segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

 Quando eu for velho

Senhor, Tu sabes, melhor do que eu, que os anos estão se passando, e logo serei um velho. Quando isto acontecer, guarda-me de tornar-me um tagarela, e guarda-me principalmente do terrível hábito de pensar que devo sempre dar a minha opinião a respeito de todo assunto e em qualquer ocasião.

Livra-me do extremo desejo de pôr em ordem os negócios alheios. Conserva minha mente livre de ficar recitando detalhes sem fim e, em qualquer conversa, dá-me asas para voar direto ao ponto que interessa.

Rogo por graça suficiente para ouvir as histórias das dores de meu próximo. Ajuda-me a suportá-las com paciência. Mas não permita que saia de meus lábios nenhuma palavra acerca de meus próprios sofrimentos e de minhas dores. Estas estão aumentando e meu prazer em ficar falando delas aos outros aumenta à medida em que os anos passam.

Não ouso rogar por uma memória eficaz, mas peço que cresça em mim a humildade e diminua minha oposição às gloriosas lições que tenho a aprender nas ocasiões em que eu possa estar errado.

Conserva-me sensível e amável. Não quero me tornar um velho mal-humorado, o que é uma das obras-primas do diabo. Dá-me seriedade, mas não permita que eu me torne rabugento; torna-me prestativo, mas não permita que eu fique "mandão". Com a "vasta bagagem de sabedoria" que acumulei, pode até me parecer um desperdício não usá-la a todo momento, mas Tu sabes, Senhor, que eu gostaria de terminar minha vida tendo, pelo menos, alguns amigos...

Dá-me a habilidade para enxergar coisas boas onde for menos provável, e talentos naqueles de quem menos espero. E dá-me, Senhor, a graça de dizer isto a eles. Amém.

Autor Desconhecido - The Christian Newsletter

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

 Depois da morte - F. G. Patterson

O que dizem as Escrituras quanto ao estado da alma do crente após a morte, e antes da vinda do Senhor? Porventura aqueles que "dormem" em Jesus podem vê-Lo agora, ou não poderão fazê-lo até que o corpo e a alma sejam reunidos?

"Morrer é ganho" disse o apóstolo em Filipenses 1:21. Portanto o crente leva vantagem com a morte do corpo. Se o estado de separação do corpo e da alma fosse meramente um sono da alma, como poderia o apóstolo ter usado tal expressão? Certamente ele teria então preferido mais permanecer e trabalhar para o seu Senhor no corpo, do que cair no sono enquanto aguardasse por Sua volta.

No mesmo capítulo encontramos que "estar com Cristo" é a condição de alguém cujo corpo dorme no pó. "É ainda muito melhor." A expressão "em Jesus dormem" não dá o sentido correto de 1 Tessalonicenses 4:14 que é "dormem por meio de Jesus".

A própria morte nos pertence, pois Jesus a anulou para nós. Nós já morremos na Sua Pessoa. Quando, por conseguinte, o corpo morre, nos é dito apenas que ele foi posto a dormir por meio de Jesus. Deixamos o nosso tabernáculo terrestre e o resultado é habitar com o Senhor pois "temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5:8). Certamente tal pensamento jamais seria compatível com um mero dormir. "Habitar com o Senhor" é, com certeza, ganho. O crente, estando já morto e ressuscitado (juntamente com Cristo - Ef 2:6), tem agora a morte como sua amiga.

Quanto a vermos o Senhor enquanto estivermos fora do corpo, lemos no registro do rico e Lázaro (Lucas 16) que aquele "viu ao longe Abraão", e essa linguagem foi usada pelo Senhor ao falar do estado da alma separada do corpo. Paulo diz, "Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso?" (1 Co 9:1). Por que iria então sua passagem para fora do corpo impedi-lo de ver ao Senhor? O Senhor teve que abrir os olhos de Seus discípulos para que O reconhecessem após haver ressuscitado. Ainda que nosso corpo pudesse impedir que enxergássemos um Jesus ressuscitado, acaso seria preciso um corpo transformado para que pudéssemos vê-lo agora? Todavia o Senhor não achou apropriado dar todas as respostas. Sendo assim, busquemos ter, diante de nossas almas, a Ele e Sua vinda como nossa esperança e gozo.

F. G. Patterson - Christian Treasury Dez/1990

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/



segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

 

CONFISSÃO


CONFISSÃO – A Escritura indica que há dois tipos de confissão entre os homens. Uma delas é a confissão de “Jesus como Senhor” e está relacionada com a salvação inicial da alma (Rm 10:9-10) e a outra é a confissão de pecados, que está relacionada com a restauração de um crente que falhou (1 Jo 1:9).
Muitos Cristãos evangélicos pensam que, para que alguém seja verdadeiramente salvo, deve fazer uma confissão pública de sua fé em Cristo. Romanos 10:9 é usado para apoiar essa ideia. Diz: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus [a Jesus como Senhor – TB], e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo”. Como resultado, os pregadores evangélicos muitas vezes impelem confissões públicas em suas reuniões e comícios evangélicos. Eles fazem um “chamado ao altar” ao seu público, pedindo àqueles que querem ser salvos para irem à frente fazer uma declaração pública de sua fé. No entanto, se fizermos da confissão da fé em Cristo perante os homens uma condição de sua salvação eterna, então a bênção do evangelho não seria unicamente no princípio da fé, mas teria como base a fé e as obras! E isso é contrário aos fundamentos do evangelho (Rm 3:26-31, 4:4-5; Ef 2:8-9). Além disso, significaria que uma pessoa não poderia ser salva se estivesse sozinha em algum lugar deserto – porque não teria ninguém para quem confessar! De acordo com essa ideia, poderia haver “arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus” (At 20:21 – TB), mas não seria suficiente! Há uma condição adicional – deveria haver confissão de fé a alguém. Mas e se ela morresse antes de ter uma chance de dizer a alguém de sua fé em Cristo? De acordo com esse ensinamento, estaria perdida! Não é necessário dizer que essa ideia equivocada não está de acordo com a Escritura.
“Confessar” em Romanos 10:9 significa “concordar” (Concordância de Strong) ou “expressar acordo” (“homologeo” em grego). A questão é: expressar concordância com quem? A. Roach disse que, à luz de Filipenses 2:11, “toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” e de Romanos 14:11 “toda a língua confessará a Deus”, é claro que essa confissão deve ser feita a Deus, não aos homens. O crente reconhece diante de Deus que “Jesus Cristo é o Senhor”. H. A. Ironside disse: “A confissão aqui não é, naturalmente, a mesma quando nosso Senhor diz: ‘Portanto, qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos céus’. Essa é antes a confissão da alma ao próprio Deus que ele recebe Jesus como Senhor” (Lectures on Romans, págs. 130-131).
Paulo menciona a “boca” antes de o “coração” (que é a ordem encontrada em Deuteronômio 30:14), mas em Romanos 10:10, ele inverte essa ordem, dando a verdadeira ordem que ocorre quando uma pessoa é salva. Assim, a recepção interna da Palavra por fé resulta em uma expressão externa da fé de alguém na confissão de que “Jesus Cristo é o Senhor”.
Em condições normais, um crente verdadeiro fará uma confissão de sua fé em Cristo diante daqueles de seu convívio. Isso deve acontecer de forma bastante natural, pois as boas novas da salvação são muito boas para que sejam guardadas apenas para nós mesmos. Confissão de nossa fé diante dos homens é bom, e se um crente não confessar Cristo diante dos homens, lhe serão negadas uma recompensa e uma menção honrosa perante o Pai no dia vindouro (Mt 10:32-33) – mas essa não é uma condição pela qual ele é salvo eternamente. Um novo crente pode hesitar em confessar Cristo no início, mas seu bem-estar eterno não depende disso. Paulo ensinou que a bênção da salvação é unicamente sob “o princípio da fé” (Rm 1:17, 3:30, 4:16, 5:1 – todos da JND). Ele estaria contradizendo-se em Romanos 10:9, se estabelecesse a condição de confissão diante dos homens como base da salvação de uma pessoa.
O segundo tipo de confissão tem a ver com pecados, mas é em conexão com um crente sendo restaurado à comunhão com Deus. 1 João 1:9 diz: “Se (nós) confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. O “nós” neste versículo se refere aos filhos na família de Deus – os Cristãos. Um crente que falhou, tendo permitido o pecado em sua vida, precisa voltar ao seu caminho em arrependimento até o ponto de partida de seu desvio do Senhor e confessar esses pecados a Deus Pai. Ao fazer isso, ele julga a si mesmo e chega ao fundo da causa de seu desvio. Alguém perguntou a J. N. Darby sobre uma situação em que alguém se afastou, mas não pode pensar em nenhum pecado em particular que tenha sido a causa desse afastamento de Deus. Ele disse que nesse caso, a pessoa poderia confessar seu mau estado.

