segunda-feira, 18 de maio de 2020

O que voce pensa de Cristo?


       Em Marcos 7 vemos Jesus, o Filho de Deus e Criador de todas as coisas, 
entrar sem alarde numa casa dos arredores de Tiro e Sidom, querendo 
permanecer incógnito. Mas ele é logo abordado por “certa mulher, cuja 
filha estava com um espírito imundo, [ela] veio e lançou-se aos seus pés. 
       A mulher era grega, siro-fenícia de origem, e rogava a Jesus que 
expulsasse de sua filha o demônio.” Jesus diz a ela: “Deixe que primeiro 
os filhos comam até se fartar, pois não é correto tirar o pão dos filhos 
e lançá-lo aos cachorrinhos” (Mc 7:25-27).

       Alguém poderia interpretar sua resposta como se ele dissesse “Você sabe 
com quem está falando?” ou “Ponha-se no seu lugar, mulher!”. Mas pensar 
assim do Senhor é não conhecer o seu caráter. Sua resposta não é uma 
negativa, mas um teste para ver se ela reconhece a missão daquele que 
“veio para o que era seu” (Jo 1:11), isto é, para os judeus. A bondade 
não pode atropelar a verdade, e nem o poder deixar de revelar a caridade.

       Verdade e poder estavam prestes a ser trazidos à tona pela reação da 
mulher, uma gentia que não podia contar com os privilégios oferecidos 
aos judeus. Ela responde: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos, 
debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.”. Jesus lhe diz: 
“Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha.”. 
       Ela voltou à sua casa e encontrou a filha liberta do demônio que a afligia. 
(Mc 7:28-30).

       Nunca se esqueça da frase: “Por causa desta resposta, você pode ir; 
o demônio já saiu da sua filha.”. O que significa? Que a mulher não 
queria furar fila e nem atropelar os planos do Senhor. Ela estava disposta 
a se considerar um mero cãozinho e ficar com migalhas do poder de Jesus. 
       Que contraste esse com aqueles que acham que o Senhor seja obrigado 
atender a todos os seus caprichos de prosperidade, saúde e poder!

       Na parábola das minas, em Lucas 19, foi a opinião que o servo tinha de 
seu senhor que o condenou. Ele havia recebido uma mina para negociar, 
obter juros e ser recompensado. Porém, a guardou e se justificou, dizendo: 
“Tive medo, porque és um homem severo. Tiras o que não puseste e colhes o 
que não semeaste.”. O mau conceito que o servo tinha de seu senhor, e não 
de si mesmo como a mulher siro-fenícia, foi o que o condenou. 
“Eu o julgarei pelas suas próprias palavras, servo mau.” (Lc 19:21-22)
       
        E você, de que modo se aproxima do Filho de Deus? “O que vocês pensam 
a respeito do Cristo?” pergunta Jesus aos discípulos em Mateus 22:42.
Texto Original - Mario Persona - https://www.3minutos.net/

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