sexta-feira, 5 de junho de 2020

O Templo.

Após libertar o povo de Israel da escravidão no Egito Deus ordenou que 
construíssem um tabernáculo, uma tenda, para ser o lugar de adoração 
em sua peregrinação pelo deserto. Aquela tenda portátil era o único 
lugar onde os israelitas deviam adorar a Deus.

Quando o povo entrou na terra prometida, Deus ordenou que Salomão 
construísse um lugar fixo de adoração, o Templo, em Jerusalém. 
Ali Deus colocou o seu nome, o que equivale dizer que aquele lugar 
era a representação visível da presença de Deus. Estar ali era estar 
na presença do próprio Deus. Aquele era o único lugar do planeta 
reconhecido pelo nome de Deus, o único aprovado por ele. Alguém que 
construísse um templo ou altar em qualquer outro lugar estaria pecando.

O Templo que Jesus visita neste capítulo 21 de Mateus não é o mesmo 
construído por Salomão. Trata-se de uma reconstrução, mas que é 
endossada por Jesus por estar no único lugar que Deus estabeleceu 
para colocar o seu nome. Esse Templo não existe mais e hoje o seu 
terreno é ocupado por uma mesquita. Portanto, em nossos dias não 
existe um lugar físico de adoração que possa ser chamado de Templo. 
Deus não ordenou a construção de nenhum outro templo.

O Antigo Testamento e os Evangelhos apresentam contrastes importantes 
em relação às cartas dos apóstolos. Até o livro de Atos Deus estava 
tratando com Israel, o povo que ele escolheu desde da criação do mundo. 
A partir do livro de Atos dos Apóstolos Deus passa a tratar com a Igreja, 
o povo escolhido antes da fundação do mundo, formado por todos os que são 
salvos pela fé em Jesus.

Para Israel havia um lugar físico de adoração, o Templo de Jerusalém; 
para a Igreja esse lugar é onde dois ou três são reunidos pelo Espírito 
Santo em nome de Jesus. Em Israel havia um clero de sacerdotes, alguns 
pouco privilegiados para entrar na presença de Deus. Na Igreja não há 
um clero, todos são igualmente sacerdotes com livre acesso à presença 
de Deus.

A lista de contrastes é interminável, mas já deu para perceber que 
qualquer local físico de adoração ao qual se dê o nome de "templo" 
nos dias de hoje não passa de uma triste caricatura da adoração dos 
judeus. Qualquer designação de um clero ou de sacerdotes, idem. 
Qualquer nome que identifique os cristãos além do nome de Jesus 
é também uma afronta ao nome que está acima de todo nome.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

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