Muitos têm a ideia de que pecadores arrependidos que vêm a Cristo para a salvação devem confessar seus pecados. Mas a Escritura não diz isso. Se fosse necessário fazer isso para ser salvo, então ninguém seria salvo! Qual pecador pode lembrar-se de todos os seus pecados? Especialmente quando consideramos que “a lâmpada (dos pensamentos) dos perversos é pecado” (Pv 21:4 – TB) e “O pensamento do tolo é pecado” (Pv 24:9). Nesse caso, nossos pecados devem ser milhares – talvez milhões! Seria uma tarefa impossível para um pecador confessar tudo isso. Felizmente, Deus não coloca isso como condição da salvação de nossa alma. O pecador que busca a salvação deve reconhecer (ou confessar) que é um pecador, e ao crer, deve confessar Jesus como Senhor. Mas Deus não exige que ele tenha de confessar cada pecado que cometeu em sua vida para ser salvo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 

Sepultar ou cremar os mortos? - C. Buchanan

O costume entre os Israelitas era de sepultar os mortos, havendo até mesmo instruções na lei quanto ao sepultamento de um criminoso (Dt 21:23). A importância do sepultamento é acentuada em Eclesiastes 6:3"Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele".

No Novo Testamento vemos que quando Herodes decapitou a João, os discípulos deste "levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus" (Mt 14:12). Profeticamente, foi escrito acerca do Senhor Jesus que esteve "com o rico na sua morte" (Is 53:9). Vemos isto ternamente cumprido por José de Arimatéia e Nicodemos. "Tomaram pois o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus" (Jo 19:40-42).

Tendo iniciado o período cristão no livro de Atos, notamos que as primeiras três pessoas que morreram foram sepultadas. As duas primeiras foram Ananias e Safira (At 5:6,10). Então, em Atos 8:2, vemos que "uns varões piedosos foram enterrar Estêvão". Vemos, portanto, que a prática cristã é sepultar, e não cremar, os mortos.

Em agudo contraste a isso, o versículo em Amós 2:1 chama nossa atenção: "Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal". Essa extrema expressão de ódio de um contra o outro atraiu o castigo de Deus. Vemos também que o próprio Deus, no julgamento final da besta, a entrega para ser queimada (Daniel 7:11; Apocalipse 19:20).

Todo crente pertence a Deus, pois a Palavra diz: "Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1 Co 6:19-20).

A esperança do crente é a vinda do Senhor para nós enquanto ainda estamos vivos. Todos os crentes que morreram serão ressuscitados e nós seremos transformados, conforme nos é dito em Filipenses 3:20-21"Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas".

Aprendemos, então, que este corpo que Deus nos deu para viver é precioso para Deus - pertence a Ele - e deveremos tratá-lo cuidadosamente e respeitosamente, tanto enquanto vivermos, como também na morte.

Os ímpios tentam, com freqüência, fugir de Deus e do juízo vindouro ao recomendar que seus corpos sejam queimados e as cinzas sejam espalhadas pelo oceano. Tudo em vão. Nosso Salvador, como Filho do Homem, é apresentado no primeiro capítulo de Apocalipse como Juiz. Nos versículos 17 e 18 Ele diz: "Eu sou... o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte (o lugar onde está o corpo) e do inferno (hades, o lugar dos espíritos que partiram)". Ele usará essas chaves primeiro na ressurreição do justo e então, mais tarde, na ressurreição do injustos (At 24:15).

Não estamos sob a lei, mas sob a graça. Deus nos tem revelado o Seu pensamento tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A maneira apropriada de se tratar o corpo é o sepultamento, e não a cremação.

C. Buchanan - Christian Treasury - Dez/1990



sábado, 5 de dezembro de 2020

 

A cruz e a gloria - E. H. Chater

No Novo Testamento Deus nos revelou duas verdades maravilhosas - a cruz e a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Que assunto solene e bendito para ocupar nosso coração - a morte do Filho de Deus sobre a cruz do Calvário neste mundo, e Sua glorificação à mão direita da Majestade nas alturas. Quão pouco nossas almas penetram nestas coisas tão preciosas, embora a glória de Deus e o destino eterno de toda a raça de Adão dependam delas. Sem a morte de Cristo não teria havido salvação; sem a ressurreição, a Sua morte teria sido em vão.

A morte de Cristo foi o ato voluntário de um Homem santo, perfeito e sem pecado. A morte não tinha poder sobre Ele pois a morte é o salário do pecado, e nEle não há pecado (1 Jo 3:5). E a morte é o poder de Satanás (Hb 2:14 Versão Almeida Atualizada), mas Satanás não tinha poder algum sobre Ele. "Se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim" (Jo 14:30). Jesus entregou Sua vida para a glória do Pai, para a salvação do que era Seu, e para a redenção da criação. O fundamento de tudo isso foi perfeitamente embasado em Sua morte. Deus foi infinitamente glorificado, e o juízo pelo pecado foi carregado pelo Santo de Deus. Ele clamou, "Está consumado!", e entregou o espírito.

Se, no entanto, tudo terminasse ali, a cruz demonstraria tão somente que o homem manifestou sua própria vontade contra o Cristo de Deus, e Satanás teria tido a vitória. Mas onde está o Senhor agora? Ele foi colocado na sepultura, porém Deus O ressuscitou de entre os mortos, e Lhe deu glória. A maior vitória do inimigo provou ser a sua maior derrota. A cruz está vazia, a sepultura está vazia, e Cristo está ressuscitado! A ressurreição de Cristo é o triunfo completo e eterno sobre todo o poder do inimigo. Toda a questão de pecado, pecados, Satanás, morte, julgamento e inferno, encontrou resposta na cruz. A ressurreição é o testemunho de Deus para todo o universo do fato que os Seus santos requisitos foram todos perfeitamente satisfeitos, de uma vez para sempre, e que Ele Se encontra infinitamente glorificado na obra de Seu Filho. Ele exaltou, à Sua destra, o bendito Homem que fez tal obra. Aquele que foi crucificado é agora Aquele que está glorificado. A cruz foi trocada pelo trono. Jesus foi feito ambos: Senhor e Cristo. Bem cedo, toda criatura inteligente celebrará o Seu louvor e O reconhecerá por digno como Homem em Seu lugar exaltado.

