetivo de satanás é matar, roubar e destruir
(João 10:10). Nenhum de seus planos é bom. Ele quer destruir tudo que
pode da criação de Deus, antes de receber seu castigo.
Satanás se disfarça, engana e finge ser algo bom ou oferecer caminhos
agradáveis, mas na verdade é uma armadilha. Tudo que satanás oferece
acaba em destruição e sofrimento. Ele é um mestre do engano e a Bíblia
o chama de “pai da mentira” (João 8:44).
Satanás promove o pecado e a rebelião contra Deus. Ele e seus demônios
procuram nos influenciar para nos afastar de Deus. Por causa do pecado,
satanás recebeu autoridade sobre o mundo, para fazer muitas coisas ruins.
Na Bíblia ele também é chamado de o “príncipe deste mundo” (João 12:31-32).
O destino de satanás
O destino de satanás já está selado. No fim dos tempos, ele será jogado no
lago de fogo, onde sofrerá condenação eterna (Mateus 25:41).
Satanás sabe disso, por isso tenta causar o máximo de estragos antes de
acontecer.
No fim dos tempos, satanás juntará um grande para lutar contra o povo
de Deus. No entanto, quando o exército estiver reunido, Jesus voltará e
destruirá todos os seus inimigos. Satanás, seus demônios e todos os seus
seguidores serão castigados por toda a eternidade no lago de fogo
(Apocalipse 20:9-10). Deus restabelecerá a justiça e o bem e não haverá
mais dor nem sofrimento!
Como resistir a satanás?
Quem ama Jesus pode resistir a satanás e seus demônios entregando sua
vida completamente a Deus. Satanás é poderoso mas não é tão poderoso
quanto Deus. Na cruz, Jesus venceu satanás completamente, destruindo
seu poder.
Quando nos submetemos a Deus, obedecendo aos seus mandamentos e
rejeitando o pecado, ficamos protegidos da ação das forças de satanás em
nossa vida (Tiago 4:7). Satanás apenas tem poder quando lhe damos
autoridade sobre nossa vida. Se entregamos toda a autoridade a Deus,
estamos seguros.
Mesmo assim, satanás vai tentar nos influenciar e destruir. Por isso,
precisamos nos manter vigilantes e ficar firmes em Jesus (1 Pedro 5:8-9).
Quanto mais nos aproximamos de Deus, menos podemos ser influenciados
pelo inimigo.
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Crendice ou fé real?
Jesus “viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava
contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar;
e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar,
pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto
e ficam aterrorizados.” (Mc 6:48-50).
Depois de terem andado com Jesus por um bom tempo e testemunhado
muitos milagres, seus discípulos ainda não conseguem reconhecê-lo em uma
circunstância que foge à compreensão humana. Um pouco antes eles tinham
visto Jesus transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente
para no mínimo quinze mil pessoas. Alguém calculou que isso equivaleria a
algumas toneladas e seria preciso uma carreta de dois ou três eixos para
transportar tanto alimento assim.
Ora, o que é andar sobre as águas para alguém que criou as águas, o vento
e as ondas? Mesmo assim eles gritam de terror pensando ser um fantasma.
Jesus coloca a fé deles à prova, pois “estava já a ponto de passar por
eles” (Mc 6:48). Todos os dias Jesus passa por nós e prova nossa fé.
Estaríamos dispostos a clamar por ajuda em nossas necessidades, ou será
que o veríamos como o fantasma de um morto?
Quando o cego Bartimeu, “ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar:
‘Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!’” (Mc 10:47). Bartimeu não
viu, só ouviu que Jesus passava, e o ouvir foi suficiente para crer que
Jesus podia curar sua visão. A fé vem pelo ouvir e a capacidade de ouvir
nos é dada pela Palavra de Deus, conforme ela própria atesta: “De sorte
que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17).
Jesus se identifica para os discípulos: “‘Coragem! Sou eu! Não tenham medo!’
Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram
atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações
estavam endurecidos.” (Mc 6:50-52). Um coração endurecido não irá crer,
mesmo diante de um milagre inexplicável. Uma fé baseada em sinais e milagres
é mera crendice ou superstição.
“Muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em
seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos.
Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem,
pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
O que voce pensa de Cristo?
Em Marcos 7 vemos Jesus, o Filho de Deus e Criador de todas as coisas,
entrar sem alarde numa casa dos arredores de Tiro e Sidom, querendo
permanecer incógnito. Mas ele é logo abordado por “certa mulher, cuja
filha estava com um espírito imundo, [ela] veio e lançou-se aos seus pés.
A mulher era grega, siro-fenícia de origem, e rogava a Jesus que
expulsasse de sua filha o demônio.” Jesus diz a ela: “Deixe que primeiro
os filhos comam até se fartar, pois não é correto tirar o pão dos filhos
e lançá-lo aos cachorrinhos” (Mc 7:25-27).
Alguém poderia interpretar sua resposta como se ele dissesse “Você sabe
com quem está falando?” ou “Ponha-se no seu lugar, mulher!”. Mas pensar
assim do Senhor é não conhecer o seu caráter. Sua resposta não é uma
negativa, mas um teste para ver se ela reconhece a missão daquele que
“veio para o que era seu” (Jo 1:11), isto é, para os judeus. A bondade
não pode atropelar a verdade, e nem o poder deixar de revelar a caridade.
Verdade e poder estavam prestes a ser trazidos à tona pela reação da
mulher, uma gentia que não podia contar com os privilégios oferecidos
aos judeus. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos,
debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.”. Jesus lhe diz:
“Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha.”.
Ela voltou à sua casa e encontrou a filha liberta do demônio que a afligia.
(Mc 7:28-30).
Nunca se esqueça da frase: “Por causa desta resposta, você pode ir;
o demônio já saiu da sua filha.”. O que significa? Que a mulher não
queria furar fila e nem atropelar os planos do Senhor. Ela estava disposta
a se considerar um mero cãozinho e ficar com migalhas do poder de Jesus.
Que contraste esse com aqueles que acham que o Senhor seja obrigado
a atender a todos os seus caprichos de prosperidade, saúde e poder!
Na parábola das minas, em Lucas 19, foi a opinião que o servo tinha de
seu senhor que o condenou. Ele havia recebido uma mina para negociar,
obter juros e ser recompensado. Porém, a guardou e se justificou, dizendo:
“Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o
que não semeaste.”. O mau conceito que o servo tinha de seu senhor, e não
de si mesmo como a mulher siro-fenícia, foi o que o condenou.
“Eu o julgarei pelas suas próprias palavras, servo mau.” (Lc 19:21-22).
E você, de que modo se aproxima do Filho de Deus? “O que vocês pensam
a respeito do Cristo?” pergunta Jesus aos discípulos em Mateus 22:42.
Texto Original - Mario Persona - https://www.3minutos.net/