segunda-feira, 25 de maio de 2020

Da Lei para a graça.


Aproxima-se o momento em que Jesus se despedirá de seus discípulos para 
subir aos céus. Ele lhes diz: “‘Foi isso que eu lhes falei enquanto 
ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a 
meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’. 
Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as 
Escrituras.” (Lc 24:44-45). A Lei, os profetas e os Salmos representavam 
todo o Antigo Testamento, porém nem os discípulos, que andaram por três 
anos com Jesus, seriam capazes de compreender as Escrituras se o Senhor 
não lhes abrisse o entendimento.

O apóstolo Paulo deixa isso claro, ao dizer que “o homem natural não 
compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; 
e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” 
(1 Co 2:14). Isto significa que o mais sábio incrédulo nunca será capaz 
de entender uma vírgula sequer da Bíblia, enquanto o mais iletrado crente 
absorve naturalmente os mistérios de Deus quando guiado pelo Espírito Santo. 
Entendeu agora a razão de não existir nada para você aprender em livros, 
filmes e novelas com temas bíblicos produzidos por incrédulos?

Os discípulos aqui são vistos ainda no caráter de um remanescente judeu e 
no contexto do reino a ser estabelecido na terra. Ainda não são membros 
do corpo de Cristo, a Igreja, que só seria formada no capítulo 2 do livro 
de Atos. Mas as palavras de Jesus inauguram o evangelho da graça de Deus, 
que se resume nesta frase: “O Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos 
mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento 
para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 
Vocês são testemunhas destas coisas.” (Lc 24:46-48).

João escreveu que “a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a 
verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (Jo 1:17), e Paulo pregou 
aos Coríntios a boa nova de “que Cristo morreu pelos nossos pecados, 
segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, 
segundo as Escrituras” (1 Co 15:1-4). Este evangelho de Lucas, que começou 
com uma cena tipicamente judaica e terrena, com o sacerdote Zacarias 
ocupado com a Lei e os serviços do Templo, termina abrindo os céus e 
inaugurando o evangelho da graça de Deus. A partir daí os discípulos não 
mais sairão pregando preceitos da Lei, mas a salvação pela fé em Cristo, 
que morreu e ressuscitou. E você, será que está entre aqueles que ainda 
pregam a Lei e uma salvação baseada em obras?
Texto Original: Mario Persona - https://www.3minutos.net/

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