Nunca devemos separar a glória da cruz. Se me ocupar somente com Cristo na cruz, e com minha morte com Ele ali, ficarei muito aquém de desfrutar a bênção e o privilégio que me pertencem como cristão. Se me encontrar ocupado com Cristo na glória, e com minha associação com Ele ali, e esquecer-me da cruz, irei me tornar altivo, e tanto meu andar como minha maneira de ser ficarão fora da realidade. O conhecimento do evangelho da glória de Cristo envolve a responsabilidade correspondente. Se Cristo, o Amado na glória, for a medida de minha aceitação diante de Deus, Cristo, e Cristo somente, será o padrão e o modelo para meu andar e para meu proceder. Que Deus possa, em Sua rica graça, nos capacitar a penetrarmos mais e mais na maravilhosa posição que temos diante de Deus, e a andarmos, em nossa vida e circunstâncias diárias, de modo digno de nosso elevado chamamento, até que contemplemos nosso Salvador face a face.
E.H.Chater - Christian Truth Dez/84

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

 

ESPERANÇA


ESPERANÇA – Na Escritura, esperança não é usada da mesma maneira que no idioma comum – a linguagem de hoje. Usamos a palavra em nossos dias para nos referir a algo que gostaríamos de ver acontecer, mas não temos garantia de que isso aconteça. Na Bíblia, a esperança é uma certeza adiada; ela tem expectativa conectada com segurança.
Em Romanos 5:2, Paulo fala da “esperança da glória de Deus”, que tem a ver com a futura glorificação do crente na vinda do Senhor (o Arrebatamento). É algo que o crente espera com certeza. Isso definitivamente acontecerá – apenas não sabemos quando. Esse fim glorioso de estar com Cristo e de ser como Cristo é a esperança do Cristão. Quando primeiro cremos no evangelho e recebemos o Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador, fomos colocados na esperança de nossa final glorificação. Paulo se refere a isso em Romanos 8:24, afirmando que “em esperança somos salvos”. Isso significa que quando inicialmente cremos em Cristo como nosso Salvador, foi com a ideia de obter este último aspecto da redenção. Assim, quando fomos “salvos”, foi “em esperança” da realidade completa e final que está se aproximando.
          Conhecendo o glorioso futuro que nos espera, somos sustentados no caminho, porque o que esperamos é firme e seguro. Em esperança fomos salvos, e em seu poder vivemos. Isso nos dá “paciência” para esperá-lo (Rm 8:25). Foi dito que  e esperança são bons companheiros de viagem para o Cristão em seu caminho pelo deserto neste mundo, e isso é verdade. Mas na vinda do Senhor (Arrebatamento), nos separaremos desses companheiros e entraremos no céu com o Senhor, onde o amor permanecerá exclusivo. Não precisaremos de fé e esperança lá.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

 O batismo deve ser por imersão?

O batismo pode ser por imersão mas a Bíblia não dá nenhuma regra sobre a forma correta de batizar. O importante é o batismo e o que significa, não tanto a forma como se batiza. A evidência indica que a imersão era a forma mais comum de batizar mas que outras formas eram praticadas.

Jesus foi batizado por imersão?

Sim, Jesus provavelmente foi batizado por imersão. A Bíblia conta que ele foi batizado dentro do rio Jordão. Jesus entrou na água para ser batizado (Marcos 1:9-10). Isso não seria necessário se seu batismo fosse só por aspersão.

O batismo por imersão por João também estaria de acordo com a tradição religiosa judaica. Os judeus faziam imersão em água para purificação ritual, de preferência com água corrente.

Outros batismos na Bíblia

A Bíblia nunca diz a forma exata como alguém foi batizado. O eunuco provavelmente foi batizado por imersão por Filipe, porque pararam em um lugar com água (Atos dos Apóstolos 8:36-39). Todos os outros casos tanto podem ter sido por imersão como por aspersão. Não há forma de ter certeza.

A aspersão era outra forma de purificação ritual, normalmente usada na consagração dos sacerdotes do templo. Aspergir era uma forma mais cerimonial de mostrar purificação. O batismo por aspersão provavelmente era mais usado em lugares onde não havia muita água ou em pessoas que não podiam ser submersas por alguma razão.

Em Romanos 6:3-4 Paulo compara o batismo com a morte e a ressurreição. Aqui ele provavelmente está se referindo ao batismo por imersão, que é mais parecido com descer para a morte e subir para a ressurreição. Mas nada indica que o batismo por aspersão deve ser excluído ou é errado.

Provavelmente a imersão era o método preferido para batizar mas a aspersão também era aceitável. A Bíblia não revela uma forma exata para realizar o batismo, portanto não vale a pena fazer polêmica sobre o assunto.

Texto Original: https://www.respostas.com.br/


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

 

Um magnifico palacio

A Bíblia é como um palácio magnífico construído de pedras preciosas, contendo sessenta e seis câmaras. Cada uma delas é diferente das outras, e é perfeita em sua beleza individual. Juntas, elas formam um edifício de incomparável majestade; glorioso e sublime.

No livro de Gênesis temos o grande vestíbulo, onde somos imediatamente apresentados aos registros da poderosa obra de Deus na Criação. Este átrio dá acesso à câmara da Lei, passando pela qual chegamos à galeria dos quadros dos livros históricos. Encontramos ali, penduradas nas paredes, cenas de batalhas, ilustrações de feitos heróicos e retratos dos homens valentes de Deus.

Após esta galeria, está a câmara do filósofo, o livro de Jó. Adiante, vemos a sala de música, o livro dos Salmos. Aqui nos demoramos, encantados pelas mais grandiosas harmonias jamais ouvidas por ouvidos humanos. Daí passamos ao escritório de negócios, o livro de Provérbios, no centro do qual está o lema: "A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos".

Saindo deste salão, passamos pelo centro de pesquisas, Eclesiastes. Junto a ele está o conservatório, Cantares de Salomão, onde o fragrante aroma das mais seletas flores e frutos, e o doce cantar dos pássaros nos dão as boas vindas. Então, chegamos ao observatório, onde os profetas, com seus poderosos telescópios, aguardam o aparecimento da "Resplandecente Estrela da Manhã", antes da aurora do "Sol da Justiça".

Atravessando o pátio, entramos na sala de audiência do Rei, os Evangelhos, e vemos lá quatro retratos, em tamanho natural, do Rei em Pessoa. Eles revelam as perfeições de Sua infinita beleza. Logo após, entramos no atelier de trabalho do Espírito Santo, o livro dos Atos dos Apóstolos. De contínuo, a sala de correspondência das Epístolas, onde vemos Paulo, Pedro, Tiago, João e Judas ocupados em suas respectivas mesas, sob a direção pessoal do Espírito de Verdade.

Finalmente, entramos na corte do trono, o livro do Apocalipse. Somos tomados de admiração pelo volume de adoração e louvor, dirigidos ao Rei entronizado, que enche a vasta câmara. Nas galerias adjacentes e na sala do julgamento estão retratadas solenes cenas de juízo e maravilhosas cenas da glória associada com a vinda e manifestação do Filho de Deus como o Rei dos reis e Senhor dos senhores. - (Autor desconhecido)

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

 Qual é o significado de "no princípio era o Verbo"?


O evangelho de João abre com a declaração que “no princípio era o Verbo”. O significado disso está explicado a seguir e mostra que Jesus é Deus. Em outras traduções, a palavra “verbo” é traduzida como “palavra”.

Jesus é o Verbo, ou a Palavra. Tudo que João 1 fala sobre o Verbo se refere a Jesus. Essa passagem nos mostra a relação de Jesus com Deus Pai e com cada um de nós. Para entender melhor o significado disso, é preciso ver o contexto:

No princípio era o Verbo

Antes de qualquer outra coisa existir, Deus já existia. Ele é eterno, sem começo nem fim. Foi Ele que criou tudo que existe no princípio, através de Sua Palavra (Gênesis 1:3). Deus falou e tudo se formou! A Palavra de Deus é Seu poder ativo sobre o mundo.

João 1:3 diz que, sem a Palavra de Deus, nada pode existir. Do nada, nada surge. Tudo foi formado pela Palavra poderosa de Deus.

O Verbo estava com Deus e era Deus

A segunda parte de João 1:1 apresenta o Verbo, ou a Palavra, como algo intimamente ligado a Deus. A Palavra de Deus é Deus. Não podemos separar Deus de Seu poder ativo. Sua Palavra, suas ações têm vida e são parte dele!

O Verbo se fez carne

A Palavra de Deus se tornou um homem! Deus falou e Sua Palavra, que é parte dele, se tornou uma pessoa de carne e osso (João 1:14). E essa pessoa era Jesus. Todo o poder de Deus está em Jesus, porque ele é a Palavra de Deus. Jesus é Deus agindo sobre o mundo, Se relacionando conosco.

Deus veio à terra para nos salvar. Ele não confiou o trabalho a nenhum anjo ou outra pessoa. Ele usou Seu poder criador para tomar a forma de um homem e viver entre nós, mostrando o caminho da salvação. É por isso que Jesus é a representação exata de Deus, porque ele é Deus em forma humana (Hebreus 1:3). E, como homem, Deus se identificou conosco e mostrou Seu grande amor por nós.

