Como o diabo opera.
Quando me perguntaram qual a aparência de Satanás, respondi que não sabia,
pois nunca o tinha visto. Mas talvez eu o tenha visto manifestando-se por
meio de alguém. No Jardim do Éden teria sido estranho ele aparecer na forma
humana, pois Eva sabia que ela e Adão eram os únicos humanos.
Então ele veio como serpente. Depois ele iria se manifestar de diferentes
formas, sempre com o mesmo objetivo: Enganar.
Esqueça a ideia medieval de um diabo vermelho, com chifres e garfo espetando
criancinhas. Um agente infiltrado não se veste com as cores de seu país de
origem, mas com as do país que deseja corromper. É assim que vemos o diabo
ao longo das eras, se manifestando muito mais na espiritualidade do que na
imoralidade. Na corte de Faraó ele usou os magos para imitar os sinais divinos
feitos por Moisés; hoje ele usa homens de terno ou batina clamando “Senhor,
Senhor!” em igrejas, rádio e TV.
O diabo é um querubim, um ser angelical. Do mesmo modo como “falsos apóstolos,
obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo” diriam “Senhor, Senhor,
não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não
realizamos muitos milagres?” (Mt 7:22), “o próprio Satanás se disfarça de
anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são
servos da justiça.” (2 Co 11:14-15).
Para identificar seu modo de agir basta ver suas intervenções ao longo da Bíblia.
Quando Paulo diz para vestirmos “toda a armadura de Deus” para ficarmos
“firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11), a palavra grega traduzida como
“ciladas” é “methodeia”, e significa truque ou malandragem. Satanás contradiz
a Palavra de Deus — “Certamente não morrerão!” — e exalta o homem — “Vocês
serão como Deus” (Gn 3:4-5).
Esse “príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem
na desobediência”, levará você a seguir “a presente ordem deste mundo”, que
chamamos de opinião pública. E pode até usar alguém tão idôneo quanto Pedro
para negar a Palavra de Deus, como neste capítulo.
Após Jesus explicar claramente que era necessário que ele “fosse morto e três
dias depois ressuscitasse... Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo.
Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro,
dizendo: ‘Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas
nas dos homens’.” (Mc 8:31-33).
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
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