sexta-feira, 8 de maio de 2020

Porque Moisés entrou na terra prometida?

       Em Êxodo Deus manda Moisés FERIR a rocha para dar de beber 
ao povo de Israel. Mas em Números Deus manda Moisés FALAR à 
rocha, no entanto ele fere a rocha e é repreendido por Deus. Como 
entender? Vamos à passagem de (Números 17):

       "E o Senhor falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a 
congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante 
os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da 
rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. 
       Então Moisés tomou a vara de diante do Senhor, como lhe tinha 
ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da 
rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura 
tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a 
sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu 
muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. 
       E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes 
em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, 
por isso não introduzireis esta congregação na terra que 
lhes tenho dado." (Nm 20:7-12).

       A vara que Moisés tomou era a que estava diante do Senhor, 
ou seja, a vara de Aarão que havia florescido. Não era a 
vara de Moisés, com a qual ele abrira o Mar Vermelho e o 
rio Jordão e fizera outros sinais. 
       A vara de Moisés representava juízo; a vara de Aarão 
representava graça, pois era uma vara de madeira morta que 
floresceu. A vara de Aarão você encontra em Números 17:1-10.

       "Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de 
Israel, e toma deles uma vara para cada casa paterna de todos 
os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, doze varas; 
e escreverás o nome de cada um sobre a sua vara. Porém o nome 
de Arão escreverás sobre a vara de Levi; porque cada cabeça da 
casa de seus pais terá uma vara.  E as porás na tenda da 
congregação, perante o testemunho, onde eu virei a vós. 
E será que a vara do homem que eu tiver escolhido florescerá; 
assim farei cessar as murmurações dos filhos de Israel contra 
mim, com que murmuram contra vós. Falou, pois, Moisés aos filhos 
de Israel; e todos os seus príncipes deram-lhe cada um uma vara, 
para cada príncipe uma vara, segundo as casas de seus pais, doze 
varas; e a vara de Arão estava entre as deles. E Moisés pôs estas 
varas perante o Senhor na tenda do testemunho. Sucedeu, pois, que
 no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que 
a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira 
flores e brotara renovos e dera amêndoas. Então Moisés tirou todas 
as varas de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel; e eles 
o viram, e tomaram cada um a sua vara. Então o SENHOR disse a Moisés: 
Torna a pôr a vara de Arão perante o testemunho, para que se 
guarde por sinal para os filhos rebeldes; assim farás acabar as 
suas murmurações contra mim, e não morrerão." (Nm 17:1-10).

       Portanto, naquele momento em Números e usando a vara da graça, 
Moisés deveria "falar" à rocha para dar sua água. Assim é como 
a graça se manifesta.

       Repare que aqui em Números 20 "chegando os filhos de Israel, 
toda a congregação ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo 
ficou em Cades... e não havia água para a congregação" (Nm 20:1-2)
       Este episódio difere daquele de Êxodo 17:1-16 quando o povo estava 
acampado em Refidim e Deus ordenou que Moisés tomasse sua própria 
vara — e não a vara de Aarão — e ferisse a rocha. Daquela vez Deus 
disse que ele ferisse a rocha porque esta representava Cristo sendo 
ferido para que dele saísse água. Em 1 Coríntios Paulo explica que 
a rocha que os seguia era Cristo. "E beberam todos de uma mesma 
bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; 
e a pedra era Cristo." (1 Co 10:4).

       Portanto temos dois episódios distintos: um em que Moisés deveria
ferir a rocha com sua vara, e outro em que Moisés deveria tomar a 
vara de Aarão e falar à rocha. Cristo só precisou ser ferido uma 
vez pelo juízo de Deus para trazer salvação. Moisés não entendeu 
isso e feriu a rocha uma segunda vez, duas vezes, desobedecendo 
assim a ordem expressa de Deus de falar à rocha. Um momento 
representava o juízo, o outro representava a graça. Cristo, por 
sua morte na cruz, foi ferido uma vez para nos justificar "pelo 
seu sangue" e nos salvar. Mas o mesmo Cristo é visto em Romanos 
agora nos salvando, a nós que já cremos nele, não por sua morte, 
mas por sua vida.

       "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu 
por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido 
justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 
       Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela 
morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, 
seremos salvos pela sua vida." (Rm 5:8-10).

       Este "seremos salvos pela sua vida" nos fala de como ele está hoje 
no céu na presença do Pai e exercendo seu sacerdócio em nosso favor. 
Por termos um Salvador vivo no céu podemos descansar no fato de 
estarmos sendo salvos — no sentido de sermos mantidos a salvo do mal 
por sua intercessão. Um morto não poderia interceder por nós, mas 
por sua morte Cristo nos salvou. Então um Cristo ressurreto e vivo 
hoje nos salva por meio de sua vida e ação intercessora diante de Deus.
Texto Original: Mario Persona - https://www.respondi.com.br/

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