Texto Original: https://www.respostas.com.br/


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

 Deu tudo

Charles T. Studd, famoso no século passado como um dos maiores jogadores de cricket da Inglaterra, aceitou a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal quando estudava no Trinity College em Cambridge, Inglaterra.

Após sua conversão, ele leu um artigo escrito por um ateu, e aquele artigo serviu para aguçar ainda mais a realidade de sua fé. O escritor declarava simplesmente que se cresse naquilo que os cristãos professavam crer, ele daria tudo para colocar em prática a sua fé. "Eu me desfaria de todos os prazeres terrenos, considerando-os como escória...", escreveu o escritor ateu.

"Eu consideraria que iria valer a pena uma vida de sacrifícios para ganhar uma alma para o céu... eu sairia por todo o mundo pregando, quer fosse oportuno ou não, e minha mensagem seria: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?"

O raciocínio daquele escritor ateu marcou Charles Studd de uma maneira tão convincente, que ele decidiu viver uma vida em conformidade com aquilo que professava crer. A fama e as riquezas que lhe pertenciam foram trocadas por uma vida cheia de frutos como missionário na China e na África. O que aconteceria, meu amigo, se nós também nos determinássemos a viver uma vida compatível com aquilo que cremos?

The Christian Newsletter nº 125

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Como evangelizar se tenho dificuldade em me comunicar?

Não é você, sua capacidade de oratória ou sua experiência e cultura cristã que fazem alguma diferença na conversão de um pecador. O Segredo é "o evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). Uma pessoa com boa oratória pode tornar uma apresentação interessante, um contador de histórias evitar que a audiência durma, e alguém com boa dicção e voz potente fazer com que todos escutem com clareza. Mas o poder mesmo está na Palavra de Deus, então apenas um versículo da Bíblia que você venha a citar em sua conversa poderá fazer toda a diferença. O poder está ali.

Quando, no capítulo 8 do livro de Atos, Filipe evangelizou o eunuco numa estrada deserta ele não convidou o eunuco a ir a alguma igreja, mas simplesmente apresentou Cristo a ele. O eunuco lia um trecho das Escrituras do Antigo Testamento, mais especificamente o livro do profeta Isaías, e foi desse ponto de partida que Filipe começou sua mensagem evangelística. O eunuco creu, foi batizado pelo próprio Filipe, e não por alguma igreja ou religião, e seguiu seu caminho. O Espírito Santo certamente iria dar a ele a direção do que fazer a seguir.

Uma conversa informal com alguém pode ser a oportunidade para você falar de Cristo para aquela pessoa. Uma vez vi um irmão usar o método de Jesus em João 2 para falar do evangelho a um funcionário da companhia de água e esgoto que tinha vindo ligar a água em sua casa. Enquanto o homem instalava o relógio medidor, esse irmão puxou conversa: "Sabia que eu também trabalho com água?" Em seguida citou o versículo de Efésios 5:26 que compara a Palavra de Deus à água purificadora.

O assunto "água" era de interesse daquele funcionário, assim como era daquela mulher samaritana à beira do poço no capítulo 4 do Evangelho de João, do mesmo modo como o assunto que ocupava a mente do eunuco era o texto de Isaías 53, ou o pedestal dedicado "Ao Deus Desconhecido" que Paulo usou em Atos 17 para pregar aos atenienses pagãos. Quando você pega o gancho em alguma coisa de interesse do seu interlocutor já conquistou a atenção dele.

Evangelizar não é convidar alguém a ir a alguma igreja, mesmo porque igreja é uma reunião dos salvos, não dos perdidos. Evangelizar é convidar a pessoa a ir a Cristo. Se você tem dificuldade para falar, aprenda ao menos o que é a mensagem simples do evangelho, como aquela que poderia ser falada a uma criança.

Outra boa ideia é andar com alguns folhetos evangelísticos no bolso, e se tem vergonha de entregá-los diretamente às pessoas, procure "esquecê-los" dentro de revistas em salas de espera ou na bolsa da poltrona à frente, no ônibus ou avião.

Você pode ter uma ideia de uma mensagem breve que até uma criança pode entender, crer, aprender e passar adiante. Todos nascemos pecadores, que por sermos pecadores merecemos o juízo de Deus, mas que Deus nos amou de tal maneira que para não nos condenar entregou o seu Filho para morrer numa cruz para pagar por nossos pecados, e foi isso que Jesus fez na cruz, ressuscitando ao terceiro dia. Agora aqueles que creem nele, aqueles que recebem Jesus no coração, recebem também a salvação eterna.

Texto Original: Mario Persona - https://www.respondi.com.br/


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

 Viver para Cristo - C. H. Brown

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." Mt 11:28-29

Oh, querido jovem cristão! Não deixe que o diabo sussurre no seu ouvido que viver uma vida para Cristo neste mundo vai ser uma privação - que você vai desperdiçar alguns bons momentos. É uma mentira de Satanás!

Esteja certo de que a pessoa mais feliz aqui neste exato momento, é aquela que está dando a Cristo o lugar de honra em sua vida. "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas" (Sl 23:2). Há alimento; há refrigério. Ser cristão é algo feliz e glorioso - ser salvo e andar por este mundo como alguém que pertence àquEle Homem bendito e glorificado nos céus: o bom Pastor das ovelhas! C. H. Brown

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

 NO PRINCÍPIO

“No princípio criou Deus o céu e a terra.” (Gênesis 1:1)“Todas as coisas foram feitas por ele [o Senhor Jesus Cristo], e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:3)“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” (Gênesis 2:7)

Mas o homem…

ouviu à voz do tentador: “É assim que Deus disse?”(Gênesis 3:1);cobiçou do fruto da árvore que Deus ordenou que não comesse; ele comeu dela e a comunhão com Deus foi cortada;perdeu para sempre aquele lugar de inocência; perdeu seu relacionamento com Deus; perdeu sua vida e se tornou morto em pecados.

O homem pecou; ele desobedeceu a Deus

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5:12). “Como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores”(Romanos 5:19). “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6:7). “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).“A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada” (Romanos 5:20). “Nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja… 

Condenável diante de Deus.

Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:19,20) 

“Mas Deus…

… que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas” (Efésios 2:4,5);… prova o seu amor para conosco” (Romanos 5:8).“Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho” (Gálatas 4:4).“Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (João 3:17)

Amor Verdadeiro

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4:10).“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)“O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (1 João 1:7)

Arrependimento

“Deus anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam: porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo.” (Atos 17:30,31)“Somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Àquele [Cristo] que não conheceu pecado, [Deus] o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:20,21)“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12)

Fonte: BIBLE TRUTH PUBLISHERS

Texto Original: https://acervodigitalcristao.com.br/


sábado, 31 de outubro de 2020

 Jesus precisou aprender a obedecer? - F. G. Patterson

Em que sentido Cristo "aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu"? (Hb 5:8) Tratava-se de algo inteiramente novo, para o glorioso Filho de Deus, aprender obediência.

Aquele que ordenou todas as coisas desde a eternidade veio a este mundo de pecado e ocupou o lugar de obediência, e, numa senda de sofrimento em que nunca sucumbiu à tentação - "naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu", mas nunca cedeu - aprendeu neste mundo o que significava obedecer.

Nós aprendemos obediência pela sujeição da ímpia vontade de nosso coração a Deus. Ele a aprendeu como alguém para Quem se tratava de algo totalmente novo, e que tinha uma vontade perfeita, mas a deixou de lado - ("não para fazer a Minha vontade" Jo 6:38) - e que Se sujeitou a tudo, que obedeceu em tudo e que dependeu de Deus para tudo. Sua obediência terminou em morte, mas não fracassou na fidelidade ou obediência a Seu Pai.

Quão contrário ao primeiro Adão foi o Segundo em tudo isso! E o cristão é eleito "segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo" (1 Pd 1:2). Que possamos ter a graça de sermos conformados a Ele e O obedecermos! - Scripture Notes and Queries - F. G. Patterson

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Prosperidade neste mundo - H. H. Snel

Cremos que um dos maiores obstáculos para as almas é serem tão cativadas pelo desejo de prosperar neste mundo. A consequência disso é que o Senhor não tem o Seu lugar de direito em seus corações, e, não importa quantas desculpas possam dar, a questão na verdade é: "Estou eu buscando lucro neste mundo ou o gozo da presença do Senhor? Será que o maior desejo de meu coração é ter comunhão com Ele?"

