terça-feira, 23 de junho de 2020

Qual letra mata?

Ao descer do monte, após receber as tábuas de pedra da Lei, Moisés 
encontrou o povo entregue à idolatria. O juízo de Deus por isso 
levou ao massacre de três mil pessoas. Após Moisés interagir com 
o Senhor as pessoas viam que seu rosto “resplandecia. Então, de novo 
Moisés cobria o rosto com o véu até entrar de novo para falar com o 
Senhor.” (Êx 34:35). Aquele brilho de sua face não era permanente, 
mas se desvanecia.

Agora ligue os pontos: Se naquela ocasião Moisés havia subido ao 
monte e ficado com o rosto resplandecente, como Pedro, Tiago e João 
podiam interpretar aquilo que agora viam? Tinha o monte, tinha Moisés, 
e a diferença é que agora era Jesus o resplandecente, “transfigurado 
diante deles. Suas roupas se tornaram brancas, de um branco 
resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de 
branqueá-las.” (Mc 9:2-3). Se o roteiro fosse o mesmo de Êxodo o 
próximo evento seria um massacre. Entende agora a razão de eles 
estarem apavorados?

Mais tarde Paulo iria deixar claro que o relacionamento que os 
discípulos de Cristo teriam com Deus, particularmente após a formação 
da Igreja, não seria o mesmo que os israelitas tiveram no passado.  
Paulo diz:

“[Deus] nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, 
não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito 
vivifica. O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em 
pedras; mas esse ministério veio com tal glória que os israelitas 
não podiam fixar os olhos na face de Moisés por causa do resplendor 
do seu rosto, ainda que desvanecente. Não será o ministério do Espírito 
ainda muito mais glorioso? Se era glorioso o ministério que trouxe 
condenação, quanto mais glorioso será o ministério que produz justiça!” 
(2 Co 3:6-9).


Alguns pregadores ameaçam seus ouvintes com o bordão “a letra mata, 
mas o Espírito vivifica”, se estes quiserem conferir se pregam de 
acordo com a Bíblia. São falsos mestres que aconselham seus ouvintes 
a não ir pelo que está escrito, mas aceitar suas supostas revelações 
como pão quente saído do forno. A “letra” de que Paulo fala era a Lei, 
que levava à morte, “porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer 
por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio 
Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado e 
condenou o pecado na carne.” (Rm 8:3). Fuja dos que desencorajam 
você a ler a Bíblia insistindo que o que eles dizem é revelação do Espírito.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

Nenhum comentário:

Postar um comentário