O poder de dar a vida.
Fazendo uma retrospectiva dos eventos deste capítulo, o verdadeiro Pastor,
Jesus, entra no aprisco pela porta e chama suas ovelhas para que saiam dali.
Elas ouvem a sua voz e o seguem. Então ele diz que o bom Pastor dá a sua
vida pelas ovelhas.
No versículo 16 ele revela: "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste
aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá
um rebanho e um Pastor". Jesus fala dos gentios que seriam beneficiados por
sua morte. Já não se trata de um aprisco, mas de um rebanho. Um aprisco precisa
de cercas, muros e porteiras para manter as ovelhas juntas. Um rebanho só
precisa do Pastor.
A morte de Jesus mudaria tudo. O aprisco de Israel seria deixado de lado e Deus
estenderia sua graça em salvar qualquer um, judeu ou gentio. Até a razão do amor
do Pai pelo Filho é revelada aqui: "Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha
vida para tornar a tomá-la".
Com sua morte Jesus glorificou a Deus em todos os aspectos. Mesmo que ninguém
fosse salvo, ele ainda teria glorificado a Deus por ser o Cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo, solucionando a questão do pecado que manchou a Criação.
Mas Jesus é também o Salvador de pecadores, por salvar individualmente todo
aquele que o Pai lhe deu para que cresse nele e na suficiência de sua morte
substitutiva.
Há uma outra verdade revelada aqui que põe por terra toda a especulação dos que
tentam desvendar a causa da morte de Jesus. Uns falam em asfixia, outros em
colapso resultante dos flagelos, e há quem pense ter sido a lança do soldado
romano, mas ela foi fincada num corpo já morto. O próprio Jesus explica a
Causa de sua morte:
"Dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim
mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse
mandamento recebi de meu Pai."
Nenhum ser humano tem o poder de dar a vida. Você pode decidir morrer para
salvar um amigo, mas haverá uma causa externa da morte. Nem mesmo um suicida
é capaz de dar sua vida. Ele mata a si mesmo. Jesus fala do verbo morrer na
primeira pessoa do singular, do ato de encerrar a vida e entregar o espírito
sem uma causa externa. Ele recebeu esse poder para cumprir uma ordem dada
pelo Pai.
Lucas descreve como ele fez isso na cruz: "E, clamando Jesus com grande voz,
disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou".
Lc 23:46 As afirmações de Jesus eram tão radicais que alguns judeus dizem que
ele está endemoninhado.
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/
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