Talvez não exista um ponto de maior importância para nós colocarmos verdadeiramente na presença de Deus. Se as vantagens neste mundo, sem falar no acúmulo de riquezas, é o que consideramos sempre em primeiro lugar, não fiquemos surpresos se aqueles que buscam tais coisas estejam se afastando cada vez mais do Senhor.

Se, no entanto, estamos dispostos a sofrer perda e a deixar de lado tudo aquilo que impede desfrutarmos o gozo de Sua doce companhia, então podemos estar certos de que Ele não nos deixará faltar o que comer e o que vestir. Cremos que as Escrituras são hoje tão verdadeiras como sempre o foram: "Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6:33).

Fazemos bem em lembrar que para o crente é dito: "Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele" (Fp 1:29). (H. H. Snel)

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/

terça-feira, 27 de outubro de 2020

 O que é uma bênção?

Uma bênção é um favor de Deus, algo que nos faz bem. Deus gosta de nos abençoar e criou o mundo com o propósito de ser bom. Ele nos oferece bênçãos abundantes e variadas.

A maior bênção que Deus nos dá é a salvação. Nada é mais importante que o perdão dos pecados e a promessa da vida eterna! Não precisamos fazer nada de especial para conquistar essa bênção. Basta crer em Jesus como nosso salvador.

As bênçãos mais importantes são fruto da salvação: paz, alegria, esperança, amor… Essas são as bênçãos verdadeiras, que somente podem ser encontradas em Deus. Ele nos oferece Suas bênçãos espirituais em abundância!

Como alcançar as bênçãos de Deus?

Deus nos oferece a maior bênção de todas de graça! Basta crer. Quem tem uma vida dedicada a Deus recebe muitas bênçãos, que não dependem das circunstâncias em que vive.

Como receber as bênçãos de Deus?

O primeiro passo para receber as bênçãos de Deus é crer. A salvação é para todo aquele que crer em Jesus. E junto com a salvação vem a promessa de várias outras bênçãos, que podemos receber pela fé:

Vida nova, livre da escravidão e da condenação do pecado - Romanos 8:1-2

Adoção como filhos de Deus - Romanos 8:16-17

Esperança para o futuro, porque temos a promessa da vida eterna - 1 Pedro 1:3-5

Paz que vem de Jesus - João 14:27

A presença do Espírito Santo, que nos ensina, orienta e capacita - João 16:13

Capacidade para entender a verdade de Deus - 1 Coríntios 2:12

Também podemos pedir bênçãos a Deus (Mateus 7:11). Quando pedimos, Ele dá:

Sabedoria a quem pede com fé - Tiago 1:5-8

Mais do Espírito Santo - Lucas 11:13

Ajuda para espalhar o evangelho - Mateus 9:37-38

Essas bênçãos vêm no tempo certo, quando Deus sabe que vamos precisar delas.

Deus tem bênçãos especiais para cada um. Os problemas não vão todos desaparecer mas as bênçãos de Deus são maiores. Tudo que nós precisamos fazer para ter a vida plena e cheia de bênçãos que Ele nos oferece é crer, pedir e andar sempre em Seus caminhos.

A partir da formação da Igreja com a simultânea descida do Espírito Santo para habitar na terra, as bênçãos terrenas deixaram de ser prometidas como eram no Antigo Testamento, pois Deus estava tratando agora com um povo cuja cidadania é celestial, não terrena. "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo." (Fp 3:20). Para a Igreja as bênçãos já foram todas entregues, e cada um que crê em Cristo as recebe no momento em que crê, não uma ou duas, mas todas elas.

Porém não são bênçãos terrenas, e sim espirituais e não estão aqui, mas nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Se você creu em Cristo como seu Salvador, você é agora membro do corpo de Cristo e tem à sua disposição todas elas em Cristo. Veja o texto: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo." (Ef 1:3). Ninguém no Antigo Testamento jamais recebeu "todas as bênçãos espirituais"; no máximo algumas bênçãos materiais.

As bênçãos dadas ao cristão são infinitas e eternas, porque estão em Cristo Jesus.

Mas o que dizer de nossas necessidades materiais, saúde, proteção etc.? Não devemos pedir essas coisas a Deus? É claro que devemos pedir e ele nos dará conforme a nossa necessidade. E quando a recebermos devemos agradecer por sabermos que qualquer misericórdia ou benefício vem das mãos do Pai. "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (Tg 1:17). Mas a vida do cristão neste mundo não tem seu foco nas bênçãos materiais e terrenas, como era o caso de Israel, e sim nas bênçãos eternas e celestiais que já possui em Cristo.



sexta-feira, 23 de outubro de 2020

 

A igreja e a tribulacao - C. H. Mackintosh

Talvez não exista uma doutrina errônea que tenha sido mais prejudicial às almas dos filhos de Deus do que aquela professada pelos que supõem que a igreja de Deus passará pela "grande tribulação". Tal declaração subverte a revelação de Deus acerca da Igreja como corpo e noiva de Cristo, reduzindo o povo celestial ao nível de associações judaicas, e os priva de uma atitude de expectativa e anseio pela vinda de Cristo a qualquer momento.


Tais pessoas mergulham em um ponto de vista político da vinda do Senhor, ao olharem para os acontecimentos ao invés de olharem para a Sua Pessoa, ou ao se preocuparem mais com o aparecimento do anticristo do que com o de Cristo. Desta forma, as afeições, consciência e esperança da alma ficam seriamente danificadas por tal doutrina.

Nada pode estar mais claro nas palavras de despedida que o Senhor dirigiu aos Seus discípulos antes de subir para o Pai, do que o fato de que os deixou de posse da bendita expectativa de poderem vê-Lo muito em breve. Entre a vinda do Espírito Santo e a volta do Senhor dos céus, Ele não colocou uma série de eventos que tivessem que se cumprir. Por isso nos é dito que os primeiros cristãos esperavam pelo Filho de Deus vindo dos céus.

A parte das Escrituras que tem sido pervertida para dar base à essa doutrina é Mateus 24. Porém, um breve exame dela mostrará que a "vinda" à qual os discípulos se referem, em suas perguntas ao Senhor, não era a Sua vinda para nós, mas a Sua vinda para Jerusalém, quando viremos com Ele e quando todo olho O verá descendo sobre as nuvens dos céus com poder e grande glória (Mt 23:39; 24:3). Aqueles que são ali mencionados passarão pela tribulação. Eles são os "Seus eleitos", que é um termo aplicado por Isaías ao remanescente de judeus consagrados.

As referências feitas nos versículos que se seguem mostram com clareza que se referem ao tempo da "angústia de Jacó" (Israel), o qual ele terá que passar e do qual será livrado: "no sábado" (v.20)"na Judéia" e "fujam para os montes" (v.16); "carne se salvaria" (v.22)"a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel" (v.15); "grande aflição (tribulação), como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver" (v.21). Ela é precedida pela pregação do "evangelho do reino" (v.14), não pelo evangelho da graça, conforme é agora pregado. Trata-se da "hora da tentação" caindo sobre todo o mundo, da qual o Senhor promete nos salvar. "Como guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na Terra" (Ap 3:10).

É interessante observar que quando nosso Senhor fez referência à Sua rejeição pelos judeus - Judá e Benjamim, as duas tribos - Ele disse, "Eu vim em nome de Meu Pai, e não Me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis" (Jo 5:43). Esta, sabemos por outras passagens, é a forma como será introduzida a incomparável tribulação, e, em justa retribuição, as próprias tribos que rejeitaram o Messias irão passar por ela. As dez tribos só serão reunidas depois disso, quando o Senhor descer dos céus (Mt 24:31). (C. H. Mackintosh)
Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 O Castigo Eterno - H. Bouter Jr.

