Divórcio e novo casamento - Marcos 10:10-12
“Quando estava em casa novamente, os discípulos interrogaram Jesus sobre
o mesmo assunto. Ele respondeu: ‘Todo aquele que se divorciar de sua mulher
e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério contra ela.
E se ela se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará
cometendo adultério’.” (Mc 10:10-12). Mateus 19:9 complementa acrescenta
que a imoralidade sexual rompe o vínculo matrimonial e possibilita o divórcio.
Ali Jesus diz: “Todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por
imoralidade sexual [gr. ‘porneia’], e se casar com outra mulher, estará
cometendo adultério.”.
Portanto um matrimônio não se desfaz por incompatibilidade de gênios ou
outro motivo, mas somente por adultério. Mesmo assim, isso não é carta
branca para o divórcio. O Senhor diz: “Eu odeio o divórcio” (Ml 2:16).
Portanto é uma possibilidade, não uma ordem. A maneira de Deus é sempre
de perdão e reconciliação, como ordena a Palavra: “Sejam bondosos e
compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como
Deus perdoou vocês em Cristo.” (Ef 4:32).
Também existe a possibilidade de separação quando ambos cônjuges são
crentes, mas não para um novo casamento: “Aos casados dou este mandamento,
não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer,
que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido.
E o marido não se divorcie da sua mulher.” (1 Co 7:10-11). Aqui não é
previsto novo casamento pois mais tarde pode haver arrependimento e
reconciliação.
Deus não aprova o casamento de um convertido com um inconverso, porém
em um casal de incrédulos, quando um dos cônjuges se converte e o incrédulo
decide romper o vínculo, existe a possibilidade de separação e novo casamento:
“Se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o irmão ou a irmã
não fica debaixo de servidão” (1 Co 7:15). A palavra servidão pode ser
também entendida como vínculo ou compromisso.
Existem os casos de pessoas que se casam e divorciam uma ou mais vezes
quando ainda na incredulidade, e depois um ou os dois cônjuges se convertem.
Neste caso prevalece a condição em que estavam na ocasião da conversão,
pois não há como desfazer o passado. “Cada um deve permanecer na condição
em que foi chamado por Deus.” (1 Co 7:20).
texto original: Mario Persona.
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