quarta-feira, 6 de maio de 2020

Os 144 mil de Apocalipse sao a Igreja?

       Não, os 144 mil não são cristãos membros do corpo de Cristo (Igreja), 
mas israelitas convertidos e salvos no início da tribulação. O número 
em si pode ser literal ou simbólico, mas a categoria à qual eles pertencem 
não é simbólica: são israelitas. Naquele momento que se sucede ao arreba-
tamento da Igreja (cuja história na terra termina no capítulo 3), eles estão 
na terra e são selados provavelmente como sinal de proteção de Deus para 
serem guardados durante os 7 anos e principalmente na segunda metade, 
a grande tribulação.

       Está muito claro que são judeus porque é dado o nome de cada tribo, 
e os que fazem parte da igreja não são judeus, mas Igreja de Deus, que 
é a designação que vigora hoje em contraste com judeus e gentios:

       1Co_10:32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, 
nem aos gregos, nem à igreja de Deus.

       Na lista das tribos estão faltando Dã e Efraim, talvez por terem sido 
as tribos mais associadas à idolatria no Antigo Testamento. Aparentemente 
foi a tribo de Dã a primeira a estabelecer um culto a um ídolo já na terra 
prometida em Jz 18:30-31.

       A tribo de Dã não é mencionada também em 1 Cr 2:3 e 8:40
       Provavelmente o anticristo virá da tribo de Dã. Na profecia de Jacó (Israel) 
Dã aparece como alguém que iria julgar o povo de Deus, porém no caráter de 
uma serpente que induz o homem a pecar, como faz Satanás, ou quer destruí-lo.
        Além disso, logo após tal profecia vem uma espécie de brado de angústia, 
como se o Israel assim oprimido buscasse por libertação:

       Gên 49:16-17 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será 
serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares 
do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
       Gên 49:18 A tua salvação espero, ó SENHOR!

       De Efraim Oséias profetiza que deveria ficar sozinho por estar entregue à 
idolatria: Osé 4:17 Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o.

       No lugar das tribos de Dã e Efraim aparecem Levi e José. Mas que não se 
trata de gentios, e sim judeus, fica mais claro ainda quando nos versículos 
seguintes são mencionados gentios:

       Apo 7:9-10  Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual 
ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, 
que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas 
e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação 
ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.

       A Teologia do Pacto e a Teologia da Substituição, que acreditam que a 
Igreja seja a sucessora de Israel inclusive para desfrutar das promessas 
na terra feitas pelos profetas do Antigo Testamento, têm dificuldades em 
explicar a distinção que é feita claramente no livro de Apocalipse entre 
Igreja, Israel e Nações, colocando situações bem específicas para cada 
um desses grupos de pessoas.

       A própria profecia do Senhor em Mateus 24, que fala da Grande Tribulação, 
não faz sentido a menos que seja lida em um contexto judaico. Que sentido 
faria o Senhor dizer para os que estiverem na Judéia que fujam para os 
montes? O que a Igreja estaria fazendo na Judéia? E por que orar para que 
sua fuga não ocorra no sábado? Por que estaria a Igreja guardando o sábado 
e as restrições de distância?
Texto Original: Mario Persona - https://www.respondi.com.br/

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