O que as Escrituras dizem concernente à natureza do castigo eterno? Os cristãos que levam a Bíblia à sério creem na natureza perpétua do castigo eterno. Por mais horrível que isso possa parecer, o castigo no inferno não tem fim. A Bíblia também expõe claramente as características do castigo eterno. Aqueles que defendem a doutrina do Universalismo minimizam o significado do castigo eterno, tanto no sentido de sua extensão quanto de seu teor. Afirmam, por exemplo, que "...as Escrituras não ensinam um castigo literal, porém descrevem o inferno simplesmente no sentido metafórico, já que usam palavras como fogo, verme e trevas, que são apenas imagens e não deveriam ser tomadas literalmente. Onde existe fogo" — afirmam os Universalistas —, "não poderiam existir trevas simultaneamente". Todavia as Escrituras falam de três coisas para nos apresentar a natureza do castigo eterno: fogo inextinguível, verme que não morre e trevas exteriores. Vamos considerar cada uma dessas características uma a uma.

Fogo eterno

Existem vários nomes usados para isso: “a fornalha de fogo” (Mt 13:42 , 50; cf. Ap 9: 2), “fogo eterno” (Mateus 18: 8), “inferno, .. o fogo que nunca se apaga” (Mc 9:43). O fogo eterno do inferno (Gehenna), o lago de fogo, está preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25:41; cf. Ap 20:10). O fato de que não serão apenas anjos, mas também pessoas que serão lançadas neste fogo que nunca se apaga — eternamente na companhia do príncipe dos anjos caídos — será porque, durante sua vida aqui na terra, elas não se afastaram o príncipe e deus desta era que cegou suas mentes (2 Co 4:4).

Esta primeira figura descreve como os ímpios serão torturados pelo fogo eterno do juízo. O fogo é um símbolo da ira de Deus, que é chamado de “fogo consumidor” e “fogo eterno” (Dt 4:24; Dt 9:3; Isaías 33:14; Hb 12:29). É questionável, no entanto, se deveríamos estar pensando aqui sobre o atributo pessoal de Deus, ao invés de sua expressão externa que atingirá os ímpios por toda a eternidade. De fato, seríamos capazes de imaginar o “lago de fogo”? Isso também é chamado de “o lago de fogo e enxofre”, o que talvez sugira que esse quadro é parcialmente derivado do julgamento de Sodoma e Gomorra, quando Deus fez chover enxofre e fogo dos céus (Gn 19:24 etc.) e também da palavra “fornalha” no versículo 28).

Embora seja correto dizer que a Escritura usa linguagem figurada para descrever a realidade do céu e do inferno, isso não altera de modo algum o fato de que estamos lidando com a existência literal de lugares e coisas reais. Essas imagens são emprestadas de nossa realidade terrena para nos dar uma compreensão de outra realidade sobrenatural. Por exemplo, o nome Gehenna (inferno) foi derivado do vale do filho de Hinom, (em hebraico “Ge-Hinnom”), perto de Jerusalém, onde crianças foram queimadas como sacrifícios para Moloque e onde, após as reformas de Josias, todos os tipos de imundícies foram coletadas e queimadas (2 Rs 23:10; 2 Cr 28: 3; 33: 6; Jr 32:35).

O lugar onde o verme não morre

O inferno também é o lugar onde o verme não morre. Uma comparação com Isaías 66:24 e Atos 12:23 mostra que isso indica o processo de decomposição de um cadáver na sepultura. Esse processo começou com o próprio Herodes mesmo enquanto ele ainda estava vivo, sendo um julgamento de Deus por causa de seu orgulho. Ele foi comido por vermes e morreu. Enquanto o processo de decomposição no túmulo normalmente termina, não é o caso da segunda morte. No inferno seu verme (singular!) não morre e o fogo não se apaga (Mc 9:48). Isso geralmente recebe um significado espiritual, estando conectado com o interminável remorso dos perdidos. O roer do verme, então, se refere ao fato de eles serem consumidos pelo remorso e/ou pelo medo, nas agonias sofridas ali. Como a expressão “seu verme” está no singular, seria fácil identificar o verme com a consciência individual. Embora esta seja uma explicação muito plausível, pode-se objetar que parece ignorar o “consumo” do corpo. Se considerarmos que após o fim do reinado de Cristo os perdidos serão ressuscitados e julgados e então lançados na segunda morte com espírito, alma e corpo (Ap 20: 5- 11 etc.), isso sugere que o mesmo corpo estará sujeito a uma destruição sem fim, a um “processo de decomposição” sem fim.

Os perdidos são referidos como “os mortos” e serão designados para o reino que é chamado de “a segunda morte”. Aqui tudo é marcado pela morte; a morte tem poder sobre os “mortos”. De acordo com Apocalipse 20 esta segunda e última morte é “o lago de fogo”. O reino da morte, onde o verme não morre é, portanto, também um lugar de tormento no sentido físico. Essa ideia é confirmada pelas palavras do próprio Senhor: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.” (Mt 10:28).

Trevas exteriores

A terceira figura dada é aquela das trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes (Mt 8:12; 22:13; 25:30; 2 Pe 2:17; Jd 13). Esta figura também foi tirada da realidade terrena. Dentro do salão de banquetes há alegria e luz, mas lá fora é noite e aqueles que estão fora não compartilham da alegria dos que estão dentro. Esta figura mostra o nítido contraste com a atmosfera de alegria e luz na casa do Senhor, em Seu reino. Pois esta é a sala de banquete onde a festa de casamento é realizada e onde a comunhão com Deus é desfrutada. Deus é luz, e não há nele treva nenhuma (1 Jo 1: 5). Os incrédulos foram removidos deste reino de luz e amor. Assim como as virgens loucas, elas estão na escuridão, diante de uma porta fechada (Mt 25:10 etc.), e assim como Judas, elas saem pela noite (Jo 13:30). Estão separados de Deus para sempre e vivem nas trevas, longe de Sua face gentil. Neste lugar de escuridão exterior, não há sequer um raio de luz a ser visto e não há mais esperança nem expectativa. Há apenas uma escuridão impenetrável. É um lugar de choro, de sofrimento eterno. Há também ranger de dentes. Isso pode se referir não apenas ao remorso, mas também à raiva; uma eterna rebelião contra Deus. Choro e ranger de dentes são certamente características tanto da escuridão exterior quanto da fornalha de fogo (Mt 13:42, 50). Isso indica claramente que as duas figuras, a do fogo e a da escuridão, são aproximadamente a mesma realidade aterradora.

Embora chocante, é benéfico refletir sobre essas coisas, pois isso nos ajuda a perceber até certo ponto o quanto o Senhor deve ser temido (2 Co 5:11), e essa consciência nos leva a persuadir os outros. Como já foi mencionado, esta terceira imagem do castigo eterno levanta a questão de como as trevas exteriores podem ser combinadas com o fogo inextinguível da primeira imagem. O fogo se espalha e onde o fogo queima não pode ser escuro. No entanto, não devemos tirar conclusões da realidade física ao nosso redor e aplicá-las a realidades sobrenaturais que estão além de nossa compreensão. Por outro lado, devemos certamente levar a sério os conceitos indicados por essas imagens, por exemplo, não limitando as trevas a algo como “escuridão moral”. As Escrituras usam claramente essas imagens aparentemente contraditórias para nos dar uma impressão, a partir de diferentes pontos de vista, da seriedade do castigo eterno.

H. Bouter Jr. - extraído de “Truth & Testimony” Vol. 2, No. 2, 1993

via stempublishing.com/magazines/TT/93_02.html

Tradução Marcio Freitas

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/


terça-feira, 20 de outubro de 2020

 Haverá morte no céu?

Esta é a grande dificuldade da maioria dos cristãos por não entenderem as dispensações e as diferentes promessas feitas a Israel e à Igreja. Israel é o povo terreno de Deus que, embora esteja no momento deixado de lado por sua desobediência, voltará a ser tratado por Deus depois do arrebatamento da Igreja. Vamos ver o versículo dentro do contexto:

Isa 65:19-25 "E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado. E edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles. E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR". 

Observe que esta cena se passa na terra, e não no céu. No céu ninguém precisará plantar ou comer, e não haverá animais. Também não será preciso edificar casas e nem haverá quem morra aos cem anos ou pecador. Esta é uma descrição do reino de Cristo na terra, quando ele voltar para salvar o seu povo Israel e cumprir todas as promessas que fez para aquele povo no Antigo Testamento. 

