quinta-feira, 9 de julho de 2020

Como o diabo opera.

Quando me perguntaram qual a aparência de Satanás, respondi que não sabia, 
pois nunca o tinha visto. Mas talvez eu o tenha visto manifestando-se por 
meio de alguém. No Jardim do Éden teria sido estranho ele aparecer na forma 
humana, pois Eva sabia que ela e Adão eram os únicos humanos. 
Então ele veio como serpente. Depois ele iria se manifestar de diferentes 
formas, sempre com o mesmo objetivo: Enganar.

Esqueça a ideia medieval de um diabo vermelho, com chifres e garfo espetando 
criancinhas. Um agente infiltrado não se veste com as cores de seu país de 
origem, mas com as do país que deseja corromper. É assim que vemos o diabo 
ao longo das eras, se manifestando  muito mais na espiritualidade do que na 
imoralidade. Na corte de Faraó ele usou os magos para imitar os sinais divinos 
feitos por Moisés; hoje ele usa homens de terno ou batina clamando “Senhor, 
Senhor!” em igrejas, rádio e TV.

O diabo é um querubim, um ser angelical. Do mesmo modo como “falsos apóstolos, 
obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo” diriam “Senhor, Senhor, 
não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não 
realizamos muitos milagres?” (Mt 7:22), “o próprio Satanás se disfarça de 
anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são 
servos da justiça.” (2 Co 11:14-15).

Para identificar seu modo de agir basta ver suas intervenções ao longo da Bíblia. 
Quando Paulo diz para vestirmos “toda a armadura de Deus” para ficarmos 
“firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11), a palavra grega traduzida como 
“ciladas” é “methodeia”, e significa truque ou malandragem. Satanás contradiz 
a Palavra de Deus — “Certamente não morrerão!” — e exalta o homem — “Vocês 
serão como Deus” (Gn 3:4-5).

Esse “príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem 
na desobediência”, levará você a seguir “a presente ordem deste mundo”, que 
chamamos de opinião pública. E pode até usar alguém tão idôneo quanto Pedro 
para negar a Palavra de Deus, como neste capítulo.

Após Jesus explicar claramente que era necessário que ele “fosse morto e três 
dias depois ressuscitasse... Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. 
Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, 
dizendo: ‘Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas 
nas dos homens’.” (Mc 8:31-33).
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

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