Esta é a vinda que ocorre após ele ter vindo até metade do caminho -- nos ares -- para se encontrar com os que serão ressuscitados ou transformados para habitarem no céu. À vinda em que o Senhor vem para buscar sua Igreja nos ares damos o nome de arrebatamento e é dela que fala 1 Ts 4:13-18. A vinda de Jesus para o mundo e para Israel é a descrita em 2 Ts 2:8. Entre o arrebatamento da Igreja e a vinda de Cristo para reinar ocorre o que está descrito em 2 Ts 2:2-12, Mt 24:7-51, Mt 25:31:46 e outras passagens.

No Antigo Testamento não havia sido feita ainda a revelação da Igreja, portanto você não ouvirá falar ali dos santos aos quais foi prometido o céu. Todas as promessas são para a terra, uma terra transformada, mas ainda assim na terra. Os evangelhos também ainda são para os judeus, portanto ali também fala do reino de mil anos na terra, no qual entrarão não pessoas ressuscitadas, mas no próprio corpo natural. Obviamente, por a terra ser transformada, essas pessoas terão saúde perfeita, não serão mais tentadas exteriormente (Satanás está preso durante mil anos) e se obedecerem os mandamentos viverão. Esta era a promessa que acompanhava a lei dada a Moisés:

Lev_18:5  Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o SENHOR.

Esse "viverá" é no sentido de não morrer, e não de uma promessa de vida eterna no céu. Do mesmo modo, quando você lê em Mateus 24 que "aquele que perseverar até ao fim será salvo" (vers. 13) e que "se aqueles dias [da grande tribulação] não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria" (vers. 22), está falando de salvação do corpo, da vida natural, de pessoas vivas que entrarão vivas no reino milenial de Cristo na terra, e não da salvação eterna que hoje é prometida no céu a todo aquele que crê em Jesus. 

Os descritos em Mateus 24 e 25 serão judeus (veja que Mateus 24 fala da judeia), os "pequeninos irmãos" do Senhor, que se converterão durante a tribulação, e entrarão no reino juntamente com as "ovelhas", os gentios de Mateus 25 que acolheram e protegeram o remanescente de judeus perseguidos durante a grande tribulação. Os "bodes", que perseguirão o remanescente judeu fiel, serão mortos e condenados antes da inauguração do reino de mil anos.

Sendo assim, as promessas de vida que você encontra no Antigo Testamento não são de vida eterna e foram feitas a esses israelitas, e não à Igreja que não havia sido revelada ainda (era um segredo que só seria revelado a Paulo e aos outros apóstolos depois da formação da Igreja em Pentecostes - Atos 2). 

O reino de Cristo na terra será um reino como se ele o tivesse estabelecido se ele tivesse sido recebido pelos judeus quando esteve aqui. Haverá cidades, plantações, governos, estradas, meios de transporte e tudo o que você encontra na civilização atual, exceto que Satanás não poderá interferir em nada. Mesmo assim, as pessoas estarão vivendo em seus corpos naturais e perecíveis, apesar de gozarem de uma saúde perfeita e terem acesso a curas que não temos hoje. Porém, aqueles que mesmo assim pecarem serão mortos.

No livro "Acontecimentos Proféticos", de Bruce Anstey, o juízo e pena de morte decorrente do pecado nesse tempo é descrito assim:

"Se o mal se manifestar durante o reino de Cristo (o Milênio), ele será julgado abertamente assim que surgir. Aqueles que pecarem irão pecar sem um tentador, pois Satanás estará em cadeias nessa ocasião. Um pergaminho voador de juízo (linguagem simbólica) sairá do Senhor para percorrer toda a terra e cair sobre qualquer um que praticar o mal. Essa erradicação dos pecadores da terra ocorrerá todas as manhãs ao longo dos mil anos de reinado de Cristo". Os versículos citados para demonstrar isso são estes:

Zac 5:1-4 "E outra vez levantei os meus olhos, e vi, e eis um rolo volante. E disse-me o anjo: Que vês? E eu disse: Vejo um rolo volante, que tem vinte côvados de comprido e dez côvados de largo. Então disse-me: Esta é a maldição que sairá pela face de toda a terra; porque qualquer que furtar, será desarraigado, conforme está estabelecido de um lado do rolo; como também qualquer que jurar falsamente, será desarraigado, conforme está estabelecido do outro lado do rolo. Eu a farei sair, disse o SENHOR dos Exércitos, e ela entrará na casa do ladrão, e na casa do que jurar falsamente pelo meu nome; e permanecerá no meio da sua casa, e a consumirá juntamente com a sua madeira e com as suas pedras". 

Slm 101:3-8 "Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim. Um coração perverso se apartará de mim; não conhecerei o homem mau. Aquele que murmura do seu próximo às escondidas, eu o destruirei; aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei. Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos. Pela manhã destruirei todos os ímpios da terra, para desarraigar da cidade do SENHOR todos os que praticam a iniquidade". 

Sof 3:5 "O SENHOR é justo no meio dela; ele não comete iniquidade; cada manhã traz o seu juízo à luz; nunca falta; mas o perverso não conhece a vergonha" [aqui apresentado como um princípio, mas que será colocado totalmente em prática no milênio]. 

Slm 34:12 "Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles". 

Obviamente nada disso acontecerá no céu, onde não existirá morte e a Igreja estará com Cristo reinando juntamente com ele sobre a terra (e não "na terra").

Apo_5:10  E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

Hoje as pessoas pedem por um mundo de mais justiça, mas pouco entendem que um mundo com justiça perfeita será assim, com juízo implacável a cada manhã contra quem pecar. Tudo isso foi previsto para Israel e assim será. A maioria dos cristãos, porém, não entende essa diferença e tenta se apossar das promessas que Deus fez a Israel no Antigo Testamento como se fossem promessas para a Igreja. 

Alguns querem as promessas de prosperidade e enchem igrejas pentecostais em busca disso, quando nenhuma prosperidade foi prometida à Igreja nas epístolas dos apóstolos. Outros querem as promessas de poder e enviam suas tropas para invadir países com o argumento de que o mundo precisa ser cristianizado. Foi assim nos séculos de trevas do catolicismo e ainda é assim, de forma velada, pela política expansionista norte-americana. Enquanto isso Israel na sua incredulidade tenta se firmar na terra prometida por seus próprios esforços e com a ajuda dos Estados Unidos, porém não foi essa volta à terra que Deus lhes prometeu, em incredulidade e fundamentada no poder das armas.

Texto Original: Mario Persona - https://www.respondi.com.br/


sábado, 17 de outubro de 2020

 Anjos tem asas?

Quando você lê a palavra "anjo" na Bíblia, seu sentido original é "mensageiro" o "enviado", e não aquele anjo de asas que vemos nos filmes e nos gibis.

Na maioria das vezes os anjos aparecem na Bíblia na forma humana e podiam ser confundidos com homens comuns. Geralmente, dependendo da tradução que você utilizar, "o anjo do Senhor" significa o próprio Senhor Jesus vindo em forma humana (antes de nascer neste mundo nos evangelhos), como quando ele apareceu a Abraão e teve uma refeição com ele sob uma árvore.

Quando você encontra "um anjo do Senhor" provavelmente esteja se referindo a um anjo. Mas a palavra anjo é usada também para seres humanos em posição de responsabilidade ou quando são enviados para alguma missão, pois este é o significado da palavra.

Apenas quando são mencionados os querubins e serafins é que são descritas asas. É o caso das imagens que Deus ordenou que fossem colocadas sobre a tampa da arca da aliança:

Êxo 25:20 Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.

Ezequiel tem uma visão de querubins com asas, porém por se tratar de uma visão não é simples entender o que é real ou material, e o que é apenas uma figura com um significado atrelado a ela:

Eze 10:5-21  E o estrondo das asas dos querubins se ouviu até ao átrio exterior, como a voz do Deus Todo-poderoso, quando fala. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. E, andando os querubins, andavam as rodas juntamente com eles; e, levantando os querubins as suas asas, para se elevarem de sobre a terra, também as rodas não se separavam deles. E os querubins alçaram as suas asas e se elevaram da terra aos meus olhos, quando saíram; e as rodas os acompanhavam e pararam à entrada da porta oriental da Casa do SENHOR; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles. Cada um tinha quatro rostos e quatro asas e a semelhança de mãos de homem debaixo das suas asas.

Veja que mesmo neste caso se Ezequiel fosse desenhar um retrato do que viu teríamos seres de quatro asas e quatro rostos, e não os anjos comumente vistos nos filmes ou os anjinhos barrocos encontrados na decoração dos templos católicos. Já Isaías teria desenhado os serafins de sua visão com seis asas:

Isa 6:2 Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam.

É claro que não podemos descartar o fato de essas asas serem apenas simbólicas, pois na Bíblia encontramos passagens nas quais até o próprio Deus é mencionado como tendo asas de penas:

Slm 91:4 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.

Zacarias também tem uma visão de mulheres com asas:

Zac 5:9 E levantei os meus olhos e olhei, e eis que duas mulheres saíram, agitando o ar com as suas asas, pois tinham asas como as da cegonha; e levantaram o efa entre a terra e o céu.

Texto Original: Mario Persona - https://www.respondi.com.br/


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

 Soberania e responsabilidade - F. B. Hole

Que Deus é soberano e que o homem, embora caído, é uma criatura responsável, são dois fatos que estão bem claros nas Escrituras. É quando estudamos estes dois fatos em suas implicações que nos vemos diante de uma dificuldade intelectual. É fácil colocarmos todo o peso de um lado, enquanto ignoramos quase completamente o outro. Os dois extremos são conhecidos como Hiper-Calvinismo e Arminianismo.

O Hiper-Calvinismo é o pensamento religioso que enxerga nas Escrituras pouco mais do que a soberania de Deus na eleição. A responsabilidade humana é de tal maneira deixada de lado, ou até mesmo negada, que o homem acaba reduzido a um mero fantoche. O homem fica como um brinquedo nas mãos do destino. Se ele for eleito, então DEVE ser salvo, seja como for; se não for eleito, ele DEVE ser condenado, e ponto final.

O Arminianismo, por outro lado, enxerga quase que somente o fato da responsabilidade do homem, geralmente com a total exclusão da soberania de Deus e da operação de Seu Espírito em graça na alma dos homens. O homem é um ser livre e desimpedido no exercício de sua própria vontade, portanto qualquer coisa que o persuadir a ter força de vontade na direção correta é considerado válido.

O espírito do Hiper-Calvinismo é fatal para qualquer zelo e energia na obra do Evangelho. Como consequência, aqueles que pensam assim menosprezam de todas as maneiras possíveis esse tipo de energia. Se os homens estão espiritualmente mortos, para quê pregar para mortos? Por que dizer "Arrependam-se!" a pessoas que não podem se arrepender, ou "Creiam!" àqueles que não podem crer? Além do mais, acaso Deus não é capaz de cuidar daquilo que é Seu? Será que Ele requer nossa intromissão na salvação dos Seus eleitos? Ainda que venhamos a cobrir terra e o mar em nosso zelo pelas almas, nenhum além dos eleitos será salvo; e se cruzarmos os braços e não fizermos coisa alguma, nenhum dos eleitos se perderá. Portanto a inatividade é a única solução possível, e todo o esforço dos servos do Senhor não passa de pura perda de tempo e energia.

Às vezes nos perguntamos por que este tipo de argumento parece ser usado apenas contra o esforço evangelístico. Se o argumento fosse válido, ele deveria valer também para todas as demais formas de serviço cristão. Acaso Deus não é capaz de cuidar dos Seus eleitos sem nossos esforços de edificá-los? Porventura a obra soberana do Espírito não irá edificar o progresso dessas almas sem a necessidade do trabalho de pastores e mestres, ou até mesmo sem o pequeno esforço de escrever este texto? Aqueles que defendem tais idéias parecem estar cegos ao fato de que estão serrando o galho em que estão sentados.

Atualmente o extremo Arminianista talvez seja o mais professado pelas pessoas verdadeiramente cristãs. Elas percebem a necessidade dos pecadores e se regozijam nas boas novas de perdão por intermédio do Salvador crucificado e ressuscitado. A grande questão é qual a melhor maneira de se chegar aos pecadores e persuadi-los a querer aceitar a Cristo e escolher a vida. Quanto mais ansiosos são esses cristãos, maior o perigo de usarem métodos questionáveis ou até antibíblicos. Os fins que acreditam precisar atingir acabam sendo considerados como suficientes para santificar e justificar os meios empregados.

Os resultados práticos disso são muito diferentes daqueles do outro extremo. No outro, tudo é estagnação; aqui tudo é movimento e sucesso aparente no início. Todavia estamos preocupados com os resultados finais. Ao terminar uma grande missão evangelística em Londres há alguns anos, o pastor de uma grande igreja tinha uma lista de mais de 50 nomes que professaram se converter. O pastor era um cristão empenhado, mas cerca de um ano depois ele confessou com tristeza que podia considerar apenas um deles como realmente convertido. Graças a Deus por aquele um! Mas quão triste saber que cerca de cinquenta podem ter sido levados pelo caminho errado apenas para ter um no caminho certo.

Vamos, pela graça de Deus, nos apossar desses dois grandes fatos - Deus é soberano em Seus caminhos de graça: o homem, apesar de caído, é uma criatura responsável e deve ser abordada como tal. A verdade da soberania divina está claramente mostrada nas Escrituras. Leia passagens como João 6:37-44; Romanos 9:10-24; Efésios 1:4; 1 Pedro 1:2. Do mesmo modo, é bem clara a responsabilidade do homem. Leia passagens como João 3:16-18; Romanos 2:6-16; 1 Pedro 4:5-6. Aceitemos, portanto, ambas as coisas, mesmo que não sejamos capazes de enxergar o suficiente para discernir como elas se encaixam.

Podemos, todavia, discernir isto: que a vontade do homem, se deixada ao seu bel prazer, jamais se voltará para Deus. A queda tornou sua vontade totalmente contrária a Deus. Isto é declarado de forma definitiva em Romanos 3:10-12. Está declarado primeiro que "não há UM justo"; isto é, ninguém está correto diante de Deus. Podemos argumentar que isto é verdade, mas que certamente algumas pessoas são mais sinceras e compreensivas do que outras, e são essas que se convertem. Mas não é assim, pois "não há NINGUÉM que entenda". Isto torna o problema do ser humano ainda mais sério - NENHUM justo, e NINGUÉM que entenda sua posição desesperadora. Porém, mais uma vez podemos argumentar que certamente alguns terão uma percepção - uma espécie de intuição - de sua necessidade de Deus, e assim irão buscá-Lo. Todavia, mais uma vez vemos que não é assim, pois "não há NINGUÉM que busque a Deus".

As palavras nenhum e ninguém encerram qualquer possibilidade de libertação se o homem for deixado por conta própria. Deus precisa intervir. Em outras palavras, Deus precisa exercer Sua ação soberana sobre o homem. Ele precisa operar por meio de Seu Espírito nos corações dos homens se for para algum deles buscar a Ele e a salvação que Ele oferece. Isto Ele faz conforme a Sua vontade, quando o Evangelho é pregado, já que "aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação". (1 Co 1:21)

Se alguém perguntar "se Deus, em sua misericordiosa eleição, quer salvar este e aquele, porque Ele não elege e salva a todos?", não saberemos responder. O que está por detrás de Suas decisões não nos é revelado, pois não passamos de Suas criaturas. Mas Ele Se revelou a nós em Cristo, e assim estamos certos de que o que Ele decidir é o correto, e no final todos verão o quão certo Ele sempre esteve.

Ao invés de procurarmos invadir os recônditos secretos das decisões e atos de Deus, que estão fora de nosso alcance, devemos do modo mais diligente e fervoroso possível anunciar o Evangelho, já que Ele revelou que é através deste que Ele Se agrada em salvar aqueles que crêem, como resultado da obra do Espírito de Deus em seus corações. - F. B. Hole

Texto Original: https://manjarcelestial.blogspot.com/